Panorama da Economia Mundial - nº 24, janeiro 1997

Editorial

Fluxos de capitais para os países em desenvolvimento: tendências recentes

A partir de 1990, observou-se uma elevação significativa dos fluxos de capitais para os países em desenvolvimento, assim como também uma mudança acentuada na composição desses recursos. A sensível elevação da oferta de recursos externos para os países em desenvolvimento pode ser creditada basicamente a três fenômenos. Em primeiro lugar, à solução do problema da dívida externa de médio e longo prazos dos países da América Latina com os grandes bancos internacionais que, paralelamente aos programas de ajustamento econômico e reformas estruturais - entre elas a liberalização do setor financeiro -, criaram um ambiente mais propício para novos investimentos e para uma retomada do crescimento, após mais de 10 anos de estagnação econômica.

Em segundo lugar, ao próprio ciclo de desaceleração econômica experimentado pelos países industrializados no início da década, que os levou a adotarem políticas monetárias expansionistas, gerando uma considerável massa de recursos disponíveis. Dado o elevado diferencial das taxas de juros entre países industrializados e em desenvolvimento, facilitou-se o acesso dos países em desenvolvimento ao mercado de capitais internacional.

Um outro fenômeno importante foi a diversificação ocorrida no mercado financeiro mundial, com a rápida expansão dos portfolios institucionais (fundos mútuos, companhias de seguro e fundos de pensão), que tem levado a uma crescente concentração da poupança mundial, e portanto das decisões de investimento, nas mãos de gerentes profissionais. Na medida em que estes têm maior propensão a diversificar seus investimentos para o mercado internacional, a elevação substancial dos recursos aplicados no mercado financeiro internacional abriu espaço para um maior fluxo de investimento nos países emergentes.

Por fim, deve-se ressaltar a dramática elevação dos fluxos de investimento direto entre 1985 e 1995, de cerca de US$ 60 bilhões para um valor estimado de US$ 315 bilhões.

Quando se considera o conjunto dos países em desenvolvimento (exclusive os países do Oriente Médio), observa-se, como se pode ver pela QUADRO a seguir, um crescimento do fluxo líquido de capitais para esses países de US$ 45,3 bilhões em 1990 para US$ 166,7 bilhões em 1995 - crescimento de 268% -, movimento que se torna ainda mais significativo quando se leva em consideração que estes foram, em média, de US$ 30,5 bilhões a.a. entre 1977/82 e apenas US$ 8,8 bilhões a.a. entre 1983/89.

PEM 24 - Quadro A

Para os países da América Latina, verifica-se também uma sensível elevação do fluxo líquido de capitais no período, principalmente entre 1991 e 1993, quando a região aumenta a sua participação no fluxo líquido de capitais para os países em desenvolvimento de 32 para 46%. Em 1994 e 1995, após a crise do México, observou-se uma redução desses recursos, mas em 1996 estes voltam a crescer significativamente, atingindo US$ 87,6 bilhões. A importância dos recursos aplicados pelo mercado financeiro internacional na América Latina fica ainda magnificada, quando se considera que o fluxo líquido de capitais para a região, em média no período 1983/89, foi negativo em US$ 16,6 bilhões, e positivo em US$ 26,2 bilhões no período 1977/82 que antecedeu a crise da dívida externa que atingiu a maioria dos países da região.

Um aspecto importante a considerar, quando se analisa a composição do fluxo líquido de recursos para a América Latina, é a alteração significativa no perfil desses investimentos, fato também verificado para os demais países em desenvolvimento. Os investimentos de portfolio - que englobam os investimentos em bolsas de valores e em bônus, notes e commercial papers * -, que em 1993 representavam 80% do total dos investimentos líquidos na região, têm sua participação reduzida para 20% em 1995. Esse fenômeno é explicado principalmente pela significativa elevação dos demais empréstimos - que englobam os empréstimos sindicalizados dos bancos comerciais, empréstimos dos organismos internacionais e agências governamentais - que de um valor negativo de US$ 6,6 bilhões em 1990 alcançou US$ 21,8 bilhões em 1995, e pelo aumento dos investimentos diretos na região entre 1990 e 1995, de US$ 6,6 bilhões para US$ 17,1 bilhões.

Quando se analisa o caso brasileiro, verifica-se uma situação algo distinta da observada para a América Latina como um todo.

Ainda que os dados não sejam perfeitamente comparáveis, por serem de fontes diferentes - os dados referentes ao Brasil são do Bacen -, o fluxo líquido de capitais estrangeiros para o Brasil só se tornou positivo a partir de 1992, saltando de um valor negativo de US$ 4,4 bilhões em 1990 para US$ 11,6 bilhões em 1995 e US$ 21,5 bilhões em 1996. Os valores negativos registrados em 1990 e 1991 são explicados pelos empréstimos líquidos sindicalizados dos bancos comerciais, organismos internacionais e agências governamentais, que se mantiveram negativos até 1995 - principalmente devido ao aporte líquido de recursos negativo dos organismos oficiais e agências governamentais -, ao contrário do observado para o resto da América Latina, onde estes foram a modalidade que apresentou maior crescimento.

Apesar de Brasil de ter sofrido as conseqüências da crise mexicana, observando-se uma redução significativa do volume de recursos captados no mercado financeiro internacional até o primeiro trimestre de 1995, a partir de meados daquele ano as captações externas já se tinham normalizado, tendo fechado o ano com um volume de ingresso de recursos externos mais de US$ 1 bilhão superior ao registrado em 1994, mostrando que o impacto negativo da crise do México sobre o fluxo dos capitais estrangeiros para o Brasil já havia sido neutralizado.

Um aspecto interessante no que diz respeito ao caso brasileiro é que, enquanto cai a participação dos fluxos líquidos de capitais para a América Latina como proporção dos fluxos líquidos de capitais para os países em desenvolvimento em 1994 e 1995, o contrário é observado para o Brasil, que teve essa participação elevada de 6,5% em 1993 para 6,9% em 1995.

Outro aspecto que diferencia o Brasil da América Latina como um todo é que os investimentos diretos têm uma participação crescente no fluxo líquido de recursos externos para o Brasil a partir de 1994, tendo a sua participação no fluxo líquido de capitais externos se elevado de 9% naquele ano para 21% em 1995 e 38% no primeiro semestre de 1996, com uma redução da participação dos investimentos nas bolsas de 73% em 1994 para 28% no primeiro semestre de 1996, mantendo-se firme nesse período, com exceção de 1994, a entrada de recursos captados através de bônus, notes e commercial papers, com prazos cada vez mais dilatados.

Aliás, o investimento direto estrangeiro (IDE) configura-se como um capítulo à parte na questão dos fluxos de capital estrangeiro, pois possui características bastante diversas das demais modalidades de capital, que inclusive o tornam preferível do ponto de vista do país receptor dos recursos.

Em 1995, os fluxos mundiais de investimento apresentaram um crescimento de 40% em relação ao ano anterior, uma taxa bastante elevada se comparada com a de 1994 (9%), e mesmo se comparada com o período 1983/87, quando houve um boom de investimentos estrangeiros e o crescimento anual esteve na casa dos 30%. Mas o fato mais relevante é o aumento da participação dos países desenvolvidos como receptores destes investimentos. Após terem perdido participação desde o início da década (caiu de 78% dos fluxos totais na média do período 1988/92 para 59% em 1994), esses países registraram em 1995 um crescimento de 53% nos influxos de IDE, levando sua participação no total para 65%.

Isso não significa, no entanto, que tenha havido uma perda de dinamismo dos investimentos em países em desenvolvimento, no período 1991/95, quando cresceram a uma taxa média de 27%. Em especial, o desempenho do Brasil é surpreendente, tendo atingido no primeiro semestre de 1996 US$ 3,6 bilhões. No que tange aos investimentos em privatização, a América Latina recebeu 76% do total dos investimentos estrangeiros realizados nos países em desenvolvimento, o que demonstra que esse fenômeno é bastante típico da região, refletindo, na verdade, o grande processo de reestruturação das atividades governamentais e a mudança do próprio modelo de desenvolvimento desses países.

As perspectivas para os próximos anos com relação ao fluxo de recursos externos são favoráveis, a menos que haja uma crise de confiança no Brasil, gerada por uma deterioração dos indicadores macroeconômicos, ou por outros fatores que alterem a percepção por parte dos investidores estrangeiros em relação à solvência do país.

Esse otimismo pode ser justificado por diversos fatores. Em primeiro lugar, dado o processo de consolidação fiscal que deverá ocorrer na maioria dos países industrializados, principalmente os europeus, como resultado dos critérios de performance do Tratado de Maastricht, e da perspectiva de crescimento desses países em linha com o crescimento de seu produto potencial, estes deverão praticar políticas monetárias pouco restritivas, não sendo esperadas maiores elevações nas taxas de juros desses países.

Em segundo lugar, as perspectivas para os próximos anos são de que o mercado financeiro internacional se torne ainda mais global, e crescentemente dominado por investidores institucionais, que são mais propensos a investir no exterior. Dada a baixa participação do Brasil, como aliás dos países em desenvolvimento de maneira geral, no portfolio dos investidores institucionais - por exemplo, estima-se que no caso dos fundos de pensão a parcela investida nos países emergentes representa menos de 1% de suas carteiras -, pode-se prever uma elevação no grau de exposição desses investidores aos mercados emergentes e, portanto, ao Brasil. Também em nível geográfico, pode-se esperar uma elevação no grau de exposição dos investidores internacionais não norte-americanos ao Brasil, na medida em que os investimentos externos no Brasil têm origem em grande parte nos Estados Unidos.

Um outro espaço existente no caso brasileiro diz respeito aos empréstimos sindicalizados de médio e longo prazos dos bancos comerciais, os quais já voltaram a emprestar para alguns países da América Latina, mas ainda não retomaram suas linhas de crédito voluntário para o Brasil. Na medida em que se torna difundida entre os banqueiros a percepção de que a economia brasileira está de fato estabilizada e pronta para retomar seu processo de crescimento sustentado, não existiriam razões para que eles não estendam ao Brasil suas linhas de crédito.

Por fim, vale registrar a tendência de crescimento dos investimentos diretos no exterior, sendo o Brasil um forte candidato a receber uma parcela significativa destes, não somente devido às privatizações - uma vez que seu processo de desestatização está apenas se iniciando -, mas também porque os investimentos em infra-estrutura de modo geral apresentam-se como uma fonte extremamente importante de investimentos estrangeiros para os países em desenvolvimento, conforme destacado pela Unctad no World Investment Report 1996. As enormes necessidades de investimento em atividades como transporte, telecomunicações e energia no Brasil, aliado ao movimento recente de quebra de monopólios estatais e privatização de serviços públicos, abrem grandes perspectivas de atuação às empresas sediadas nos países desenvolvidos, nos quais os mercados já estão satisfatoriamente atendidos.

Sumário e Projeções

As perspectivas em 1997 para os principais países industrializados são de um comportamento mais uniforme do nível de atividade, em praticamente todas as economias, ao contrário do ano passado, quando se verificou uma desaceleração acentuada em várias delas (TABELA 1). Nos Estados Unidos, a desaceleração verificada em 1995 foi necessária para diminuir o risco de superaquecimento, após a excelente performance de 1994, mas, em seguida, no primeiro semestre de 1996, em função de uma política monetária menos restritiva praticada desde meados de 1995, verificou-se uma aceleração do crescimento. As perspectivas para a economia norte-americana em 1997 são de manutenção de sua longa trajetória de crescimento sustentado, com expansão do PIB de 2,3%, igual ao ano passado, segundo projeção do Consensus Forecasts de dezembro (TABELA 2). No Japão as projeções têm apontado para uma desaceleração na taxa de crescimento do PIB em 1997 (TABELA 3). Na Alemanha, a desaceleração do nível de atividade em fins de 1995 e inícios de 1996 foi revertida no segundo e terceiro trimestres, com o PIB crescendo, respectivamente, em 6,4 e 3,3% em uma base trimestral e anualizada. As projeções do Consensus Forecasts de dezembro (TABELA 4) é de uma aceleração no crescimento de 1,4% em 1996 (1,3% lado ocidental) para 2,2% em 1997 (2,1% no lado ocidental). Na França,. a desaceleração da economia ao longo de 1995, inclusive com retração do nível de atividade ao final do ano, acabou se estendendo para o primeiro semestre de 1996. A partir de então, já se observa claramente um movimento de recuperação, embora a taxa de desemprego continue a se elevar de 12,1% em janeiro do ano passado para 12,7% em novembro último. As projeções do Consensus Forecasts apontam para um fortalecimento do nível de atividade em 1997 com uma taxa de 2,1%, um ponto de percentagem acima do ano passado. No Reino Unido, as projeções para 1997 do Consensus Forecasts são de uma aceleração da economia britânica para uma taxa de 3,2%.

O lento crescimento dos países da Europa continental e a desaceleração da economia japonesa no segundo semestre de 1996 contribuíram para manter ausentes as pressões inflacionárias nos países industrializados. Mesmo nos Estados Unidos e no Reino Unido, que apresentaram um relativamente maior ritmo de crescimento, não se observou até o momento movimento significativo de alta da inflação.

O moderado desempenho das economias industrializadas ao longo de 1996, com ausência de pressões inflacionárias, levou os Bancos Centrais desses países a manterem inalteradas as taxas de juros de curto prazo nos últimos dois meses. A ênfase que vem sendo colocada no ajustamento fiscal, principalmente na União Européia e no Japão, deverá contribuir para manter baixas as taxas de juros nesses países. Nos Estados Unidos, uma elevação da taxa de juros de curto prazo só deverá ocorrer se a economia apresentar sinais de um crescimento mais vigoroso.

O superávit comercial dos países industrializados totalizou no terceiro trimestre de 1996, segundo estimativas preliminares (dados dessazonalizados), US$ 17,3 bilhões, não muito distinto dos US$ 16,5 bilhões observados no mesmo período do ano passado, mas muito superior à média trimestral de US$ 8,3 bilhões verificada no primeiro semestre do ano. A recuperação recente do saldo externo em mercadorias das economias da OCDE tem sido possível graças ao aumento dos superávits da Alemanha e da França e à redução do déficit comercial do Reino Unido no período, que mais do que compensaram o crescimento do déficit norte-americano na balança comercial.

Após ter crescido em quantum 9,5 e 9,1% em 1994 e 1995, respectivamente, o comércio mundial de mercadorias deverá mostrar uma desaceleração e expandir-se a taxas de 6,4 e 7,1% nos dois anos seguintes, segundo o World Economic Outlook de 1996, do FMI. A demanda dirigida pelas exportações brasileiras (em quantum), estimada a partir da evolução esperada das importações dos nossos principais parceiros comerciais, deverá ainda apresentar uma ligeira desaceleração em 1997.

O índice dos preços em dólar das commodities da revista The Economist vem registrando acentuada queda, com algumas oscilações, desde meados do segundo trimestre do ano passado. O movimento vem sendo acarretado fundamentalmente pelo forte declínio observado nas cotações internacionais dos produtos agrícolas (grãos), que em abril de 1996 haviam atingido cotações recordes, e pela intensificação do movimento de contração dos preços dos metais - recentemente revertido -, em função do escândalo Sumitomo no mercado de cobre Adicionalmente, a valorização da moeda norte-americana, observada de fato desde maio de 1995, vem contribuindo para comprimir as cotações denominadas em dólar dos principais produtos negociados internacionalmente.

O preço do petróleo (tipo Brent) apresentou no segundo semestre de 1996 uma acentuada elevação, ainda que com fortes oscilações, atingindo cotações inéditas desde o conflito do Golfo, em janeiro de 1991. O recente retorno do Iraque ao mercado deverá contribuir para estancar o movimento ascendente dos preços, principalmente se se confirmar o abrandamento do atual inverno no Hemisfério Norte, que, no final de dezembro e início de janeiro de 1997, mostrara-se bastante rigoroso.

A economia argentina superou o período recessivo, que perdurou desde o segundo trimestre de 1995 até o primeiro trimestre de 1996, provocado pela crise mexicana de dezembro de 1994. O nível de atividade econômica, medido pelo PIB em termos dessazonalizados, apresenta uma variação positiva desde o segundo trimestre de 1996, devendo atingir cerca de 4% no acumulado do ano. Para 1997, as projeções do governo indicam um crescimento de 5% para o PIB, uma taxa de inflação de 1%, um déficit público de pelo menos 3 bilhões de pesos e um déficit comercial de US$ 1,5 bilhão (exportações de US$ 27 bilhões e importações de US$ 28,5 bilhões).

O Produto do Paraguai cresceu apenas 2 %, em 1996 - a metade do ano anterior , enquanto a inflação do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor, caiu para 8,8%, em comparação aos 10,5% observados em 1995

O encerramento do ano de 1996 permitiu ao governo uruguaio comemorar o alcance do principal objetivo de sua política econômica, ao reduzir a taxa anual de inflação a pouco menos de 25%, meta acertada com o FMI. No entanto, o déficit fiscal, após sucessivas quedas até abril daquele ano, voltou a apresentar tendência de crescimento a partir de então, devendo superar folgadamente o nível de 1% do PIB previsto pela equipe econômica do presidente Sanguinetti.

A economia uruguaia apresentou uma forte recuperação do nível de atividade no terceiro trimestre de 1996, marcando o final da recessão que se prolongava desde o ano anterior. Além disso, a variação do Índice de Preços ao Consumidor caiu de 35,4% em 1995 para 24,3%, em 1996, a mais baixa taxa dos últimos 15 anos, enquanto as exportações tiveram um forte crescimento no período, levando a uma ampliação do déficit comercial, que em termos anuais atingiu US$ 950,6 milhões, 25% acima do resultado da balança em 1995. Supondo-se um cenário internacional mais favorável em 1997, em termos de crescimento econômico e do comércio mundial, um melhor desempenho da economia argentina e a manutenção do nível de atividade na economia brasileira, é razoável esperar um crescimento do PIB uruguaio próximo a 2,5%, sustentado por uma expansão das exportações e do investimento e também em uma certa recuperação do consumo privado (TABELA 5).

No período janeiro/outubro de 1996, as exportações brasileiras destinadas ao Mercosul atingiram US$ 7 bilhões, contra US$ 6,2 bilhões no mesmo período do ano anterior, o que corresponde a um aumento de 12,7%. As importações, por sua vez, passaram de US$ 7 bilhões para US$ 7,8 bilhões nesse mesmo período, assinalando um aumento de 11,3%. Esses resultados mostram que o regime de livre comércio no Mercosul, iniciado em janeiro de 1995, à exceção dos produtos constantes no Regime de Adequação, ainda tem estimulado o incremento no comércio.

As correções efetuadas na taxa nominal brasileira de câmbio não têm sido suficientes para compensar a taxa de inflação, medida pelo IPC, e a correção cambial, à exceção da economia argentina que mantém um câmbio fixo, verificada nos demais parceiros do Mercosul. Assim, em 1996 ocorreu uma valorização do real de 1,7% ante o peso argentino, de 1,4% diante do peso uruguaio e de aproximadamente 2% ante o guarani.

Tabela 1 - Sumário de Previsões - Países Industrializados
 Variação Percentual

Ano

Produto

Inflação
(IPC)

Orçamento
 Fiscal
(% PIB)

Comércio
Mundial

 

Consensus(a)

FMI

Consensus (a)

FMI

FMI

FMI

1995

2,5

2,1

2,9

2,4

-3,4

9,1

1996

2,6

2,1

2,4

2,3

-2,9

6,4

1997

2,6

2,1

2,6

2,4

-2,2

7,1

Fontes: Consensus Forecasts, dezembro de 1996; World Economic Outlook, outubro de 1996; (a) Inclui sudeste asiático.

 Tabela 2 - Sumário de Previsões - Estados Unidos
 Variação Percentual

Ano

Produto

Inflação
(IPC)

Orçamento
 Fiscal
(% PIB)

Balanço
Corrente
(%PIB)

 

Consensus

The
Economist

FMI

 Consensus

The
Economist

FMI

FMI

FMI

The
Economist

 1995

 2,0

n.d.

2,0 

2,8 

n.d. 

2,8 

-2,0 

-2,0 

n.d.

 1996

 2,3

 2,3

 2,4

3,9

3,0

2,8

-1,3

-2,0

-2,2

 1997

 2,4

 2,9

 2,3

 3,9

3,1

2,8

-1,4

-1,9

-2,1

 Fontes: Consensus Forecasts, dezembro de 1996; The Economist, 11 de janeiro de1997; World Economic Outlook, outubro de 1996.

 Tabela 3 - Sumário de Previsões - Japão
 Variação Percentual

Ano

Produto

Inflação
(IPC)

Orçamento
 Fiscal
(% PIB)

Balanço
Corrente
(%PIB)

 

Consensus

The
Economist

FMI

 Consensus

The
Economist

FMI

FMI

FMI

The
Economist

 1995

1,3

n.d.

0,9 

-0,1

n.d. 

-0,1 

-3,1

2,2 

n.d.

 1996

 3,6

3,7

 3,5

0,1

0,1

0,2

-3,9

1,4

1,5

 1997

 1,4

 1,9

 2,7

1,2

1,2

1,3

-2,3

1,5

1,4

 Fontes: Consensus Forecasts, dezembro de 1996; The Economist, 11 de janeiro de1997; World Economic Outlook, outubro de 1996.

 Tabela 4 - Sumário de Previsões - Alemanha
 Variação Percentual

Ano

Produto

Inflação
(IPC)

Orçamento
 Fiscal
(% PIB)

Balanço
Corrente
(%PIB)

 

Consensus

The
Economist

FMI

 Consensus

The
Economist

FMI

FMI

FMI

The
Economist

 1995

2,1

n.d.

1,9 

1,8

n.d. 

1,8 

-3,5

-0,9

n.d.

 1996

 1,4

1,4

1,3

1,5

1,5

1,6

-4,0

-0,8

-0,9

 1997

 2,2

 2,4

 2,4

1,7

1,8

1,7

-3,0

-0,7

-0,6

 Fontes: Consensus Forecasts, dezembro de 1996; The Economist, 11 de janeiro de1997; World Economic Outlook, outubro de 1996.

Tabela 5 - Sumário de Previsões - Mercosul
 Variação Percentual
 ArgentinaParaguaiUruguaiBrasil
AnoPIBInfl.Bal.
Corr.
(%PIB)
PIBInfl.Bal.
Corr.
(%PIB)
PIBInfl.Bal.
Corr.
(%PIB)
PIBInfl.Bal.
Corr.
(%PIB)
1995-4,61,6-0,94,710,9-10,0-2,435,4-2,24,123,2-2,6
19963,50,6-1,52,812,7-9,71,429,7-2,22,910,4-2,9
19975,01,9-2,03,211,5-10,52,524,0-1,64,07,7-3,3
Fontes: Latin American Consensus Forecats, dezembro 1996.