Panorama da Economia Mundial - nº 25, abril 1997

Mercosul

Argentina

Os indicadores de produção industrial no primeiro bimestre de 1997 confirmam a fase expansiva da economia argentina. As estimativas do aumento do PIB, realizadas tanto pelo governo como pelos analistas privados, apontam para um crescimento anual superior a 5%, liderado por dois componentes da demanda agregada: as despesas de consumo e as de investimento, reproduzindo, assim, as características do ciclo econômico verificado no período 1991/94.

A sustentabilidade desse modelo de crescimento dependerá novamente do acesso ao financiamento externo, que, desde o ano passado, tem sido assegurado com ampla facilidade. A recente elevação da taxa de juros nos Estados Unidos, caso seja seguida por novos aumentos, poderá impor limites à disponibilidade de recursos externos.

Para este ano, o aumento na taxa de juros externa apenas elevará o custo das emissões de novos títulos públicos, pois cerca de 47% das necessidades de financiamento público previstas para o corrente ano já foram captadas anteriormente pelo governo argentino. Resta, então, saber se ocorrerão nos próximos anos restrições no mercado financeiro internacional suficientes para limitar fortemente o crescimento do PIB argentino.

Apesar da retomada do crescimento econômico, a elevada taxa de desemprego, estimada em outubro passado em 17,4%, causa dificuldades políticas para o presidente Menem, principalmente quando ainda se encontram em discussão no Congresso propostas de reformas estruturais. O governo espera ainda neste ano uma queda de dois pontos de percentagem na taxa de desemprego decorrente do aumento do nível de atividade e aposta na flexibilização das leis trabalhistas para ampliar ainda mais o mercado de trabalho. No entanto, as dificuldades encontradas para sua aprovação no Congresso deverão postergar as negociações para depois das eleições parlamentares (renovação de 50% do Congresso) de outubro. Para alguns analistas, a possibilidade de mudanças na legislação trabalhista ainda no mandato do presidente Menem é remota.

Como medida alternativa para reduzir o desemprego, foi recolocada em discussão uma eventual saída do Plano de Conversibilidade, possibilitando dessa forma uma desvalorização cambial que favorecesse os setores de bens comercializáveis. Esta opção foi logo descartada, pois dado o elevado nível de atividade, uma desvalorização cambial estimularia um aumento nos preços nominais sem alterar significativamente os preços relativos. Ademais, a manutenção do alto nível de desemprego na presença de uma economia aquecida indicaria a ocorrência de um desemprego estrutural, que não pode ser eliminado por instrumentos tradicionais de política econômica.

NÍVEL DE ATIVIDADE

A reestimativa do crescimento do PIB argentino no segundo trimestre de 1996 para 6,6% e a estimativa preliminar de 9,2% no último trimestre do ano passado, ambos medidos em relação ao mesmo período do ano anterior, devem resultar em um crescimento anual de 4,4%, o que permitiria recuperar a perda ocorrida de 4,6% em 1995. As projeções para 1997 apontam para um incremento no PIB superior a 5%, indicando claramente um novo ciclo de crescimento econômico.

A variação do produto industrial medida pela Fiel em janeiro e fevereiro de 1997 atingiu, respectivamente, 13,3 e 7,9%, ambas em relação aos idênticos meses do ano anterior (GRÁFICO  13). No primeiro bimestre de 1997, em relação ao mesmo período do ano anterior, o incremento foi de 10,6%. Este resultado corresponde ao nível máximo registrado nos dois primeiros meses desde 1980, quando teve início o levantamento estatístico da Fiel.

PEM - Gráfico 13

O crescimento do produto estimulado pelas despesas de consumo e de investimento favorece os setores dependentes tanto da demanda interna como da disponibilidade de crédito (aumento de 7,2% nos últimos seis meses terminados em fevereiro), especialmente os bens duráveis e aqueles vinculados ao setor de construção. De fato, em 1997, a produção de automóveis aumentou 47,9% no primeiro trimestre e a produção de cimento aumentou 28% no primeiro bimestre, ambas comparadas com o mesmo período do ano anterior.

INFLAÇÃO

Os preços mantiveram-se aproximadamente estáveis ao longo do primeiro trimestre de 1997: a variação do Índice de Preços ao Consumidor atingiu 0,5% em janeiro, explicada pelo incremento sazonal na demanda de recreação; 0,4% em fevereiro, provocada pelo aumento das tarifas telefônicas, e 0,5% negativo em março, favorecida pela queda nos preços de alimentos e bebidas, principal rubrica na cesta de consumo. A variação dos preços ao consumidor em 12 meses terminados em março foi de apenas 1%. É importante notar que esse resultado foi alcançado em um cenário de maior atividade econômica, ao contrário dos dois últimos anos, quando a deflação nos preços ocorrida em alguns meses foi vista como fruto do processo recessivo em que se encontrava a economia argentina.

O IPA também mostrou pequenas variações no primeiro trimestre de 1997: 0,2% em janeiro; 0,2% negativo em fevereiro e 0,3% negativo em março. Nos 12 meses terminados em março, o aumento do IPA é equivalente ao do IPC (ver no GRÁFICO  14 a inflação acumulada nos últimos 12 meses do IPC e do IPA). No acumulado do primeiro trimestre do ano, o incremento dos preços no atacado é nulo.

PEM - Gráfico 14

TAXA DE CÂMBIO E CONTAS EXTERNAS

No período janeiro/fevereiro de 1997, as exportações alcançaram US$ 3.707 milhões, o que representou um incremento de 29,2% contra o mesmo período do ano anterior, enquanto as importações atingiram US$ 4.313 milhões, sinalizando um crescimento de 35%. Assim, o déficit da balança comercial alcançou US$ 606 milhões, enquanto no mesmo período de 1996 atingiu US$ 336 milhões.

Os dados desagregados mostram que, do total das vendas externas, US$ 1.100 milhões (29,7%) corresponderam aos produtos primários, US$ 1.189 milhões (30,1%) aos manufaturados de origem agropecuária, US$ 916 milhões (24,7%) aos produtos de origem industrial e US$ 502 milhões (13,5%) aos combustíveis. Quanto ao total das importações no mesmo período, US$ 1.020 milhões (23,6%) corresponderam aos bens de capital, US$ 1.730 milhões (40,1%) aos bens intermediários, US$ 752 milhões (17,4%) aos bens de consumo (exclusive automóveis), US$ 610 milhões (14,1%) às peças e aos acessórios para máquinas e equipamentos e US$ 91 milhões (2,1%) aos veículos automotores.

O resultado do primeiro bimestre levantou dúvidas sobre a meta governamental de alcançar um déficit comercial de US$ 1,5 bilhão em 1997. Os membros do governo argumentam que o desempenho das exportações neste período tem geralmente forte conteúdo sazonal, pois as vendas externas argentinas estão concentradas no segundo e no terceiro trimestres. Os críticos lembram que as exportações argentinas foram favorecidas recentemente pelo aumento da demanda brasileira em virtude do Plano Real e pelo incremento no preço das commodities (trigo, soja, milho e cevada), o que não caracterizaria um crescimento sustentável a longo prazo.

Ademais, de um lado, a excelente safra de produtos agrícolas deverá favorecer as exportações de produtos primários e seus manufaturados e, de outro, as importações deverão crescer tanto para atender ao aumento previsto nos investimentos como ao excesso de demanda em setores com utilização de capacidade esgotada. A título de comparação, devemos lembrar que o déficit comercial de 1994, quando o nível de atividade era compatível com o previsto para 1997 e a taxa de câmbio real não era significativamente diferente da atual, atingiu US$ 5 bilhões.

Em relação ao comércio com blocos econômicos, o único resultado positivo é verificado com o Mercosul, com superávit de US$ 266 milhões, enquanto ocorreram déficits no comércio com o Nafta e a UE, de, respectivamente, US$ 736 milhões e US$ 727 milhões.

As reservas internacionais líquidas (ouro, prata e aplicações de curto prazo) disponíveis no Banco Central mantiveram-se estáveis, atingindo US$ 18,2 bilhões no final de março, o que corresponde aproximadamente a nove meses de importação, sendo US$ 1,7 bilhão superior ao nível verificado em dezembro de 1994.

SISTEMA FISCAL E MONETÁRIO

No primeiro trimestre de 1997, o déficit das contas públicas alcançou 1.353 milhões de pesos, inferior ao compromisso firmado com o FMI de 1.640 milhões de pesos. A arrecadação tributária, favorecida pelo elevado nível de atividade, aumentou cerca de 10% neste período. O IVA teve um incremento em torno de 9,5%. Do lado do dispêndio, apesar da reforma do estado executada recentemente, os gastos mantiveram-se levemente crescentes. Estes resultados mostram que não há espaços para atenuar a carga tributária, como, por exemplo, a prometida redução da alíquota do IVA de 21% para 18%, ou para promover quedas adicionais nas despesas governamentais, de modo que as necessidades de financiamento do setor público ficarão dentro dos limites acertados de comum acordo com o FMI.

Assim, a Argentina deverá manter um déficit fiscal de aproximadamente de 1,5% do PIB na atual fase crescente do ciclo econômico, quando seria aconselhável um superávit moderado para atuar como medida contracíclica, e um nível de endividamento público ao redor de 32% do PIB (final de dezembro passado), o qual, apesar de relativamente baixo quando comparado com os demais países da região, mostra uma concentração mais acentuada de vencimentos (cerca de 50%) nos próximos quatro anos.

A base monetária, medida pela média diária, manteve uma tendência levemente crescente, passando de 13 bilhões de pesos em dezembro de 1996 para 13,4 bilhões de pesos em março de 1997. Neste mesmo período, os depósitos totais no sistema bancário aumentaram de US$ 54,6 bilhões para US$ 58 bilhões. Os depósitos em pesos tiveram um incremento maior, passando de US$ 26,1 bilhões para US$ 28,3 bilhões, enquanto os depósitos em dólares aumentaram de US$ 28,5 bilhões para US$ 29,7 bilhões. A maior expansão relativa dos depósitos em pesos reflete uma confiança maior dos agentes econômicos no Plano de Conversibilidade.

A taxa de juros para empresas de primeira linha e a diferença entre as taxas em pesos e em dólares apresentaram uma trajetória declinante no primeiro trimestre do ano. O custo dos empréstimos em pesos, no prazo de 90 dias, caiu de 10,5% em dezembro passado para 8,75% em março, enquanto os financiamentos em dólares mudaram de 9,3% para 8,04%.

PERSPECTIVAS

Para 1997, as projeções do governo para os principais indicadores econômicos continuam bastante otimistas: para o PIB, um crescimento entre 5,5% e 6%; uma queda na taxa de desemprego de pelo menos dois pontos de percentagem (de 17,4% para 15,4%); uma taxa de inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor, de 2%; um déficit público de 3 bilhões de pesos, que poderá atingir 4,5 bilhões de pesos, se incluídas as despesas com a demissão de funcionários e com a reforma das previdências dos estados ainda assim dentro dos limites do compromisso firmado com o FMI ; e um déficit comercial de US$ 1,5 bilhão (exportações de US$ 27 bilhões e importações de US$ 28,5 bilhões).

Paraguai

As estimativas preliminares do Banco Central do Paraguai indicam um crescimento do PIB entre 1,3% e 1,5%, em 1996. A agricultura - tradicionalmente o motor do crescimento econômico do país - teria registrado um aumento de apenas 1%. A taxa de inflação, medida pela variação dos preços ao consumidor, reduziu-se a 8,2%, o melhor resultado desde 1981 (GRÁFICO 15). As últimas estimativas indicam um déficit fiscal equivalente a 1,3% do PIB, gerado por um aumento de gastos simultâneo a uma queda de receita (de 6%, em janeiro/novembro de 1996, relativamente ao mesmo período do ano anterior). Quanto ao setor externo, as cifras provisórias indicam um saldo negativo na balança comercial registrada de cerca de US$ 1.627 milhões, 13% inferior ao de 1995, com queda tanto das exportações como das importações.

PEM - Gráfico 15

As projeções oficiais para 1997 fixam uma meta de crescimento econômico de 3% e uma taxa de inflação de 8%, a qual, no entanto, deverá frustrar-se, já que o IPC acumulou uma variação de 5,3% nos três primeiros meses do corrente ano.

Uruguai

A economia uruguaia registrou um crescimento de 4,9% em 1996, muito acima das expectativas oficiais no início do ano, em torno de 1%. Os primeiros indicadores relativos ao nível de atividade em 1997 apontam para a manutenção do crescimento neste ano.

NÍVEL DE ATIVIDADE

A economia uruguaia cresceu 4,9% em 1996. À exceção do setor de pesca, todos os demais registraram taxas positivas de crescimento, com destaque para a agropecuária (8,4%), transporte e telecomunicações (6%) e indústria manufatureira (4,5%). O comércio - inclusive hotéis e restaurantes - encerrou o ano com um crescimento de 2,5%, graças ao bom desempenho obtido no segundo semestre, e o setor de construção apresentou uma expansão de apenas 1,1%, após uma queda de 15%, em 1995.

O excelente desempenho do setor agropecuário foi sustentado por uma expansão tanto da agricultura como da pecuária, com aumentos na produção de arroz, trigo, cevada, milho, girassol, carne, lã, leite, entre outros.

O crescimento de 4,5% do setor industrial baseou-se principalmente na evolução favorável das indústrias que processam matéria-prima de origem agropecuária, como a de alimentos (9,1%) e couros (24,6%). Destacaram-se, ainda, os segmentos produtores de papel (20,1%) e de calçados (17,8%). Por outro lado, houve queda na produção de certos setores afetados pela concorrência externa, como borracha, produtos de limpeza, vidro, entre outros. Ocorreu ainda importante redução de atividade na indústria automotriz, como conseqüência da menor demanda argentina.

A forte recuperação da atividade econômica no segundo semestre contribuiu para uma redução do nível de desemprego, que passou de 12,4%, no trimestre móvel junho/agosto, para 11,6%, em outubro/dezembro (GRÁFICO  16).

PEM - Gráfico 16

INFLAÇÃO

A taxa de inflação de 1996, medida pela variação do IPC, de 24,3% , foi a mais baixa em 14 anos. A trajetória descendente foi mantida praticamente ao longo de todo o ano, tendo ocorrido uma pequena reversão apenas nos meses de setembro e outubro. Em relação ao resultado do ano anterior, a queda foi de pouco mais de 10 pontos percentuais. Também em nível de atacado, observou-se uma redução de 27,7%, em 1995, para 23,5%, em 1996.

Após uma leve aceleração no primeiro bimestre de 1997, o IPC acumulado nos 12 meses terminados em março voltou a cair, situando-se em 23,7% (GRÁFICO 17). Dado que a taxa anualizada a partir desse último trimestre alcançou 21,4%, torna-se difícil o cumprimento da meta governamental de uma taxa entre 15% e 17% para 1997.

PEM - Gráfico 17

Os preços no atacado mantiveram, neste primeiro trimestre do ano, uma trajetória descendente, acumulando, nos 12 meses terminados em março, uma variação de 18%.

TAXA DE CÂMBIO E CONTAS EXTERNAS

A desvalorização do peso foi de 22,7%, em 1996, sendo superada pela inflação, medida pelo IPC, em 1,3%. Até março, o deslizamento da banda cambial foi realizado a uma taxa mensal de 2%, reduzida em abril a 1,8% e fixada, a partir de setembro, em 1,4%.

No acumulado do ano até novembro, o déficit na balança comercial do Uruguai havia alcançado US$ 848 milhões, em comparação a US$ 672 milhões registrados no mesmo período de 1995. As exportações e importações, de janeiro a novembro de 1996, aumentaram, respectivamente, 12,5% e 16%, em relação aos 11 primeiros meses do ano anterior. Do lado das vendas externas, aumentaram mais significativamente as de carne bovina (29,5%) e cereais (44,1%). As importações que mais cresceram foram as de bens intermediários (petróleo e derivados (26,3%) e produtos químicos (31,8%)) e de máquinas e equipamentos (18%).

SISTEMA FISCAL

O déficit do governo central, em 1996, foi de US$ 376 milhões, equivalente a cerca de 1,9% do PIB, resultante de um aumento tanto das despesas como das receitas da ordem, respectivamente, de 5 e 6%. O bom desempenho da arrecadação explica-se pelo ajuste fiscal implementado em 1995 e pela recuperação da atividade econômica no segundo semestre de 1996. Do lado dos gastos, elevaram-se as remunerações dos funcionários públicos (9,8% em termos reais, em relação ao ano anterior) e as transferências à seguridade social (14%). Reduziram-se os gastos não-pessoais (6,3%) e os investimentos (17%).

PERSPECTIVAS

O Informe de Conjuntura elaborado pela Faculdade de Ciências Econômicas e de Administração do Uruguai prevê para 1997 um crescimento econômico de, no mínimo, 3%, baseado, principalmente, no comportamento das exportações e do investimento. A taxa de inflação deverá ultrapassar a meta governamental e situar-se em torno de 20%. Todos os analistas apontam para um crescimento do déficit fiscal, em nível superior a 2% do PIB.

Fluxos Comerciais e Paridades Cambiais

Em 1996, as exportações brasileiras destinadas ao Mercosul atingiram US$ 7,3 bilhões, contra US$ 6,1 bilhões no mesmo período do ano anterior, o que corresponde a um aumento de 18,7%. As importações, por sua vez, passaram de US$ 6,8 bilhões para US$ 8,3 bilhões nesse mesmo período, assinalando um aumento de 21,1%. Em relação ao total das vendas externas brasileiras, a participação das exportações destinadas aos demais países do Mercosul evoluiu de 13,2% para 15,3%, enquanto a das importações aumentou de 13,8% para 15,5%.

No mesmo período, as exportações brasileiras destinadas à Argentina aumentaram de US$ 4 bilhões para US$ 5,2 bilhões, o que representa um aumento de 27,9%. Quanto às importações oriundas da Argentina, passaram de US$ 5,6 bilhões para US$ 6,8 bilhões, com um incremento de 21,6%. O saldo negativo no comércio bilateral entre os dois países atingiu US$ 1,6 bilhão, 4,9% acima do verificado em 1995, quando alcançou US$ 1,5 bilhão. No GRÁFICO 18, as exportações mensais, medidas pela média móvel de 12 meses terminados no mês de referência, apontam para a manutenção da trajetória de crescimento iniciada em março do ano passado. As importações mensais provenientes da Argentina, após uma estabilização no patamar levemente inferior a US$ 500 milhões até meados de 1996, apresentam, a partir de então, uma tendência crescente.

PEM - Gráfico 18

No período 1995/96, o fluxo de comércio entre o Brasil e o Paraguai manteve-se aproximadamente constante: as exportações brasileiras mantiveram-se em torno de US$ 1,3 bilhão, enquanto as importações tiveram um pequeno aumento, passando de US$ 514 milhões para US$ 551 milhões. Pela primeira vez desde o início do Mercosul em 1991, o saldo comercial favorável ao Brasil apresenta uma redução, ainda que pequena, de 1,8%.

Em 1996, as exportações brasileiras mensais mantiveram-se em torno de US$ 107 milhões e as importações em cerca de US$ 44 milhões apresentaram um pequeno incremento. Esse resultado pode ser visualizado no GRÁFICO 19, em que são mostrados os valores mensais de exportação e importação, medidos pela média móvel de 12 meses terminados no mês de referência.

PEM - Gráfico 19

Quanto ao comércio com o Uruguai, no período 1995/96, as exportações brasileiras mantiveram-se praticamente constantes em torno de US$ 811 milhões. No entanto, as importações têm aumentado, passando de US$ 737 milhões para US$ 931 milhões no mesmo período, gerando um saldo negativo pela segunda vez desde 1992. O GRÁFICO 19 com dados mensais, medidos pela média móvel de 12 meses terminados no mês de referência, ilustra esse desempenho.

Quanto à taxa de câmbio real bilateral, em dezembro de 1996 comparado com o mesmo mês do ano anterior, a moeda brasileira se valorizou diante das dos demais parceiros do Mercosul: de 1,7% ante o peso argentino, de 0,6% diante do peso uruguaio e de aproximadamente 0,7% ante o guarani. No entanto, é importante perceber no GRÁFICO 22 que a tendência de gradual valorização do real ante as moedas dos demais parceiros do Mercosul foi revertida em meados de 1996, ainda que de forma bastante tímida.

PEM - Gráfico 20

PEM - Gráfico 21

PEM - Gráfico 22

PEM - Gráfico 23

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