Radar 49 - Como financiar o ensino superior público?

Radar 49 - Como financiar o ensino superior público?

 

A primeira edição do Boletim Radar de 2017 traz uma discussão sobre a gratuidade no ensino superior. Em seis artigos, os autores da publicação discutem as principais questões levantadas quando se fala na cobrança pela educação de nível superior como, por exemplo, pessoas com rendas elevadas estudando em instituições públicas enquanto os mais pobres pagam pela educação.

Para além do discurso de se deve ou não ser gratuito, o pesquisador do Ipea, Paulo Meyer Nascimento sugere o empréstimo com amortizações contingentes à renda (ECR), como uma alternativa ao financiamento estudantil em que o próprio estudante arcaria com os custos do ensino, semelhante ao que existe hoje com o Financiamento Estudantil (FIES).

Segundo Meyer, o modelo de ECR seria mais justo, pois cobra do profissional formado e não do estudante. A cobrança seria feita por meio do imposto de renda ou das contribuições previdenciárias. “Com isso, as pessoas que fizeram um curso superior, mas não tem um padrão de vida elevado acabam pagando pouco, ou não pagando nada, enquanto as pessoas que com um padrão de renda mais elevado acabam pagando tudo e, dependendo do desenho do programa, pagam até um pouco mais para ajudar a subsidiar aqueles que não tiveram retorno econômico tão grande a partir do seu diploma”, finalizou.