Notas de 1999

Notas de 2000

 

61 - Tendência da inflação em alta (19/07/2001)

Os Indicadores IPEA de Tendência Prospectiva da Inflação, em junho, mostram aumentos no caso do IPCA e, de forma mais acentuada, no caso do IPA. Desde março, observa-se elevação dos Indicadores de Tendência do IPCA e do IPA, sugerindo que, subjacentes aos choques dos preços dos alimentos e administrados que aparecem nos aumentos excepcionais observado nas taxas de inflação, existem pressões inflacionárias mais suaves comuns a todos os preços. Até o momento, contudo, no caso do IPCA, a tendência da inflação manteve-se abaixo dos 6 porcento fixado como limite superior da meta de inflação em 2001. A inflação de junho refletiu principalmente o reajuste de 22 porcento da tarifa de ônibus concedido em maio em São Paulo, o qual respondeu sozinho por 44 porcento da variação total do índice. A inflação deve apresentar alta nos próximos dois meses, refletindo a conjunção dos aumentos de tarifas públicas – especialmente energia elétrica e telefones – com a sazonalidade adversa dos produtos de alimentação. É possível, no entanto, esperar uma entresafra menos rigorosa no que se refere aos aumentos de preços em comparação com o ano passado, já que se parte de patamares bastante altos. Texto completo
61 - Produção industrial apresenta nova redução em junho (17/07/2001) 

No primeiro mês de racionamento, o Indicador IPEA mostra desaceleração da produção industrial. Eliminando fatores sazonais, a redução foi de 2,2 porcento em junho. O resultado é decorrente da redução de 17,6 porcento na produção de aço e de 12,3 porcento na de veículos. Além da produção industrial, a demanda também está em queda. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, em maio houve uma queda de 2,3 porcento no volume de vendas ante o mesmo mês do ano passado. No setor de eletrodomésticos, dados da Eletros para o mês de junho mostram forte queda: 20,9 porcento na venda de televisores sobre o mesmo mês do ano passado e de 30,8 porcento nos sistemas de som. No caso dos portáteis, a queda de 39,7 porcento. Por outro lado, a confiança do consumidor melhorou em julho depois da forte contração de maio devido ao anúncio do racionamento. Tal melhora provavelmente é reflexo da percepção dos consumidores que era possível reduzir o consumo de energia sem maiores transtornos. Texto completo

60 - Tendência da inflação em alta, apesar de queda nas taxas (27/06/2001)

A partir deste mês, o IPEA adota nova metodologia para suas estimativas de indicadores de Tendência Prospectiva da Inflação. O novo método estima a tendência robusta comum dos componentes dos índices de inflação (inicialmente o IPCA/IBGE e IPA-OG/FGV), para tanto utilizando pesos inversamente proporcionais à  variabilidade temporal de cada componente e definindo a tendência como a inflação média dos quatro meses seguintes. Segundo essa nova metodologia, a tendência para o IPCA, com dados até maio, aponta para uma taxa de inflação média anualizada de 5 porcento — 0,15 ponto percentual superior à de abril, a despeito do recuo do índice observado no período. Para o IPA, a tendência indica inflação anualizada de 8 porcento, e sua trajetória tem sido de crescimento desde o início do ano. Texto completo

59 - Maio confirma reversão da produção industrial (22/06/2001)

Indicador IPEA da produção industrial, em maio, diminuiu 1,7 porcento, em termos dessazonalizados.  Trata-se da terceira queda mensal consecutiva.  Em relação a maio do ano passado, o indicador cresceu 4 porcento; embora expressivo,  esse crescimento é significativamente menor que os 6,1 porcento em abril. Acompanhando a perda de fôlego da indústria, o desemprego também cresceu em maio, atingindo 6,9 porcento. Além da produção, a demanda no varejo continua em um movimento descendente, porém em ritmo ainda lento. A exceção é o setor de eletrodomésticos, cujas vendas industriais, em virtude do racionamento de energia, sofreram  queda acentuada em maio, após experimentar forte expansão nos quatro primeiros meses do ano. Texto completo
58 - Produção industrial estável em abril (30/05/2001)

A produção industrial manteve-se estável em abril segundo o Indicador IPEA. Sobre o mês de março, houve queda dessazonalizada de 1 porcento e crescimento de 7 porcento sobre abril do ano passado. A desaceleração do crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano em comparação com o quarto de 2000 e a perspectiva de racionamento criaram um novo cenário para a economia brasileira. Dessa forma, o IPEA refez suas projeções macroeconômicas para 2001. O impacto estimado do racionamento sobre o PIB é de redução de 1 ponto percentual, de 4 porcento para 3 porcento de crescimento. A inflação medida pelo INPC deve chegar a 6 porcento e medida pelo IPA, a 8,9 porcento. O efeito estimado sobre o desemprego é mais modesto: na média do ano, deve passar de 6,4 porcento para 6,8 porcento. Texto completo

57 - Tendência da inflação mais alta em abril (22/05/2001) 

A tendência da inflação acompanhou a alta dos índices de preços em abril, projetando uma variação de 3,6% a.a. para o IPCA. Esse movimento da tendência estendeu-se para os demais índices ao consumidor, exceto o IPA onde a tendência declinou ligeiramente embora mantendo-se em patamar bem superior à dos IPCs. A aceleração da inflação em abril deve-se, em grande parte, ao preço dos alimentos, que respondem por 64% da variação do IPCA. A queda dos preços dos combustíveis contribuiu para conter o aumento do IPCA em abril. Texto completo

56 - Indicador IPEA: produção em nível elevado, porém estável (2/05/2001)

O Indicador IPEA de produção industrial cresceu 0,6 porcento, no mês de março, mostrando estabilidade em relação ao mês anterior. Na comparação com 2000, o crescimento foi de 9,7 porcento, em março, de 7,6 porcento, no acumulado do ano. O setor automobilístico novamente liderou o crescimento industrial, acumulando expansão de 23,6 porcento nos primeiros três meses do ano. No comércio, os dados dessazonalizados de consultas ao Telecheque e ao SPC da ACSP mostraram queda de 4,7 porcento e 7,2 porcento, respectivamente, em abril. Para os meses vindouros, contudo, projeta-se desaceleração da demanda dados os recentes aumentos na taxa de juros e as incertezas quanto à trajetória da economia.
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55 - Tendência da inflação declinou em Março, mesmo com aumento em alguns índices. (20/04/2001)

A inflação de março em relação à de fevereiro foi menor para o IPCA e INPC, porém aumentou no caso do índice da Fipe e do IPCA. Para todos eles, contudo, a tendência prospectiva reduziu-se, indicando que os aumentos estiveram concentrados em um pequeno grupo de produtos. No IPCA, o esgotamento do impacto dos aumentos de transporte público e educação foi parcialmente neutralizado por aumentos na taxa de variação do preço dos alimentos. Essa característica marcou também o comportamento dos preços no atacado, com forte pressão dos produtos agrícolas. Texto completo

54 - Queda de 1,4 porcento no Indicador IPEA, em fevereiro, sinaliza retorno à tendência sustentável (27/03/2001)

A produção industrial, segundo dados setoriais de produção resumidos no Indicador IPEA, teria apresentado queda de 1,4%, em termos dessazonalizados, relativamente a janeiro. Frente a fevereiro do ano passado a redução foi de 2,1%, mas o menor número de dias úteis em fevereiro deste ano implica em crescimento de 8,2% pela média diária. No mercado de trabalho, destaca-se a redução de cerca de 1,5 ponto percentual na taxa de desemprego dessazonalizada entre outubro de 2000 e janeiro deste ano. Isso colocaria a taxa de desemprego abaixo do nível estimado para a NAIRU – a taxa de desemprego consistente com a estabilidade da inflação – porém ainda dentro do intervalo de confiança da estimativa. Texto completo

53 - Inflação: queda dos índices em fevereiro inferior à expectativa; Tendência estável (15/03/2001).

Apesar da queda do IPCA em fevereiro, de 0,57% para 0,46%, a desaceleração ficou abaixo do esperado. O indicador de tendência calculado pelo IPEA, no entanto, permaneceu praticamente estável em relação a janeiro, em torno de 3,8% a.a. A manutenção do índice em patamar superior ao esperado resultou de reajustes de tarifas de ônibus, do efeito defasado dos aumentos em educação e da elevação dos preços dos remédios. No IPA, os preços industriais apresentaram redução da taxa de crescimento enquanto os produtos agrícolas reverteram a trajetória de queda. A perspectiva para a inflação nos próximos meses é de desaceleração, embora a taxa de 12 meses ainda vá se manter no patamar dos 6% a.a. até o início do segundo semestre. Texto completo  

52 - Crescimento econômico contribui para o aumento do superávit primário e recuo da relação dívida/PIB (9/03/2001)

Os primeiros resultados fiscais do ano — superávit primário consolidado de R$ 5,6 bilhões, ou 6,1 por cento do PIB, e redução de 0,3 ponto percentual na dívida líquida do setor público como proporção do PIB — apontam para a continuidade da política de estabilidade fiscal, facilitada pelo ciclo de crescimento. Destaca-se o desempenho da arrecadação que, induzido pelo  aquecimento da atividade econômica, produziu no governo central recorde da receita administrada, que atingiu R$ 17,4 bilhões, e redução do déficit do INSS. A queda da relação dívida/PIB refletiu sobretudo a redução da taxa básica de juros, no final de dezembro e início de janeiro, e o crescimento do produto. Texto completo  

51 - Indicador IPEA: produção industrial manteve-se elevada em janeiro (23/02/2001)

O Indicador IPEA da produção industrial aponta para a manutenção da produção industrial em patamar elevado, apenas ligeiramente abaixo daquele registrado em dezembro. O crescimento contra janeiro é da ordem de 13,5%. Esse resultado, associado a nova queda na taxa de desemprego em termos dessazonalizados e aos resultados preliminares de vendas no comércio, sinalizam com perspectiva favorável de crescimento para o ano. Texto completo  

50 - Alimentos pressionam inflação em janeiro (14/02/2001)

A despeito da pequena redução do IPCA em janeiro frente a dezembro, de 7,31% a.a. para 7,06% a.a. em termos de taxas mensais anualizadas, o indicador de tendência prospectiva acabou registrando pequena elevação frente ao valor do mês anterior, passando de 3,03% a.a para 3,73% a.a. Esse aumento pode estar refletindo uma menor dispersão dos aumentos frente a dezembro, quando a inflação foi muito influenciada por um único aumento, o da gasolina, que sozinho explicou cerca de 60% da variação do índice. Em contraste com o IPCA, o IGP-DI apresentou forte redução, como reflexo do comportamento dos preços no atacado, cuja variação declinou de 10,7% para 4,9% em termos de taxas mensais anualizadas. O fim do efeito de pressões sazonais e de elevações localizadas em preços administrados, combianda à tendência de queda do preço dos alimentos, devem contribuir para uma expressiva redução da inflação nos próximos meses. Texto completo  
49 - Estabilidade da tendência da inflação em dezembro (23/01/2001)

A ligeira aceleração dos índices de preços em dezembro último não afetou significativamente as medidas de tendência, que continuam apontando para níveis de inflação bastante baixos, emtorno de 3% a.a. no caso dos IPCs. As pressões em dezembro estiveram localizadas em itens específicos, em particular combustíveis. O resultado acumulado pelo IPCA no ano ficou pouco abaixo da meta de inflação de 6%, e as perspectivas para 2001 são de que novamente a meta, cujo ponto médio foi fixado em 4%, venha a ser atingida. Texto completo  

48 - Reavaliação de risco facilita captações brasileiras (12/01/2001)

Nas primeiras duas semanas do ano o Brasil já captou US$ 2,4 bilhões no mercado internacional,  com destaque para o lançamento de US$ 1,5 bilhão em bônus globais e a venda no mercado europeu  de bônus de dez anos no valor de 1 bilhão de euros. O sucesso dessas operações reflete a percepção mais otimista sobre a economia brasileira, por parte do mercado financeiro internacional, especialmente no que concerne aos resultados fiscal e comportamento da inflação. O resultado da balança comercial na primeira semana de janeiro foi praticamente equilibrado (déficit de US$ 4 milhões). O fato positivo é que após quatro meses consecutivos, as médias diárias das exportações apresentaram crescimento superior as médias diárias das importações, contra igual período do ano anterior, 20,2% e 16,6% respectivamente. Porém, como os dados se referem apenas aos primeiros dias do mês, não se pode afirmar que indique uma tendência bem definida, capaz de reverter as expectativas originada no resultado de 2000. Texto completo  

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