Seção 04 - Os níveis de escolaridade no setor público brasileiro


Nesta seção são apresentadas análises sobre evolução dos níveis de escolaridade das pessoas ocupadas no setor público, de 1986 a 2017. Os dados sobre a escolaridade no setor público são fundamentais, porque a qualidade do ciclo das políticas, bem como os graus de profissionalização do setor, são influenciados pelos níveis de educação. Embora outros fatores influenciem o sucesso e qualidade das políticas — tais como a disponibilidade de recursos, as regras institucionais etc. — recrutar pessoas com mais formação é desejável e indica maior competência dos quadros que manejam a entrega de serviços ao cidadão.

Conteúdo

  1. Escolaridade no setor público, em geral
  2. Escolaridade de servidores, por nível federativo
  3. Escolaridade de servidores, por Poder
  4. Remuneração de servidores, por nível de escolaridade

Escolaridade no setor público, em geral

Para tornar mais simples a visualização e interpretação dos resultados da análise nesta seção, os anos de estudo foram agrupados em cinco níveis descritos na Tabela 1. O nível 1 compreende as pessoas com ensino fundamental incompleto, o nível 2 compreende as pessoas com fundamental completo e médio incompleto, o nível 3 as pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto, o nível 4 compreende as pessoas com nível superior completo e o nível 5 compreende pessoas com alguma pós-graduação, mesmo que ainda estivesse em curso.

Tabela 1 - Ornagização do grau de instrução em níveis de escolaridade
RAIS IPEA
Descrição Grau de Instrução Nível de Escolaridade
Analfabeto 1 Nível 1
Até 5º Ano Incompleto 2
5º Ano Completo 3
6º ao 9º Ano do Fundamental 4
Fundamental Completo 5 Nível 2
Médio Incompleto 6
Médio Completo 7 Nível 3
Superior Incompleto 8
Superior Completo 9 Nível 4
Mestrado 10 Nível 5
Doutorado 11
Ignorado -1 Sem Nível

Para o conjunto dos vínculos no setor público, observa-se expressivo aumento da escolaridade média, principalmente a partir de meados da década de 1990. A expansão, em termos absolutos e relativos, ocorreu com vínculos que possuem nível superior completo, que passaram de pouco mais de 930 mil para 5,3 milhões, de 1986 a 2017 (Gráfico 1). Percentualmente, este nível saltou de 19% do contingente de vínculos para 47%, em 2017 (Gráfico 2). Embora o crescimento vigoroso também se observe entre servidores com ensino superior incompleto (ou médio completo), que passaram de 1,6 milhões (31% do total) para 4,1 milhões (36% do total), a expansão deste contingente estacionou e começou a diminuir a partir de 2011.