Publicações 

Livros - Série PNPE 

Reprodução, sob a forma de livro, de relatórios de pesquisas de maior potencial mercadológico cuja execução tenha sido financiada pelo Programa Nacional de Pesquisa Econômica (PNPE). Criado em 1973, o PNPE tem como finalidade precípua estimular a produção científica, através da promoção da pesquisa acadêmica individual na área de Economia. As entidades promotoras do PNPE são: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A princípio, o PNPE foi administrado pelo antigo BNDE e, a partir de 1975, passou a ser gerido pelo IPEA, com secretaria-executiva na Diretoria de Pesquisa do IPEA. 


Fundamentos da política pública  
Jorge Vianna Monteiro 

Os salários na teoria econômica  
Roberto Brás Matos Macedo 

Análise matemática: um texto para economistas  
Antônio Salazar Pessôa Brandão 

Programação linear: conceitos e aplicações  
Edgar Augusto Lanzer 

Moeda e sistema financeiro no Brasil  
André Franco Montoro Filho 

Análise macroeconômica: um texto intermediário  
Edmar Lisboa Bacha 

Estrutura industrial no Brasil: concentração e diversificação  
Sérgio Buarque de Holanda Filho 

A inflação brasileira no pós-guerra: monetarismo versus estruturalismo 
Fernando de Holanda Barbosa 

Das oligarquias agrárias ao predomínio urbano-industrial: um estudo do processo de formação de políticas agrícolas no Brasil  
Charles Curt Mueller 

Microeconomia: teoria, modelos econométricos e aplicações à economia brasileira  
Fernando de Holanda Barbosa 

Tecnologia, concorrência e mudança estrutural: a experiência brasileira recente  
José Tavares de Araujo Junior 

Industrialização, crescimento e emprego: uma avaliação da experiência brasileira  
Ronaldo Lamounier Locatelli 

Dimensões do planejamento estadual no Brasil: análise de experiências  
Paulo Roberto Haddad 

A década de 20 na industrialização brasileira  
Flávio Rabelo Versiani 

Pequena produção e modernização da agricultura: o caso dos hortigranjeiros no Estado do Rio de Janeiro  
Leonarda Musumeci 

Filosofia e política econômica: o Brasil do autoritarismo  
Antonio Maria da Silveira 

Economia do setor público  
Jorge Vianna Monteiro 

Os principais problemas da agricultura brasileira: análise e sugestões  
Antônio Salazar Pessôa Brandão 

Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo  
Ricardo Alberto Bielschowsky 

John M. Keynes: cinqüenta anos da Teoria Geral  
Edward Joaquim Amadeo Swaelen 

Ensaios sobre mark-up (com especial referência ao caso brasileiro)  
Juan Carlos Lerda Gandia 

Macroeconomia do crescimento do governo  
Jorge Vianna Monteiro 

A ironia na história do pensamento econômico  
Ricardo de Mendonça Lima Tolipan 

A década republicana: o Brasil e a economia internacional - 1888/1900  
Gustavo Henrique de Barroso Franco 

Brasil e México: duas experiências de ajuste estrutural  
Marta Pinheiro de Castello Branco 

Estratégia macroeconômica  
Jorge Vianna Monteiro 

A demografia da desigualdade no Brasil  
Charles Howard Wood e José Alberto Magno de Carvalho 


 Série PNPE em Co-Edição 

A eficiência marginal do capital como critério de avaliação econômica de projetos de investimentos  
Clovis José Daudt Lyra Darrigue de Faro 

 Desequilíbrios regionais e concentração industrial no Brasil: 1930-1970  
Wilson Cano 

Valorando a natureza: análise econômica para o desenvolvimento sustentável  
Ronaldo Serôa da Motta e Peter Herman May 

Fundamentos da política pública 

Jorge Vianna Monteiro *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1982. 203p. (Livros. Série PNPE, 1) (DOC/DIPES/IPEA 16-82)  * Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) 

Resumo: Este livro, antes de ser um texto de "fundamentos da política econômica", é um estudo sobre a endogeneização do governo na análise econômica; sobre a introdução explícita do setor público e suas operações nos modelos explicativos do comportamento da economia. De fato, é esse precisamente o sentido que se dá ao rótulo de "teoria de política": a visão endógena da organização e dos processos decisórios nos quais se forma a política pública. 

Conteúdo 

Nota do autor 

Prefácio (Annibal Villanova Villela e Isaac Kerstenetzky) 

Introdução - p. 1-4 

Cap. 1 - Propriedades das políticas públicas - p. 5-32 

Cap. 2 - Os níveis de análise das políticas públicas - p. 33-61 

Cap. 3 - O processo decisório de política - p. 63-89 

Cap. 4 - Teoria quantitativa de política econômica - p. 91-114 

Cap. 5 - Teoria quantitativa de política econômica - extensões - p. 115-136 

Cap. 6 - Os agentes de decisão no setor público - p. 137-171 

Cap. 7 - A organização de política no Brasil - p. 173-197 

Leituras complementares - p. 198-199 

Bibliografia citada - p. 200-201 

Exercícios e questões propostas - p. 202-203 

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Os salários na teoria econômica 

Roberto Brás Matos Macedo *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1982. 292p. (Livros. Série PNPE, 2) (DOC/DIPES/IPEA 22-82)  * Professor do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) 

Resumo: Pretende preencher a falta de um texto equivalente na literatura, além de procurar atender ao crescente interesse constatado, no Brasil, pelas atividades de ensino e pesquisa em Economia do Trabalho. Procura reunir, em português, um espectro bem amplo de enfoques através dos quais a teoria econômica trata a análise dos salários. Apresenta uma visão retrospectiva da maneira pela qual o tratamento dos salários caminhou com o desenvolvimento da análise econômica ao longo de sua história, avançando até as contribuições mais recentes que se contrapõem ao domínio da escola neoclásica. 

Conteúdo 

Apresentação e agradecimentos - p. 1-2 

1ª Parte: INTRODUÇÃO E CONCEITOS BÁSICOS 

Cap. 1 - Introdução - p. 5-10 

Cap. 2 - Conceitos básicos - p. 11-30 

2ª Parte: TEORIAS DE DETERMINAÇÃO DOS SALÁRIOS REAIS E SEUS DIFERENCIAIS 

Cap. 3 - A visão clássica - p. 33-94 

Cap. 4 - A teoria neoclássica - p. 95-122 

Cap. 5 - A análise dos salários dentro do dualismo e de outras formas de segmentação do mercado de trabalho - p. 123-167 

3ª Parte: O PODER DE BARGANHA E A INTERFERÊNCIA GOVERNAMENTAL 

Cap. 6 - Salários e poder de barganha - p. 171-213 

Cap. 7 - Interferência governamental na determinação de salários - p. 215-245 

4ª Parte: OS SALÁRIOS NOMINAIS E OS ASPECTOS MACROECONÔMICOS 

Cap. 8 - Os salários nominais e os aspectos macroeconômicos - p. 249-284 

Bibliografia - p. 285-292 

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Análise matemática: um texto para economistas 

Antônio Salazar Pessôa Brandão *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1982. 557p. (Livros. Série PNPE, 3) (DOC/DIPES/IPEA 31-82)  Obs.: 2ª ed., 1992. (DOC/DIPES/IPEA -92) 

* Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE/FGV-RJ) 

Resumo: Este texto foi elaborado tendo em mente os estudantes de Economia, principalmente aqueles de pós-graduação e os de graduação dos últimos períodos. Seu principal objetivo é apresentar o material básico de Análise Matemática tendo em vista as necessidades específicas de economistas e estudiosos do assunto. 

Conteúdo 

Apresentação - p. 1 

Agradecimentos - p. 3-4 

Cap. 1 - Conjuntos e funções - p. 5-67 

Cap. 2 - Espaço Euclideano - p. 69-128 

Cap. 3 - Limites - p. 129-180 

Cap. 4 - Funções contínuas - p. 181-237 

Cap. 5 - Funções diferenciáveis - p. 239-366 

Cap. 6 - O Teorema da Função Implícita - p. 367-427 

Cap. 7 - Integral de Riemann - p. 429-459 

Cap. 8 - Teoremas de separação - p. 461-501 

Cap. 9 - Otimização - p. 503-541 

Cap. 10 - Otimização dinâmica - p. 543-553 

Bibliografia - p. 555-557 

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Programação linear: conceitos e aplicações 

Edgar Augusto Lanzer *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1982. 258p. (Livros. Série PNPE, 4) (DOC/DIPES/IPEA 30-82)  * Professor dos Cursos de Pós-Graduação em Economia e Economia Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IEPE/UFRGS) 

Resumo: Aborda a programação linear, seus fundamentos e aplicações. Dado não se tratar de matéria obrigatória em muitos cursos de graduação em Economia no país, o texto é desenvolvido a partir do pressuposto de que o leitor não tem conhecimento anterior do assunto. Destaca que a Programação Linear é hoje o instrumento de Pesquisa Operacional mais comumente empregado na resolução prática de problemas decisórios objetivos e de certa complexidade, pela versatilidade do instrumento e pelo nível relativamente pouco sofisticado dos seus fundamentos matemáticos. Apresenta seus fundamentos (análise e resolução de sistemas de equações lineares), estabelece o que é um problema de programação linear e como resolvê-lo. Faz uma coletânea de aplicações sob a forma de exercícios propostos ao leitor, que englobam situações pertinentes a operações agrícolas e industriais, transportes, investimentos, política e planejamento econômico, saúde pública e outras, além de situações não-lineares e em análise de riscos. Apresenta dualidade, análise de sensibilidade e planejamento descentralizado, tendo em mente estudantes e profissionais de economia (principalmente, mas não exclusivamente). 

Conteúdo 

Prefácio - p. xi-x 

Cap. 1 - Álgebra e resolução de sistemas lineares - p. 1-35 

Cap. 2 - Fundamentos técnicos de programação linear - p. 37-92 

Cap. 3 - Aplicações de programação linear - p. 93-171 

Cap. 4 - Análise econômica e programação linear - p. 173-237 

Apêndice 1 - Convexidade, concavidade, ótimos locais e globais, condições de Kuhn-Tucker - p. 237-245 

Apêndice 2 - Respostas de problemas do cap. 3 - p. 247-256 

Bibliografia - p. 257-258 

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Moeda e sistema financeiro no Brasil 

André Franco Montoro Filho *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1982. 220p. (Livros. Série PNPE, 5) (DOC/DIPES/IPEA 19-82)  * Professor do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) 

Resumo: Aborda os ativos financeiros e a sua função nos sistemas econômicos. Destaca que o entendimento do que eles sejam está intimamente ligado à noção do que é e para que serve moeda - na verdade, moeda não deixa de ser um tipo ou uma modalidade de ativo financeiro que, apesar de possuir características próprias, tem muitos pontos em comum com os outros ativos financeiros. Apresenta a visão tradicional dos ativos financeiros, reserva de valor, intermediação financeira, criação de ativos financeiros, política econômica, poupança e investimento, modelo financeiro, nível de atividade, mercado financeiro, política monetária, financeira e fiscal, o sistema financeiro nos anos 50, inflação e desenvolvimento, transformações e reformas do sistema financeiro até o sistema atual, orçamento monetário e balanços financeiros, o setor financeiro estatal, balanços financeiros integrados do governo, política econômica no mercado financeiro, necessidade/capacidade de financiamento, instrumentos financeiros. 

Conteúdo 

Agradecimentos - p. vii 

Cap. 1 - Ativos financeiros - p. 1-31 

Cap. 2 - Ativos financeiros e política econômica - p. 33-54 

Cap. 3 - O sistema financeiro nos anos 50 - p. 55-77 

Cap. 4 - Transformações do sistema financeiro - p. 79-93 

Cap. 5 - O sistema atual - p. 95-108 

Cap. 6 - Orçamento monetário e balanços financeiros - p. 109-127 

Cap. 7 - Balanços financeiros no Brasil - p. 129-145 

Cap. 8 - O setor financeiro estatal - consolidação - p. 147-163 

Cap. 9 - Análise dos balanços financeiros - p. 165-187 

Apêndice estatístico - p. 189-209 

Bibliografia - p. 211-220 

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Análise macroeconômica: um texto intermediário 

Edmar Lisboa Bacha *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1982. 204p. (Livros. Série PNPE, 6) (DOC/DIPES/IPEA 20-82)  * Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) 

Resumo: Este livro, voltado para a discussão de temas macroeconômicos de interesse para países semi-industrializados como o Brasil, foi concebido para ser utilizado em cursos iniciais de macroeconomia em nível de pós-graduação e em cursos terminais desta disciplina em nível de graduação.Avalia as políticas macroeconômicas por seus impactos em quatro variáveis-chave: o crescimento da capacidade produtiva, a taxa de inflação, o saldo do balanço de pagamentos e o grau de utilização da capacidade instalada. Considera a acumulação de capital, embora em alguns capítulos se suponha a constância da capacidade produtiva, a fim de introduzir didaticamente conceitos e técnicas de análise necessários para o estudo mais complexo de uma economia em crescimento. Discute a inflação no contexto de uma economia em crescimento. Recoloca a controvérsia entre "monetaristas" e "estruturalistas", analisando, entre outros temas, a possibilidade da existência de uma relação positiva entre a taxa de inflação e a taxa de crescimento do produto potencial, através de uma poupança forçada dos trabalhadores. Também considera a controvérsia a respeito da existência de uma relação positiva entre a variação da taxa de inflação e o grau de utilização da capacidade instalada. De uma maneira integrada, estuda ainda o debate sobre "inflação de custos" versus" inflação de demanda", discutindo diferentes supostos sobre a condução da política monetária. A par de centrar a análise sobre o crescimento da capacidade produtiva e a utilização da capacidade instalada num contexto inflacionário, enfatiza o problema do balanço de pagamentos. Na experiência brasileira recente têm predominado situações em que se associam saldos negativos do balanço de pagamentos com subutilização da capacidade instalada interna. Pelas razões didáticas, discute inicialmente tais temas num modelo em que os preços são relativamente estáveis, e em que se mantém constante a capacidade de produção. Levanta estas limitações procurando recompor a tradição de análise latino-americana sobre crescimento com estrangulamento externo. Desenvolve modelo particularmente pertinente para uma avaliação, no caso brasileiro, das discussões correntes sobre a possibilidade de substituição da poupança externa pela poupança interna. 

Conteúdo 

Introdução - p. 1-11 

Cap. 2 - Preços e nível de atividade - p. 13-46 

Cap. 3 - Agricultura e indústria - p. 47-62 

Cap. 4 - Inflação e crescimento - p. 63-123 

Cap. 5 - Balanço de pagamentos, preços e nível de atividade - p. 125-168 

Cap. 6 - Balanço de pagamentos, inflação e crescimento - p. 169-191 

Anexo - Exercícios - p. 193-202 

Bibliografia - p. 203-204 

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Estrutura industrial no Brasil: concentração e diversificação 

Sérgio Buarque de Holanda Filho *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1983. 275p. (Livros. Série PNPE, 7) (DOC/DIPES/IPEA 24-83)  * Do Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (IPE/USP) 

Resumo: As características estruturais da indústria moderna estão, em grande parte, associadas à presença das grandes empresas - que possuem maior capacidade de acumulação, têm poder de controle sobre os preços de seus produtos, atuam em vários mercados, inovam tecnologia, etc. O reconhecimento da influência do comportamento das grandes empresas sobre o padrão de concorrência nos diversos mercados industriais levou renomados autores a centralizarem, nestas firmas, a análise da indústria capitalista moderna. O comportamento típico das grandes empresas tem influência direta sobre as características do processo competitivo nas indústrias nas quais elas atuam. A análise dos padrões de concorrência nas indústrias de uma economia exige, portanto, o conhecimento da estrutura dos mercados. O objetivo deste trabalho é contribuir para o melhor conhecimento de alguns dos principais aspectos da estrutura industrial brasileira, por meio da estimativa de indicadores relacionados com a concentração e diversificação. Pesquisa o peso das grandes empresas na indústria como um todo e em seus setores específicos, bem como o nível de diversificação das atividades das firmas da indústria brasileira, restringindo-se, em cross-section, ao ano de 1974. 

Conteúdo 

Agradecimentos - p. 1 

Introdução - p. 3-7 

Cap. 1 - Da concentração à diversificação: aspectos teóricos - p. 9-44 

Cap. 2 - Metodologia, conceitos e medidas - p. 45-90 

Cap. 3 - Análise geral dos resultados - p. 91-117 

Cap. 4 - Análise dos resultados por gênero e setor industrial - p. 119-160 

Conclusões - p. 161-165 

Apêndice A - Metodologia: tratamento dos dados do IPI - p. 167-177 

Apêndice B - Gêneros e setores industriais considerados na pesquisa e seus códigos - p. 179-196 

Apêndice C - Anexo estatístico - p. 197-265 

Bibliografia - p. 267-275 

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A inflação brasileira no pós-guerra: monetarismo versus estruturalismo 

Fernando de Holanda Barbosa *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1983. 246p. (Livros. Série PNPE, 8) (DOC/DIPES/IPEA 25-83)  * Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE/FGV-RJ) e do Curso de Mestrado em Engenharia da Produção da Universidade Federal Fluminense (UFF) 

Resumo: A experiência inflacionária brasileira no pós-guerra sustentou no passado, e continua a suscitar no presente, um grande debate quanto às suas origens. Os economistas da América Latina, e os do Brasil em particular, estão divididos, desde meados da década de 50, em duas escolas com relação às causas que provocam a inflação. Os monetaristas atribuem ao crescimento exagerado da oferta de moeda o motivo principal por trás do processo inflacionário. Os estruturalistas afirma que a inflação é gerada dentro do sistema econômico através de mudanças de preços relativos resultantes do crescimento econômico, e que ela não tem suas origens na política monetária, que é passiva, e acomoda as variações da renda nominal da economia. A diferença entre os economistas monetaristas e estruturalistas não se restringe apenas às origens do processo inflacionário. Na verdade, ela é bem mais ampla e inclui julgamentos de valor. O presente trabalho trata da controvérsia monetarismo versus estruturalismo. A estratégia desta pesquisa consistiu em procurar captar em modelos bastante simples os aspectos fundamentais dos arcabouços teóricos monetarista e estruturalista, de sorte a chegar a equações explicativas para a taxa de inflação que rvelassem de modo claro onde se encontram as diferenças básics entre as duas escolas no que diz respeito às origens da inflação. Apesar de a inflação ter uma longa história na economia brasileira, a parte empírica desta pesquisa abrange apenas o período subseqüente ao final da II Guerra Mundial até 1980. 

Conteúdo 

Prefácio - p. xiii-xv 

Cap. 1 - A experiência inflacionária brasileira no pós-guerra - p. 1-28 

Cap. 2 - Os mecanismos de convivência com a inflação - p. 29-68 

Cap. 3 - A visão monetarista do processo inflacionário - p. 69-119 

Cap. 4 - A visão estruturalista do processo inflacionário - p. 121-163 

Cap. 5 - As origens da inflação brasileira no pós-guerra: a evidência empírica - p. 165-207 

Cap. 6 - Sumário e conclusões - p 209-226 

Bibliografia - p. 227-231 

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Das oligarquias agrárias ao predomínio urbano-industrial: um estudo do processo de formação de políticas agrícolas no Brasil 

Charles Curt Mueller *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1983. 363p. (Livros. Série PNPE, 9) (DOC/DIPES/IPEA 28-83)  * Professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (Eco/UnB) 

Resumo: Este trabalho examina a evolução, em suas linhas gerais, do processo de formação de políticas agrícolas do Brasil, da Proclamação da República ao fim da II Guerra Mundial. Neste mais de meio século a economia e a sociedade brasileiras passaram por consideráveis mudanças. Em 1889, a escravidão havia sido recém-abolida e estava em pleno funcionamento o modelo primário-exportador, apoiado no café; em 1945, a indústria já se havia tornado setor dinâmico da economia e a estrutura social do país apresentava-se bem mais diversificada e complexa que no início do período. Neste interregno, o bem-estar das oligarquias de base rural deixou de ser a principal meta das políticas públicas, e a atuação do Estado voltou-se primordialmente para a modernização urbano-industrial. Conseqüentemente, a agricultura passou de objeto das preocupações oficiais (ou seus segmentos privilegiados) a instrumento do processo de modernização. A realização do presente estudo foi motivada pelo desejo de compreender os principais fatores causadores dessas mudanças. Procurou-se determinar a maneira pela qual as oligarquias rurais foram levadas a abrir mão do controle do processo de formação de políticas voltadas para a agricultura, a despeito da ausência de revolução que alterasse marcadamente a estrutura social do país. Outra questão que ajudou a despertar o interesse pelo assunto foi a do por quê, a despeito de séculos de predomínio do modelo agrário-exportador, ao se iniciar a fase de industrialização por substituição de importações, virtualmente inexistia um elenco de instrumentos de política agrícola que os setores rurais pudessem mobilizar para defender eficazmente seus interesses. Se, no presente, a condução das políticas agrícolas deixa muito a desejar, se seus objetivos são imediatistas e seus instrumentos imperfeitos e mal ajustados aos objetivos para os quais são usados, no fim do período examinado as suas deficiências eram ainda maiores. Setores agrários influentes tinham que depender da boa vontade do Estado - cada vez mais escassa - para atender, caso a caso, suas reivindicações. Este estudo baseia-se em modelo conceitual abrangente, que permitiu enfocar o processo de formação de políticas agrícolas dando realce à fundamental dimensão de poder, usualmente relegada a um segundo plano pelas abordagens apoiadas na teoria do bem-estar convencional. 

Conteúdo 

Apresentação - p. 1-3 

1ª Parte: [INTRODUÇÃO] - p. 5 

Cap. 1 - Introdução - p. 7-29 

2ª Parte: O PERÍODO DA REPÚBLICA VELHA (1889/1930) - p. 31 

Cap. 2 - A economia e a sociedade brasileiras à época da Proclamação da República - p. 33-53 

Cap. 3 - O período 1889-1913 - p. 55-114 

Cap. 4 - O período 1914/29 - p. 115-175 

3ª Parte: O PERÍODO 1930/45, DE GRANDES MUDANÇAS - p. 177 

[Introdução] - p. 179 

Cap. 5 - Aspectos do período 1930/45 - p. 181-210 

Cap. 6 - A economia brasileira no período 1930/45 - p. 211-248 

Cap. 7 - Mudanças no alinhamento setorial no período 1930/45 - p. 249-276 

Cap. 8 - A formação de políticas agrícolas no período 1930/45 - p. 277-316 

Cap. 9 - O Brasil do fim da II Guerra Mundial - p. 317-329 

Cap. 10 - As mudanças no processo de formação de políticas agrícolas - uma síntese - p. 331-353 

Bibliografia - p. 355-363 

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Microeconomia: teoria, modelos econométricos e aplicações à economia brasileira 

Fernando de Holanda Barbosa *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1985. 534p. (Livros. Série PNPE, 10) (DOC/DIPES/IPEA 12-85)  * Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE/FGV-RJ) e do Curso de Mestrado em Engenharia da Produção da Universidade Federal Fluminense (UFF) 

Resumo: Este livro se diferencia das demais publicações referentes à microeconomia pelo fato de que combina teoria econômica, modelos econométricos e aplicações empíricas à economia brasileira com o objetivo de ajudar a disseminar, de um ponto de vista prático, a posição metodológica de que a teoria é uma ferramenta de análise, cujas proposições devem ser, em última instância, submetidas ao veredito dos dados. O livro se preocupa em destacar as proposições teóricas que podem ser, pelo menos potencialmente, refutadas através da observação empírica. A maioria destas proposições resulta de exercícios de estática comparativa, daí a ênfase que se encontra ao longo do texto com o estudo das respostas das variáveis endógenas com relação às mudanças das variáveis exógenas de cada modelo. Procura também mostrar como as proposições da teoria econômica podem ser submetidas ao veredito dos dados através da formulação de modelos econométricos, cuja especificação é fundamentada na teoria econômica e nos métodos estatísticos. A aplicação de modelos econométricos aos dados de uma realidade empírica concreta é ilustrada com exemplos extraídos da literatura econômica brasileira recente. É recomendável uma certa familiaridade com o conteúdo de livros introdutórios que apresentam um tratamento verbal e gráfico de microeconomia. No que concerne aos modelos econométricos, pressupõe-se o conhecimento do modelo linear (regressão simples e múltipla) ao nível dos livros de econometria que tratam deste assunto. Quanto ao nível matemático, o texto utiliza conhecimentos básicos de cálculo diferencial e integral e de álgebra linear. 

Conteúdo 

Prefácio - p. 1-3 

1ª Parte: TEORIA DO CONSUMIDOR 

Cap. 1 - Teoria do consumidor - p. 7-61 

- A teoria ordinal do consumidor 

- A função-utilidade indireta 

- A equação matricial fundamental da teoria do consumidor 

- Índices de custo de vida e de renda real 

- Exercícios 

- Bibliografia 

Cap. 2 - Aplicações da teoria do consumidor - p. 63-103 

- Equações de demanda 

- Sistemas de equação de demanda 

- As curvas de Engel 

- Exercícios 

- Bibliografia 

Cap. 3 - Alocação do tempo - p. 105-159 

- Oferta de mão-de-obra 

- A economia da produção familiar 

- Estudo de oferta de mão-de-obra: Oliveira (1978) 

- Exercícios 

- Bibliografia 

Cap. 4 - Alocação intertemporal - p. 161-215 

- A determinação do consumo 

- A demanda de bens de consumo duráveis 

- A demanda de moeda 

- A demanda de automóveis no Brasil 

- Exercícios 

- Bibliografia 

2ª Parte: TEORIA DA PRODUÇÃO E CUSTO 

Cap. 5 - Função de produção - p. 219-272 

- Minimização do custo 

- A demanda de fatores de produção 

- Função de custo 

- Exemplos de função de custo 

- Estudos de demanda de mão-de-obra 

- Exercícios 

- Bibliografia 

3ª Parte: TEORIA DA EMPRESA E ESTRUTURA DE MERCADO 

Cap. 7 - A empresa em concorrência perfeita - p. 313-383 

- Maximização do lucro 

- Rendimentos de escala e concorrência perfeita 

- A demanda de fatores de produção 

- A equação de oferta 

- Demanda de fatores e oferta de produto: resumo e generalização 

- A função-lucro 

- Equilíbrio de longo prazo da empresa em concorrência perfeita 

- A equação matricial fundamental da teoria da empresa 

- A oferta de produtos agrícolas 

- A teoria do investimento 

- Exercícios 

- Bibliografia 

Cap. 8 - Equilíbrio competitivo - p. 385-455 

- Equilíbrio parcial 

- Equações de oferta de exportação e de demanda de importação 

- Equilíbrio geral: o modelo de dois produtos e dois fatores 

- Índice de produto real e deflator implícito 

- Modelo de insumo-produto 

- Exercícios 

- Bibliografia 

Cap. 9 - A empresa em concorrência imperfeita - p. 457-500 

- A empresa monopolista 

- A empresa em concorrência monopolista 

- A empresa oligopolista 

- Exercícios 

- Bibliografia 

Apêndice matemático - p. 501-534 

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Tecnologia, concorrência e mudança estrutural: a experiência brasileira recente 

José Tavares de Araujo Junior *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1985. 64p. (Livros. Série PNPE, 11) (DOC/DIPES/IPEA 13-85)  * Professor do Instituto de Economia Industrial da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IEI/UFRJ) 

Resumo: Este livro atualiza o esquema analítico de trabalho anterior do autor [Progresso técnico e formas de concorrência. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1982. (Instituto de Economia Industrial, Texto para discussão, 8)]. Incorpora as contribuições da literatura recente e desloca o foco analítico do nível de indústrias isoladas para o de complexos industriais. Por fim, acrescenta as qualificações necessárias à aplicação daquele esquema ao caso das economias de industrialização recente. Aponta a importância crescente da política tecnológica, devido ao processo de mudança estrutural que marcou a evolução da economia brasileira nos últimos 15 anos. Descreve o esquema analítico que orienta o trabalho e comenta as linhas gerais de política governamental que podem er extraídas da abordagem proposta. Revê os mecanismos geradores de fontes endógenas de capacitação técnica em países subdesenvolvidos. Apresenta um outro tipo de aplicação do esquema analítico, ao tratar a evolução da pauta de comércio exterior da economia brasileira entre 1970 e 1983 sob a ótica de complexos industriais, indicando as características de desempenho inerentes às condições impostas pela recessão e aquelas oriundas da trajetória de longo prazo da economia. Aplica entrevistas a executivos de dez empresas industriais (mineração, metalurgia, mecânica e química) que, no passado recente, foram clientes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e levanta informações junto ao IPT quanto à natureza dos serviços prestados àquelas empresas, o grau de sofisticação das atividades executadas e seu significado econômico. Com as evidências, aborda tópicos como interdependência dos processos decisórios das firmas de um mesmo complexo industrial, os critérios de avaliação dos riscos envolvidos na exploração de determinadas oportunidades de pesquisa e desenvolvimento, a alteração do estilo de inserção internacional da economia, etc. 

Conteúdo 

Agradecimentos - p. 1 

Cap. 1 - Introdução - p. 3-5 

Cap. 2 - Mercados contestáveis e concorrência schumpeteriana nas economias de industrialização recente - p. 7-30 

Cap. 3 - Eficiência e acumulação de capital: notas sobre a hipáotese de Hirschman - p. 31-44 

Cap. 4 - Comércio exterior e mudança estrutural na economia brasileira - p. 45-60 

Bibliografia - p. 61-64 

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Industrialização, crescimento e emprego: uma avaliação da experiência brasileira 

Ronaldo Lamounier Locatelli *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1985. 243p. (Livros. Série PNPE, 12) (DOC/DIPES/IPEA 42-85)  * Coordenador de pesquisas da Fundação João Pinheiro e do IPEAD, professor do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG) 

Nota: Tradução da tese de doutorado do autor, apresentada ao Departamento de Economia da Universidade de Londres (Ingl.), out. 1982, sob o título Growth, employment and income distribution: an input-output study for Brazil 

Resumo: 

Conteúdo 

Tabelas e figuras 

Agradecimentos - p. 1 

Introdução - p. 3-7 

Cap. 1 - Indústria, agricultura e desenvolvimento econômico - p. 9-34 

Cap. 2 - O padrão de crescimento industrial no Brasil - p. 35-54 

Cap. 3 - Comércio internacional, mudança na estrutura industrial e desempenho econômico - p. 55-91 

Cap. 4 - Relações intersetoriais, estratégia de desenvolvimento e políticas governamentais - p. 93-133 

Cap. 5 - As implicações de emprego da industrialização - p. 135-151 

Cap. 6 - Redistribuição de renda e seus efeitos no emprego, produto e em outras variáveis econômicas - p. 153-183 

Cap. 7 - Sumário e conclusões - p. 185-224 

Bibliografia - p. 225-243 

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Dimensões do planejamento estadual no Brasil: análise de experiências 

Paulo Roberto Haddad *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1985. 188p. (Livros. Série PNPE, 13) (DOC/DIPES/IPEA 43-85)  * Professor do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG) 

Resumo: Pretende cobrir a carência de estudos sobre temas relacionados com as experiências de planejamento das Unidades da Federação, geralmente pesquisadas de forma não sistemática. Analisa experiências de planejamento estadual desenvolvidas em anos recentes no Estado de Minas Gerais. Faz breve análise da evolução do planejamento estadual no Brasil. Examina as potencialidades de se complementar o estilo de planejamento para negociação, que vem sendo seguido pela maioria das Unidades da Federação, com a introdução das estratégias de reprogramação endógena e de políticas compensatórias no processo de planejamento estadual, ilustrando o procedimento destas políticas com a questão da reforma tributária no Brasil. Apresenta as vantagens, em termos de coordenação geral, de se introduzir a dimensão espacial no planejamento estadual, utilizando os programas de desenvolvimento urbano e rural propostos pelo III Plano Mineiro de Desenvolvimento Econômico e Social (III PMDES), como referência para avaliar sua eficácia relativa quanto ao controle dos fluxos migratórios internos. Analisa a estratégia de ativação social no processo de planejamento estadual, a partir de experiências de planejamento participativo implantadas em Minas Gerais ao longo do III PMDES (1979/82). Busca alternativas para o planejamento estadual no Brasil. 

Conteúdo 

Lista de diagramas e quadros 

Apresentação e agradecimentos - p. 1-4 

Cap. 1 - Planejamento estadual no Basil: uma introdução - p. 5-19 

Cap. 2 - Reprogramação endógena e políticas compensatórias - p. 21-86 

Cap. 3 - A dimensão espacial no planejamento estadual - p. 87-157 

Cap. 4 - Experiências de planejamento participativo - p. 159-188 

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A década de 20 na industrialização brasileira 

Flávio Rabelo Versiani *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1987. 102p. (Livros. Série PNPE, 14) (DOC/DIPES/IPEA 01-87)  * Professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (Eco/UnB) 

Resumo: Pretende estudar algumas características do crescimento industrial brasileiro no período entre o final da Primeira Guerra e a Depressão (o período de análise cobre, efetivamente, os anos de 1918 a 1930). A definição dos limites do período já explicita sua relevância: é a fase onde se poderão estudar tanto os efeitos da expansão da produção na manufatura industrial que se deu, em certos setores, durante a Guerra de 1914/18, como os antecedentes do rápido crescimento da indústria a partir dos anos 30. Uma das motivações do trabalho é, com efeito, estudar os anos 20 como forma de melhor entender os anos 30. Parte da observação de que os anos 20 podem ser descritos, de um modo geral, como um período de crescimento industrial vigoroso, marcado por um processo de diversificação da estrutura produtiva, com importância óbvia para a interpretação do desenvolvimento industrial pós-Depressão. Registra enganos na compilação das estatísticas de produção de algumas indústrias entre 1919 e 1923 que se refletiram nas fontes de dados mais utilizadas, concluindo por uma evolução muito mais regular da atividade no período em análise do que os números anteriores faziam supor. Aponta também, com respeito às relações entre o governo e a indústria, que, mesmo nos quadros institucionais da República Velha, já havia espaço para ações e atitudes decididamente favoráveis aos interesses e ao desenvolvimento da indústria - contrário, portanto, à visão prevalente de que políticas deliberadas de apoio à indústria teriam sido irrelevantes, senão mesmo inexistentes, antes da década de 50 e que considerava 1930 como o marco inicial de uma nova relação entre Estado e indústria. Sugere que, no que se refere ao processo de industrialização, as diferenças entre os anos 20 e os anos 30 são menos acentuadas do que costumeiramente se supõe. Não reduz a importância da crise para o desenvolvimento econômico do país, mas conclui que certamente a natureza das modificações por ela trazidas precisa ser melhor investigada. 

Conteúdo 

Lista de tabelas 

Abreviaturas utilizadas 

Apresentação e agradecimentos - p. 1-2 

Introdução - p. 3-5 

Cap. 1 - A indústria na década de 20: relendo a literatura - p. 7-15 

Cap. 2 - Indicadores da atividade industrial no período: um reexame - p. 17-36 

Cap. 3 - A indústria de tecidos de algodão: um caso à parte - p. 37-55 

Cap. 4 - As novas indústrias e sua origem - p. 57-71 

Cap. 5 - Estado e indústria na década de 20 - p. 73-92 

Cap. 6 - Conclusões - p. 93-95 

Bibliografia - p. 97-102 

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Pequena produção e modernização da agricultura: o caso dos hortigranjeiros no Estado do Rio de Janeiro 

Leonarda Musumeci *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1987. 224p. (Livros. Série PNPE, 15) (DOC/DIPES/IPEA 02-87)  * Professora do Departamento de Economia da Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FEA/UFRJ) 

Nota: Relatório final do projeto Pequena produção e mudança técnica na agricultura brasileira: uma abordagem antropológica 

Resumo: Analisa as condições de produção e oferta de hortifrutigranjeiros no Estado do Rio de Janeiro e abre discussão mais ampla acerca das formas de atendimento institucional aos pequenos produtores rurais, por parte dos órgãos públicos que a isso se propõem. Baseia-se em levantamento de campo, realizado de abril a novembro de 1985, abrangendo olericultores de duas áreas do estado - a Zona Oeste do município do Rio de Janeiro e a região colonial de Papucaia, em Cachoeiras de Macacu - e diversas instituições e agentes voltados para a assistência ao setor rural, além de recorrer a dados estatísticos e fontes bibliográficas. Examina problemas técnicos, fundiários, econômicos e institucionais relevantes para o atual debate sobre o destino do modelo agrário/agrícola em vigor no país e sobre as condições de existência, face à crise, do assim chamado "campesinato moderno" ou "neocampesinato". Enfoca, paralelamente, a atuação e propostas do aparato oficial de "modernização" da agricultura, particularmente as do sistema de Extensão Rural, ressaltando concepções, modelos e ideologias que norteiam suas relações com os pequenos produtores, em confronto com as idéias que estes expressam a respeito do que é e do que acham que deveria ser o papel do Estado no atendimento ao setor agrícola. 

Conteúdo:  

Agradecimentos - p. 1-2 

Introdução - p. 3-14 

Cap. 1 - Os hortigranjeiros: consumo, oferta e proveniência - p. 15-39 

Cap. 2 - Campesinato urbano: condições de acesso à terra - p. 41-91 

Cap. 3 - Pequena produção, tecnologia e mercado - p. 93 -162 

Cap. 4 - Os pequenos produtores e a assistência governamental - p. 163-212 

Bibliografia - p. 213-224 

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Filosofia e política econômica: o Brasil do autoritarismo 

Antonio Maria da Silveira *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1987. 152p. (Livros. Série PNPE, 16) (DOC/DIPES/IPEA 03-87)  Obs.: 2ª ed., 1992. (DOC/DIPES/IPEA 51-92) 

* Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE/FGV-RJ) 

Resumo: A economia tenta construir o mundo à imagem e semelhança de seus modelos, previsões e projeções, mas não é - como normalmente se pensa - uma tradução numérica da realidade. Suas abstrações pressupõem o Homem Econômico, o "ambiente de expectativas racionais" e uma série de outros mecanismos que adaptam a realidade ao modelo. Apesar de sua aparência desinteressada e neutra (um saber técnico), a análise econômica implica compromissos políticos e ideológicos perceptíveis na multiplicidade de escolas, na disparidade dos índices e na defesa veemente de posições excludentes. Este livro discute estes problemas de filosofia econômica verificados durante o período autoritário brasileiro e estuda suas matrizes ideológicas e conseqüências práticas. Trata-se de uma análise das possibilidades e limites do conhecimento econômico numa discussão que envolve Filosofia da Ciência, Lógica, Matemática, Sociologia, Política, História, Literatura, futebol e muito bom humor. 

Conteúdo 

Cap. 1 - Introdução - p. 1-6 

Cap. 2 - Variações sobre a análise de Georgescu-Roegen - p. 7-17 

Cap. 3 - Ideologia científica - p. 19-30 

Cap. 4 - Linhas de pensamento econômico - p. 31-38 

Cap. 5 - O fenômeno econômico - p. 39-48 

Cap. 6 - A evolução e outras mudanças - p. 49-56 

Cap. 7 - O ser humano e seus modelos - p. 57-69 

Cap. 8 - A falsificação de dados - p. 71-80 

Apêndice: A evidência brasileira no último triênio do autoritarismo - p. 80-88 

Cap. 9 - Correção monetária: o conflito redistributivo - p. 89-105 

Apêndice: Indexação e extração no Brasil - 1983 - p. 105-127 

Cap. 10 - Inflação e indexação - p. 129-140 

Cap. 11 - Conclusão - p. 141-144 

Bibliografia - p. 145-152 

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Economia do setor público 

Jorge Vianna Monteiro *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1987. 166p. (Livros. Série PNPE, 17) (DOC/DIPES/IPEA 31-87)  * Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) 

Resumo: Este livro enfoca a economia do setor público, o comportamento e a articulação dos comportamentos de seus agentes de decisão. Aponta que a economia do setor público, sem dispensar analogias com a economia de mercado, incorpora explicitamente o papel desempenhado pelos processos políticos no comportamento dos indivíduos na sociedade. Não apenas os papéis desempenhados pelos tradicionais agentes de decisão do modelo econômico se ampliam (como no caso dos indivíduos que são simultaneamente consumidores e eleitores), mas também criam-se novos agentes de decisão: o político, o burocrata, o membro do grupo de interesse, etc. 

Conteúdo 

Lista de tabelas e figuras 

Prefácio - p. 1 

Cap. 1 - Introdução - p. 3-8 

Cap. 2 - Bens públicos, mercado e processo político - p. 9-23 

Cap. 3 - O modelo Bowen e o modelo Lindahl - p. 25-47 

Cap. 4 - Uma caracterização do processo político - p. 49-72 

Cap. 5 - Processo de revelação de preferências - p. 73-92 

Cap. 6 - Burocracia e direitos de propriedade no setor público - p. 93-122 

Cap. 7 - A economia da regulação - p. 123-145 

Apêndice A - Tecnologia e atraso de produtividade no setor público - p. 147-150 

Apêndice B - Problemas metodológicos na mensuração do setor público - p. 151-157 

Bibliografia - p. 159-166 

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Os principais problemas da agricultura brasileira: análise e sugestões 

Antônio Salazar Pessôa Brandão * (Ed.)  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1988. 399p. (Livros. Série PNPE, 18) (DOC/DIPES/IPEA 33-88)  Obs.: 2ª ed., 1992. (DOC/DIPES/IPEA 07-92) 

* Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE/FGV-RJ) 

Colaboradores: Aércio dos Santos Cunha, Alvaro Manoel, Eliseu Roberto de Andrade Alves, Elísio Contini, Fernando Bento Homem de Melo, Fernando da Silva Santiago, Fernando de Holanda Barbosa, Gervásio Castro de Rezende, José Roberto Mendonça de Barros, Mauro de Rezende Lopes, Rodolfo Hoffmann e Yony de Sá Barreto Sampaio 

Resumo: Coletânea de textos que analisam alguns dos principais aspectos da questão agrícola no Brasil, pretende contribuir com elementos que informem o debate econômico sobre as questões relacionadas com a política agrícola. Em alguns dos trabalhos são identificadas lacunas no conhecimento existente sobre tópicos relevantes. Estas linhas de pesquisa potenciais, via de regra, referem-se a problemas cuja análise e compreensão poderão vir a gerar informações úteis para a tomada de decisões. 

Conteúdo 

Lista de tabelas e gráficos 

Introdução (Antônio Salazar Pessôa Brandão) - p. 1-7 

1ª Parte: CONDICIONANTES ESTRUTURAIS E INSTITUCIONAIS 

Cap. 1 - Distribuição da renda na agricultura (Rodolfo Hoffmann) - p. 11-48 

Cap. 2 - A modernização da agricultura brasileira (Eliseu Roberto de Andrade Alves e Elísio Contini) - p. 49-98 

Cap. 3 - A questão agrária no Brasil e o plano de reforma agrária do MIRAD [Ministério da Reforma e do Desenvolvimento Agrário] (Yony de Sá Barreto Sampaio) - p. 99-137 

Cap. 4 - Mercado da terra e estrutura fundiária (Antônio Salazar Pessôa Brandão) - p. 139-179 

Cap. 5 - Economia dos recursos naturais: o caso do desmatamento na Amazônia (Aércio dos Santos Cunha) - p. 181-239 

2ª Parte: OS MERCADOS AGRÍCOLAS E AS INTERVENÇÕES GOVERNAMENTAIS 

Cap. 6 - Um tema revisitado: a resposta da produção agrícola aos preços no Brasil (Fernando de Holanda Barbosa e Fernando da Silva Santiago) - p. 243-264 

Cap. 7 - A necessidade da estabilização de preços para as culturas domésticas (Fernando Bento Homem de Melo) - p. 265-293 

Cap. 8 - Insumos agrícolas: evolução recente e perspectivas (José Roberto Mendonça de Barros e Alvaro Manoel) - p. 295-332 

Cap. 9 - Inflação, preços mínimos e comercialização agrícola: a experiência dos anos 80 (Gervásio Castro de Rezende) - p. 333-355 

Cap. 10 - Comercialização interna e externa da produção agrícola: principais problemas e sugestões (Mauro de Rezende Lopes) - p. 357-399 

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Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo 

Ricardo Alberto Bielschowsky *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1988. 536p. (Livros. Série PNPE, 19) (DOC/DIPES/IPEA 39-88)  * Professor da Faculdade de Economia e do Instituto de Economia Industrial da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IEI/UFRJ), atualmente no Escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago, Chile 

Nota: Prêmio Haralambos Simeonidis 1985 para Teses de Doutorado, da Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (ANPEC) 

Resumo: Registra a evolução do pensamento econômico na era desenvolvimentista brasileira. Sistematiza uma extensa literatura, cobrindo a grande maioria dos livros, periódicos especializados e documentos governamentais relevantes ao estudioso das idéias econômicas geradas no principal período de formação industrial do país. 

Conteúdo 

Agradecimentos - p. 1-2 

INTRODUÇÃO GERAL - p. 3 

Cap. 1 - Objetivos e metodologia - p. 5-10 

Cap. 2 - Algumas características básicas do quadro analítico subjacente ao debate desenvolvimentista brasileiro - p. 11-35 

1ª Parte: AS CORRENTES DO PENSAMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: 1945/64 

Cap. 1 - Introdução: neoliberalismo, desenvolvimento, socialismo - p. 39-41 

Cap. 2 - O pensamento liberal - p. 43-90 

Cap. 3 - O pensamento desenvolvimentista - p. 91-211 

Cap. 4 - O pensamento socialista - p. 213-245 

Cap. 5 - O pensamento independente de Ignácio Rangel - p. 247-282 

Cap. 6 - Quadro-síntese das correntes de pensamento econômico atuantes no período 1945/64 - p. 283-285 

2ª Parte: A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo - 1930/64 

Cap. 1 - O ciclo ideológico e as origens do desenvolvimentismo: 1930/45 - p. 289-302 

Cap. 2 - O pensamento econômico e o amadurecimento do desenvolvimentismo - p. 303-463 

Cap. 3 - Características gerais do pensamento econômico nas fases de auge e crise do desenvolvimentismo: 1956/64 - p. 465-500 

SUMÁRIO E CONCLUSÕES - p. 501-507 

Bibliografia - p. 511-536 

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John M. Keynes: cinqüenta anos da Teoria Geral 

Edward Joaquim Amadeo Swaelen * (Ed.)  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1989. 176p. (Livros. Série PNPE, 20) (DOC/DIPES/IPEA 48-89)  Obs.: 2ª ed., 1992. (DOC/DIPES/IPEA 08-92) 

* Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) 

Colaboradores: Carlo Benetti, Fernando Maurício Caldeira Brant Saldanha, Geoff C. Harcourt, Joaquim Pinto de Andrade, Murray Milgate, Stephen A. Marglin, Victoria Chick 

Resumo: Resultado de um seminário realizado durante o XIV Encontro Nacional de Economia, da Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (ANPEC), Brasília (DF), dez. 1986, em função do cinqüentenário da publicação do livro Teoria Geral do Emprego, do Juro e do Dinheiro de John Maynard Keynes. Discute alguns aspectos do pensamento econômico e político de Keynes e situa historicamente sua obra. Reúne os artigos apresentados durante o Encontro e pretende incentivar o debate em torno da pesquisa keynesiana no Brasil. 

Conteúdo 

Cap. 1 - Introdução (Edward Joaquim Amadeo Swaelen) - p. 1-14 

Cap. 2 - A idade de ouro do capitalismo: um réquiem inspirado por Keynes (Stephen A. Marglin) - p.15-32 

Cap. 3 - A Teoria Geral de Keynes 50 anos depois: o que resta? (Victoria Chick) - p. 33-43 

Cap. 4 - O legado de Keynes: métodos teóricos e assuntos inacabados (Geoff C. Harcourt) - p. 45-62 

Cap. 5 - Schumpeter e Keynes sobre as possibilidades econômicas do capitalismo (Murray Milgate) - p. 63-85 

Cap. 6 - A Teoria Geral 50 anos depois: Keynes e a teoria neokeynesiana contemporânea (Carlo Benetti) - p. 87-99 

Cap. 7 - Comentários sobre o ensaio do Prof. Benetti (Fernando Maurício Caldeira Brant Saldanha) - p. 101-102 

Cap. 8 - Investimento e acumulação: uma visão neokeynesiana (Stephen A. Marglin) - p. 103-118 

Cap. 9 - Comentários sobre o ensaio do Prof. Marglin (Geoff C. Harcourt) - p. 119-122 

Cap. 10 - A ressurreição da teoria dos fundos de empréstimos e o motivo finanças de Keynes (Joaquim Pinto de Andrade) - p. 123-150 

Bibliografia - p. 151-168 

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Ensaios sobre mark-up (com especial referência ao caso brasileiro) 

Juan Carlos Lerda Gandia *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1990. 134p. (Livros. Série PNPE, 21) (DOC/DIPES/IPEA 02-90)  * Professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (Eco/UnB), atualmente no Escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago, Chile 

Resumo: Estuda a formação de preços em economias com ramos e gêneros industriais altamente oligopolizados. Observa que a formulação habitual da teoria neoclássica da firma não se apóia no uso da noção de mark-up, e que o critério geral para fixar preços ótimos ao longo do tempo é dado pela maximização do valor presente do fluxo intertemporal de lucros esperados. Pretende, a partir daí, imaginar alguma forma de expressar o problema da teoria neoclássica da firma de modo a incluir a noção de mark-up. Procura tornar explícito o mark-up ótimo embutido no modelo da firma que maximiza lucros no curto prazo em condições de concorrência. Reconstrói alguns resultados convencionais da teoria neoclássica, usando explicitamente o coeficiente de mark-up ótimo (aqui chamado de implícito). Aborda diversos de seus aspectos, como o seu nível ótimo em regime de concorrência e de monopólio, a sua relação com a inércia inflacionária e a sua dimensão temporal. Usa algumas das relações estabelecidas anteriormente para um exame preliminar das hipóteses sobre a variação do mark-up ao longo do ciclo. Conclui com uma resenha da literatura econômica brasileira sobre mark-up

Conteúdo 

Agradecimentos - p. 1 

Cap. 1 - Considerações preliminares sobre o nível ótimo de mark-up implícito em concorrência - p. 3-21 

Cap. 2 - Nível ótimo do mark-up num regime de monopólio - p. 23-41 

Cap. 3 - Mark-up e inércia inflacionária - p. 43-75 

Cap. 4 - Mark-up e dimensão tempo: algumas conexões - p. 77-106 

Cap. 5 - Mark-up na literatura econômica brasileira: resenha parcial - p. 107-119 

Bibliografia - p. 121-126 

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Macroeconomia do crescimento do governo  

Jorge Vianna Monteiro *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1990. 142p. (Livros. Série PNPE, 22) (DOC/DIPES/IPEA 21-90)  * Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) 

Resumo: Dando continuidade a seus trabalhos anteriores (Fundamentos da política pública, Série PNPE, 1, e Economia do setor público, Série PNPE, 17), o autor propõe-se a aprofundar a visão analítica da economia pública, tentando responder questões como, por exemplo, por que razão o governo cresce. Pretende discutir o momento corrente de uma sociedade que acaba de passar por uma redefinição de sua moldura constitucional e, por isso, considera esses conhecimentos analíticos úteis para ajudar na formulação de políticas públicas mais duradouras dos recentes planos econômicos, como o Plano Cruzado. 

Conteúdo 

Lista de gráficos e tabelas 

Prefácio do autor - p. 1-2 

Cap. 1 - Introdução - p. 3-7 

Cap. 2 - A economia do governo representativo - p. 9-25 

Cap. 3 - Controle de agenda - p. 27-41 

Cap. 4 - Ilusão fiscal - p. 43-58 

Cap. 5 - O mecanismo da expansão da burocracia - p. 59-77 

Cap. 6 - Grupos de interesse - p. 79-99 

Cap. 7 - A política de crescimento de governo - p. 101-116 

Cap. 8 - Mensuração da economia pública: problemas metodológicos e o caso brasileiro - p. 117-131 

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A ironia na história do pensamento econômico 

Ricardo de Mendonça Lima Tolipan *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1990. 94p. (Livros. Série PNPE, 23) (DOC/DIPES/IPEA 22-90)  * Professor do Instituto de Economia Industrial da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IEI/UFRJ) 

Resumo: Resume a história do pensamento econômico e sua crise atual, analisa o efeito da crise da ciência econômica e reabre a discussão sobre as obras de Piero Sraffa e David Ricardo, fazendo uma reflexão sobre o sentido metodológico dessas obras e a relação entre elas. Defende a hipótese de que Sraffa representa a irrupção da ironia no pensamento econômico. E conclui afirmando que Sraffa expressa a impossibilidade do pensamento econômico, vez que a economia política é que dominaria a ciência econômica. 

Conteúdo 

Prólogo - p. 1-3 

Cap. 1 - Crise e história do pensamento econômico - p. 5-27 

Cap. 2 - Sraffa e o retorno aos clássicos - p. 29-51 

Cap. 3 - O sentido metodológico da obra de Sraffa - p. 53-68 

Apêndice - Considerações sobre o ponto de partida em Marx - p. 69-76 

Epílogo - p. 77-78 

Bibliografia - p. 79-84 

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A década republicana: o Brasil e a economia internacional - 1888/1900 

Gustavo Henrique de Barroso Franco *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1991. 122p. (Livros. Série PNPE, 24) (DOC/DIPES/IPEA 38-91)  * Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) 

Nota: Resultado do Projeto de pesquisa O Brasil e a Economia Internacional, 1870-1914 

Resumo: Trata de assuntos macroeconômicos do relacionamento do Brasil com a economia internacional na última década do século XIX. Aborda os seguintes temas: o sistema monetário internacional sob o regime da Pax Britannica; o balanço de pagamentos do Brasil; a macroeconomia da inserção internacional brasileira; e a condução da política econômica na primeira década após a Proclamação da República. 

Conteúdo 

Apresentação (Winston Fritsch) - p. 1-2 

Prefácio - p. 3-4 

Abreviaturas utilizadas - p. 5 

Cap. 1 - Introdução e plano do trabalho - p. 7-12 

Cap. 2 - Assimetrias sistêmicas sob o padrão-ouro - p. 13-31 

Cap. 3 - O balanço de pagamentos do Brasil - 1897/1900 - p. 33-60 

Cap. 4 - O Brasil e a economia internacional - p. 61-80 

Cap. 5 - Política econômica durante a primeira década republicana - p. 81-97 

Epílogo: a década de 1890 em perspectiva - p. 99-100 

Bibliografia - p. 101-111 

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Brasil e México: duas experiências de ajuste estrutural 

Marta Pinheiro de Castello Branco  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1993. 231p. (Livros. Série PNPE, 25) (DOC/DIPES/IPEA 91-93)  Nota: Tradução da tese de doutorado da autora, apresentada ao Departamento de Economia da Universidade de Princeton (USA), em 1987 

Resumo: O padrão cíclico seguido pelo Brasil e pelo México nos anos 70 e 80 é familiar na América Latina, onde os países enfrentam problemas de balanço de pagamentos que os forçam a adotar medidas de austeridade. Os dois maiores devedores da América Latina - Brasil e México - foram profundamente afetados pelos fatores internos e externos que precipitaram seus problemas financeiros em 1982. Cada país, no entanto, foi diferentemente atingido pela mudança na situação internacional, que passou de "baixas taxas de juros e crescimento acelerado das exportações" na década de 70 para "altas taxas de juros e crescimento reduzido das exportações" nos anos 80. Isso, por sua vez, influenciou as distintas respostas de política que os dois países deram à nova situação. Este trabalho visa contribuir para o entendimento de tais diferenças, direcionando a análise para o período de três anos que se seguiu à crise financeira de 1982, quando os dois países se engajaram em programas de estabilização propostos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Inicialmente, examina a origem da crise da dívida que os afligia, desenvolvendo em seguida um esquema teórico para analisar o período 1983/85 e mostrando alguns resultados empíricos extraídos da aplicação dos modelos apresentados. Conclui com uma análise retrospectiva dos choques externos verificados nos anos 70 e da crise da dívida na década de 80. A adoção de políticas macroeconômicas irrealistas pelo México na década de 70 foi a principal causa de seus problemas na década seguinte, enquanto no caso do Brasil os fatos indicam que os choques externos foram mais importantes. Antes da crise da dívida de 1982, quando ainda se podia contar com empréstimos voluntários, os empréstimos externos não eram usados tão produtivamente no México quanto no Brasil. Não houve suficiente investimento na indústria de transformação mexicana, o que teria aumentado a diversificação e reduzido a grande dependência do país quanto a insumos importados. Na verdade, montante substancial da dívida externa foi usado para financiar uma taxa de câmbio sobrevalorizada e a fuga de capitais. No Brasil, por sua vez, a dívida externa foi usada na década de 70 para financiar importantes programas de investimento, que visavam à mudança da estrutura de seu comércio exterior, pela substituição de importações e diversificação das exportações. Inexistem indícios de fuga de capitais antes da crise da dívida ou de sobrevalorização cambial. 

Conteúdo 

Agradecimentos - p. 1-2 

Resumo - p. 3-4 

Introdução - p. 5-8 

Cap. 1 - Brasil e México diante da crise da dívida - p. 9-59 

Cap. 2 - O caso brasileiro - 1982/85 - p. 61-135 

Cap. 3 - A experiência mexicana - 1982/85 - p. 137-183 

Cap. 4 - Resultados empíricos - p. 185-212 

Cap. 5 - Conclusão - p. 213-223 

Bibliografia - p. 225-231 

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Estratégia macroeconômica 

Jorge Vianna Monteiro *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1994. 176p. (Livros. Série PNPE, 26) (DOC/DIPES/IPEA 58-94)  * Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) 

Resumo: Livro de teoria econômica que se propõe a caracterizar uma série deficiência na concepção de estratégia macroeconômica, como comumente utilizada na Economia convencional e subjacente aos experimentos econômicos no mundo real, em especial nos planos de estabilização econômica no Brasil: sua desvinculação das instituições políticas. Seguindo a linha analítica de trabalhos anteriores do autor [Economia do setor público, Série PNPE, 17, e Macroeconomia do crescimento do governo, Série PNPE, 22], também financiados pelo PNPE, o presente estudo enfatiza progressivamente a ambientação institucional da teoria econômica, porém sem comprometimentos com esta ou aquela sugestão, liberal ou não, para a economia brasileira. Constrói a argumentação de que as instituições inerentes às escolhas coletivas são fundamentais e devem ser levadas em conta na determinação do equilíbrio macroeconômico, e estuda e evidencia em profundidade seus processos geradores. Assim, além de sua importância para os alunos regulares de um curso de Economia, este livro está organizado de maneira a servir como base à seqüência de tópicos em um curso de política e planejamento econômico, ou mesmo como complemento ao programa de teoria macroeconômica. 

Conteúdo 

Prefácio - p. 1-4 

Introdução - p. 5-10 

Cap. 1 - Conceitos de estratégia macroeconômica - p. 11-24 

Cap. 2 - A maximização da utilidade social - p. 25-37 

Cap. 3 - O modelo de escolhas coletivas - p. 39-53 

Cap. 4 - Propriedades da política econômica do governo representativo - p. 55-81 

Cap. 5 - A Constituição como política econômica - p. 83-105 

Cap. 6 - Sobre promessas, ameaças e surpresas - p. 107-127 

Cap. 7 - Credibilidade e política econômica - p. 129-150 

Cap. 8 - A economia brasileira: olhando por uma janela diferente - p. 151-176 

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A demografia da desigualdade no Brasil 

Charles Howard Wood * e José Alberto Magno de Carvalho **  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, 1994. 330p. (Livros. Série PNPE, 27) (DOC/DIPES/IPEA 65-94)  * Professor do Population Research Center, Department of Sociology, The University of Texas at Austin, TX (USA) 

** Professor do Departamento de Demografia do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG) 

Nota: Tradução, devidamente atualizada, da primeira edição: The demography of inequality in Brazil (Cambridge University Press, 1988); tradutor: Haydn Coutinho Pimenta 

Resumo: Singular na abordagem da distribuição de renda e de suas conexões no processo de desenvolvimento brasileiro, sua relevância está no fato de colocar a necessidade de referir o processo, de modo desagregado, às suas repercussões sobre as condições de vida de diferentes segmentos da população. Apresenta um "mapa conceitual", composto de três modelos articulados entre si: infra-estrutura econômico-demográfica, sistema de estratificação e superestrutura político-ideológica. Desenvolve análise a partir desse referencial, que resulta em abrangente estudo da evolução demográfica do país, através do desenvolvimento das relações do demográfico com o econômico, o social e o político. Contribui para influir, de alguma forma, na concepção de políticas econômicas e sociais, no sentido de que levem em conta as implicações das mudanças no padrão demográfico do país. 

Conteúdo:  

Prefácio (Isaac Kerstenetzky) - p. 1-2 

Apresentação da edição original (Charles Howard Wood) - p. 3 -4 

Apresentação da edição brasileira (José Alberto Magno de Carvalho) - p. 5-6 

Cap. 1 - Introdução - p. 7-18 

Cap. 2 - Base teórica para o estudo de população, desenvolvimento e desigualdade - p. 19-59 

Cap. 3 - Crescimento e distribuição: uma perspectiva histórica - p. 61-99 

Cap. 4 - Desigualdade de renda e expectativa de vida - p. 101-119 

Cap. 5 - Política salarial, mortalidade infantil e ação social coletiva em São Paulo - p. 121-152 

Cap. 6 - Desigualdade racial e mortalidade infantil - p. 153-176 

Cap. 7 - O colapso da fertilidade - p. 177-206 

Cap. 8 - Distribuição de renda e crescimento populacional - p. 207-224 

Cap. 9 - Estrutura agrária e êxodo rural - p. 225-245 

Cap. 10 - Colonização e expansão da fronteira da Amazônia - p. 247-262 

Cap. 11 - O desenvolvimento e a persistência do subdesenvolvimento - p. 263-272 

Cap. 12 - A demografia da desigualdade no Brasil: resumo e conclusões - p. 273-287 

Apêndice - Observações sobre o método - p. 289-292 

Bibliografia - p. 293-321 

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A eficiência marginal do capital como critério de avaliação econômica de projetos de investimentos 

Clovis José Daudt Lyra Darrigue de Faro *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, PNPE; IBMEC, 1985. 179p. (Livros. Série PNPE em co-edição, 1) (DOC/DIPES/IPEA 332.67018 - F 237)  * Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE/FGV-RJ), do Curso de Mestrado de Engenharia da Produção da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCE/UERJ) 

Nota: Tese para concurso de professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF) 

Resumo: Apresenta uma rigorosa exposição do critério de eficiência marginal do capital - também chamado de taxa interna de retorno -, propiciando uma aplicação correta deste método de seleção de projetos de investimento, nem sempre utilizado de forma adequada. 

Conteúdo:  

Prefácio - p. 5 

Cap. 1 - O critério de eficiência marginal do capital - p. 7-17 

Cap. 2 - Unicidade da eficiência marginal do capital no campo geral das taxas de juros com significação econômica - p. 19-61 

Cap. 3 - Unicidade da eficiência marginal do capital no campo das taxas de juros não-negativas - p. 63-107 

Cap. 4 - Determinação do valor numérico da eficiência marginal do capital - p. 109-151 

Cap. 5 - Algoritmo conceitual para a implementação do critério da eficiência marginal do capital - p. 153-171 

Bibliografia - p. 173-179 

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Desequilíbrios regionais e concentração industrial no Brasil: 1930-1970 

Wilson Cano *  Rio de Janeiro: DIPES/IPEA, PNPE; São Paulo: Global Editora; Campinas: Editora da Unicamp, 1985. 369p. (Livros. Série PNPE em co-edição, 2) (DOC/DIPES/IPEA 330.981 - C 227 - d)  Nota: Versão resumida da tese de livre-docência do autor, de mesmo título, para o Departamento de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 

* Professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE/Unicamp) 

Resumo: Discute a questão regional brasileira - através do exame do processo de integração do mercado nacional, nele destacando-se a análise do setor industrial - sob duas perspectivas. A primeira, descartada pelo autor, analisa a falácia ideológica esboçada pelas elites dominantes locais que vêem no "imperialismo paulista" e no separatismo, ou na maior remessa de recursos públicos, a causa e solução para o problema. A segunda, defendida pelo autor, aponta que os desequilíbrios regionais tiveram origem anterior a 1930. Ressalta que é entre a crise de 1929/33 e a industrialização do país (1955/70) que se dão a formação e a integração do mercado nacional, sob o predomínio da economia paulista, que estabelece uma relação de complementaridade econômica inter-regional. Conclui que a miséria - que é nacional - não será debelada por simples esquemas de incentivos fiscais regionais ao capital. E que, para isso, é preciso um amplo programa de mudanças sociais, entre as quais se colocam a reforma agrária e a reordenação do gasto público. 

Conteúdo 

Apresentação - p. 15-19 

Cap. 1 - Introdução - p. 21-49 

Cap. 2 - Linhas gerais da dinâmica regional até a "crise de 1929" - p. 51-71 

Cap. 3 - Movimento da indústria e sua concentração regional (1930-1970) - p. 73-121 

Cap. 4 - Emprego, produtividade, salário-produto e excedente - p. 123-156 

Cap. 5 - Integração do mercado e constituição da periferia nacional - p. 157-298 

Conclusões - p. 299-316 

Apêndice estatístico - p. 317-359 

Bibliografia - p. 361-369 

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Valorando a natureza: análise econômica para o desenvolvimento sustentável 

Ronaldo Serôa da Motta * e Peter Herman May ** (Orgs.)  Rio de Janeiro: Campus; DIPES/IPEA, PNPE, 1994. 196 + xxii p. (DOC/DIPES/IPEA 333.715 - M 467)  * Técnico de Planejamento e Pesquisa e Coordenador de Estudos do Meio Ambiente da Diretoria de Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (DIPES/IPEA) 

** Professor visitante e coordenador do Programa de Economia Ecológica e Políticas Agrárias (ProEco) do Curso de Pós-Graduação em Economia Agrícola da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ), ex-assessor da Fundação Ford no Brasil e Oficial Florestal da FAO em Roma, atualmente coordena o Projeto Eco-Eco Brasil da Fundação Rockefeller 

Colaboradores: Adam Rose, Antonio Evaldo Comune, Bibhas Saha, Fábio Feldmann, Herman E. Daly, J. P. Painuly, Jyoti Parikh, Kirit Parikh, Maria de Lourdes Davies de Freitas, Peter Bartelmus, Robert Costanza, Sergio Margulis, Subir Gokarn, Thomas H. Tietenberg e Vibhooti Shukla 

Resumo: Coletânea de artigos, reflete a crescente preocupação com os atuais padrões de crescimento econômico que podem resultar na inviabilidade da vida humana na Terra. Aponta que a Conferência das Nações Unidas para Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), conhecida por Rio-92, introduziu definitivamente nas agendas políticas nacionais e internacionais o objetivo do desenvolvimento sustentável. 

Conteúdo 

Prefácio (Fábio Feldmann) 

Introdução (Peter Herman May e Ronaldo Serôa da Motta) 

Cap. 1 - Padrões de consumo: a força propulsora do esgotamento ambiental (Jyoti Parikh, Kirit Parikh, Subir Gokarn, J. P. Painuly, Bibhas Saha e Vibhooti Shukla) - p. 1-10 

Cap. 2 - Uma abordagem de certificados negociáveis à política de aquecimento global: o papel da eqüidade na instituição de alocações (Adam Rose) - p. 11-32 

Cap. 3 - Financiamentos externos para o meio ambiente no Brasil (Maria de Lourdes Davies de Freitas) - p. 33-44 

Cap. 4 - Meio ambiente, economia e economistas: uma breve discussão (Antonio Evaldo Comune) - p. 45-59 

Cap. 5 - Estimativas dos custos ambientais no México (Sergio Margulis) - p. 61-92 

Cap. 6 - Administrando a transição para um desenvolvimento sustentável: o papel dos incentivos econômicos (Thomas H. Tietenberg) - p. 93-109 

Cap. 7 - Economia ecológica: uma agenda de pesquisa (Robert Costanza) - p. 111-144 

Cap. 8 - Capacidade de suporte como um instrumento de política e desenvolvimento: a Amazônia equatoriana e o Chaco paraguaio (Herman E. Daly) - p. 145-155 

Cap. 9 - A contabilidade verde para o desenvolvimento sustentável (Peter Bartelmus) - p. 157-175 

Cap. 10 - Contabilizando o consumo de capital natural (Ronaldo Serôa da Motta e Peter Herman May) - p. 177-195 

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