A DESORDEM DO TRABALHO

Carlos Alonso Barbosa de Oliveira

Resumo


A dramática dimensão do desemprego e a deterioração do mercado de trabalho nos países centrais têm atraído a atenção de acadêmicos, pesquisadores, sindicalistas e governantes. No Brasil, entretanto, a questão tem sido tratada marginalmente, e a preocupação oficial resume-se, por um lado, em desindexar os salários e, por outro, em reduzir os encargos sociais sobre a folha de pagamento. Empresários, autoridades e certos pesquisadores insistem na questão de que os salários são baixos no Brasil, mas o custo do trabalho é alto, devido aos encargos sociais que tornariam rígidos os custos para as empresas. A afirmação, entretanto, não tem amparo nos fatos, já que o custo horário do trabalho (que compreende salários e o total dos encargos, inclusive férias, descanso remunerado, etc.) no país é um dos mais baixos do mundo. Basta observar as altíssimas taxas de rotatividade e a rapidez dos ajustes no emprego perante as variações nos níveis de atividade para concluir que os contratos de trabalho não são rígidos. É no mínimo surpreendente tomar o acessório (os encargos) como indicador de rigidez nos custos.

Palavras-chave


DESORDEM DO TRABALHO

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