
POPULAÇÃOPopulação feminina jovem deixa o campo
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POPULAÇÃOPopulação feminina jovem deixa o campo
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IPEA 33 ANOSMinistro Antonio Kandir abre seminário comemorativo dos 33 anos do IPEAO Ministro Antonio Kandir, do Planejamento e Orçamento, abre oficialmente as comemorações do 33º aniversário do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, no dia 25 de setembro, às 9 horas, no auditório do BNDES, em Brasllia. Logo depois, começam as apresentações - com debates - dos trabalhos mais recentes da Casa, em seminário de dois dias. No encerramento do primeiro, às l7h 30min, quem faz uma conferência especial é o Deputado Roberto Campos, que, como fundador, vai inaugurar uma galeria de fotos dos ex-presidentes, na sede do Instituto. Fernando Rezende, presidente do IPEA, fala dos objetivos do seminário: "Pensamos não apenas na importância do encontro e do debate para todos nós, mas também na maior integração das equipes técnicas, principalmente porque todos os trabalhos levam a assinatura de jovens concursados recém-admitidos". |
AGRICULTURAIntegração regional favorece especializaçãoUma análise da evolução da participação dos produtos da agroindústria no total exportado mostra a diferença entre as mudanças na estrutura industrial brasileira e a dos demais países do bloco, com vantagens para o Brasil. já no que se refere às importações, houve expansão significativa dessa participação em todos os países, menos na Argentina. Estas são constatações de Mercosul: integração regíonal e o comércio de produtos agrícolas, texto para discussão de autoria de Maria Beatriz de Albuquerque David e Marcelo José Braga Nonnenberg. Produções complementares A produção de cebola, maçã, arroz, leite e laticínios, algodão e carne de aves e de porco se complementam. A do trigo, também. Mas, neste caso, a demanda do bloco é pelo tipo "duro" e a Argentina, que detém nítida vantagem competitiva, não tem para oferecer. O mesmo acontece com o milho, desta vez por conta de custos de transporte. Há forte competição entre Brasil, Argentina e, mais recentemente, Paraguai, se o negócio envolve o complexo da soja. Mas há ganhos para todos nos negócios com a carne bovina, desde que entrem logo na pauta a erradicação de doenças e o controle de qualidade. É certo que a integrarão regional aumentou o fluxo de comércio do Brasil com os demais países do bloco, no entanto o impacto sobre o setor agrícola se restringiu a aves e trigo. Pelo menos por enquanto. Perdas e ganhos Os autores sugerem uma estratégia de especialização que dê ganhos de competividade ou ajude a recuperar a participação no mercado mundial. No Brasil, isto fica bem claro no caso do arroz, do algodão, da carne bovina e do suco de laranja. Estamos perdendo vantagens no comércio dos dois primeiros, bem como no do trigo. Mas, há ganhos em café, soja, aves e açúcar. É que o Brasil, assím como o Uruguai, já iniciou a trajetória de especialização. |
EXPORTAÇÃOCada estado mantém características próprias no intercâmbio de produtosA composição do comércio entre os países do Mercosul vem sofrendo mudanças com o aprofundamento da integração econômica. Os setores produtivos nacionais sofrem impactos bem diferenciados - associados à distribuição geográfica. Fica evidente que regiões e/ou estados brasileiros mantêm características próprias nas relações comerciais com o bloco. No entanto, é preciso investir na reestruturação produtiva, nas políticas setoriais, em infra-estrutura e na harmonização de políticas macroeconômicas. É disso que trata Constantino Cronemberger Mendes no novo texto para dis cu ssão Efeitos do Mercosul no Brasil.- uma visão setorial e locacional do comércio. Pauta regionalizada O Sudeste detém mais da metade (pelo menos 53%) da exportação de sete dos oito principais grupos de produtos da pauta brasileira para o Mercosul: alimentos, minerais, química, têxtil, metais, máquinas e aparelhos eletrônicos e material de transporte. A exceção fica por conta de madeiras e suas obras, que tem no Sul - principalmente no Paraná - a origem de 76,6% do comércio com o bloco. São Paulo é o estado que mais faz negócios com o Mercosul, mantendo a liderança em seis dos principais produtos intercambiados. Em termos de exportação, só perde em madeiras e suas obras, para o Paraná e Santa Catarina, e em produtos minerais, para o Espírito Santo, Rio de janeiro, São Paulo e Paraná. Nas importações, perde para o Rio Grande do Sul, em produtos minerais, e para o Espírito Santo, em química. Fora do Sul-Sudeste O comércio das regiões menos desenvolvidas também evoluiu. No Norte, vale ressaltar o desempenho das exportações dos produtos minerais notadamente da hematita, do Pará, que respondia por 82% do resultado desse grupo no final do ano passado. No Nordeste, a indústria química cresceu acima da média nacional (173% no Maranhão e 22.830% em Sergipe), assim como têxteis (510% no Ceará), metais comuns (440% na Bahia) e máquinas e aparelhos eletrônicos (375% em Pernambuco e 428% na Bahia). No Centro-Oeste, o destaque vai para a indústria de alimentos, em Goiás. |
TEXTO PARA DISCUSSÃOBrasil e Venezuela estão perto de consolidar vínculos econômicosEm um mundo no qual os principais atores são grandes corporacões, há muito para Brasil e Venezuela construirem juntos, consolidando vínculos econômicos em direção a um Acordo de Livre Comércio. Por exemplo: investir em energia que crie sinergias técnicas, unindo Petrobrás e PDVSA, e em energia elétrica, em ação conjunta da Eletrobrás com a Edelca. Esta é uma proposta que faz Edson Peter Lee Guimarães no texto para discussão impactos para o Brasil de um Acordo de Livre Comércio com a Venezuela, que sairá no próximo mês. Ele analisa como compatibilizar um acordo, no qual as assimetrias são grandes, mas tendo em mente que a Venezuela busca estreitar relacionamento comercial com países do Caribe, América do Sul e América Central; quais são os ganhos resultantes das sinergias e como se distribuem, e como produzir novas vantagens comparativas, por meio da ação governamental em um possível contexto de livre comércio bilateral. Mercados potenciais Com políticas apropriadas, pode aumentar o volume das exportações brasileiras para a Venezuela, notadamente nos chamados mercados em expansão. Mas pode haver incrementos nos mercados que se mantêm constantes, como os da pasta de madeira, dependendo de maior integração vertical; dos produtos para fotografia, com a regulamentação favorável à associação de empresas de outros países; e das obras de ferro, desde que promovidas sinergias técnicas. E, mesmo nos mercados decadentes: em compostos orgânicos, com a redução de custos a partir de economias de escala, e em reatores nucleares, caldeira e maquinas mecânicas, pois sinergias técnicas e semelhança entre os mercados favorecem a formação de conglomerados produtivos.
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PERSPECTIVASExpansão dos negócios intrabloco depende do ritmo de desenvolvimentoAs perspectivas brasileiras no Mercosul dependem das trajetórias de desenvolvimento - nossa e de nossos sócios. Depois de cinco anos, os efeitos iniciais da criação do bloco no comércio entre os países-membros já foram absorvidos e a ex pansão dos próximos anos depende de novos investimentos e do impacto da implantação plena da Tarifa Externa Comum (TEC). Estas qualificações se encontram em O Brasil na virada do milênio, no qual o IPEA diz que, no médio prazo, o crescimento do comércio no Mercosul deve continuar assentado no comércio inter-indústria, à exceção de material de transporte e, em menor grau, produtos químicos, entre Argentina e Brasil. Integração hemisférica A ampliação do Mercosul também depende dos desdobramentos do processo de integrarão hemisférica. A próxima etapa, pós-Chile e Bolívia, envolve incertezas. O interesse dos integrantes do Pacto Andino nas negociações é heterogéneo, sendo a posição colombiana importantíssima para tornar viável um acordo preferencial entre os dois blocos. Vale ressaltar que cerca de 40% do comércio do Pacto Andino se dá com os Estados Unidos, com quem o Mercosul negocia não mais de 20% de sua pauta.
União Européia A prazo mais longo não há porque o Mercosul se limitar ao continente. Ao contrário do que ocorre nos outros países latino-americanos, os do bloco mantêm um bom nível de relacionamento econômico com a União Européia, o que é muito saudável, embora as commodities tenham peso muito maior nas exportações do Mercosul para a União Européia do que na média das exportações. Certamente, há obstáculos a enfrentar, como a alta incidência de produtos sensíveis. Além disso, tudo depende, também, do ritmo das negociações hemisféricas como um todo, que resultarão em concessões tarifárias preferenciais. África do Sul Esta integração pode ir mais adiante fazendo o Mercosul chegar ao seu centro de gravidade no Atlântico Sul, buscando explorar essa localização e a diversidade de interesses comerciais sul-americanos: Por que não estreitar relações com a África do Sul e seus parceiros na Southern Africa Development Community (SADC)? |
LANÇAMENTOPesquisa avaliará perspectivas de comércio com o MéxicoCom o apoio da Cepal, o IPEA está começando a realizar uma pesquisa para analisar as inserções internacionais das economias do Brasil e do México, com ênfase nos seus processos de integração regional e no comércio bilateral. Resultados deverão estar disponíveis até junho do ano que vem. As duas maiores economias da América Latina vêm passando por rápidas transformações estruturais; nesses anos 90 integraram-se a blocos regionais - o Brasil ao Mercosul e o México ao NAFTA - e estão empenhadas em participar da formação de uma área de livre comércio que reúna todo o continente americano. A pesquisa envolve, basicamente, uma retrospectiva do desempenho econômico recente dos dois países, com avaliação de perspectivas, e exame das políticas comerciais e de integrarão regional. Isto, além de análise dos dados estatísticos sobre o comércio internacional do Brasil |
PROJETO Indicadores vão medir competitividade da indústriaO IPEA vai estruturar um sistema de indicadores de competitividade para a indústria do Mercosul. E vem tomando iniciativas nessa direção desde maio. Um mês depois de receber a incumbência como participante do grupo de trabalho do Mercosul sobre a indústria, promoveu uma reunião de representantes dos quatro países, com a presença de especialistas da Cepal, do BID, do próprio IPEA, do MICT, da CNI e da Fundação Dom Cabral. Os indicadores de competitividade se constituem em instrumento de monitoramento das transformações estruturais das economias dos quatro países e são fundamentais para orientar políticas que levem a atingir um patamar mais elevado de competitividade perante o resto do mundo. Luís Fernando Tironi, diretor do IPEA e coordenador do projeto, informa que serão duas categorias de indicadores: os gerais, com corte setorial, feitos a partir de diferentes estatísticas, como as de produtividade do IBGE, e os operacionais, por consulta direta às empresas. "O principal obstáculo para a geração de indicadores gerais é a existência de dados - e compatíveis. Por isso mesmo, os bancos de dados da Cepal serão de muita valia", diz ele, concluindo: - Um importante motivo para a criação de um sistema de indicadores como este é justamente oferecer uma base de informações mais específica, aprimorando a avaliação da contribuição do bloco regional para a melhoria da competitividade dos seus integrantes.
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ANPEC Repressão financeira desacelera ritmo de crescimentoAllan H. Meltzer, quando esteve no Brasil para o último encontro da Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia - Anpec, falou sobre a tese de que países com sistemas financeiros reprimidos crescem mais lentamente. E este é o tema do seu artigo na revista Anpec, que acaba de ser retomada. Exposição de motivos Os primeiros defensores da tese sobre os efeitos negativos de políticas intervencionistas, McKinnon e Shaw, relacionaram cinco itens em sua exposição de motivos: Primeiro, se a poupança depende da taxa de juros, ela diminui com a prática de taxas baixas. Além disso, a intervenção no sistema financeiro pode provocar reduções no volume de depósitos, no tamanho do sistema bancário e no montante dos empréstimos, deslocando operações para o setor informal. Se os bancos emprestam com taxas baixas, financiam projetos menos eficientes e/ou menos produtivos. Uma quarta razão é a de que o prêmio de risco cobrado pelo sistema financeiro informal afasta alguns projetos que poderiam ser viáveis em outras condições. Finalmente, o controle governamental sobre os bancos pode aumentar oportunidades de intervenção política, favorecimentos etc. Efeitos da inflação A estes argumentos, Allan Meltzer acrescenta os efeitos da inflação: ao elevar o número de transações financeiras no setor privado, a inflação estimula a expansão do sistema, que, se pode antecipar ganhos, fica vulnerável à desinflação. E conclui: - Crescimento não vem, necessariamente, precedido de maior poupança e não é inibido por intervenção modesta no mercado financeiro. Algumas economias se expandiram, apesar das políticas de alocação de crédito, controle das taxas de juros, restrição à saída de capitais ... Mas, ainda que existam exemplos desse tipo, é raro que o desenvolvimento possa ser sustentado sob essas condições. |
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© 1997, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada E-mail para contato, sugestões ou comentários: visor@ipea.gov.br Dados diponíveis até: 24 setembro 1997 URL: http://www.ipea.gov.br/pub/visor/v0205.html |