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TD 1630 - O Uso da Sintaxe Espacial na Análise do Desempenho do Transporte Urbano: Limites e Potencialidades


Rafael Henrique Moraes Pereira, Ana Paula Borba Gonçalves Barros, Frederico Rosa Borges de Holanda e Valério Augusto Soares de Medeiros / Rio de Janeiro, junho de 2011 

O presente estudo explora o potencial de aplicação da Sintaxe Espacial (SE) para se analisar os efeitos da configuração urbana sobre o desempenho do transporte nas cidades. Tomou-se como estudo de caso a configuração urbana dos sistemas viários do Distrito Federal (Brasil) e de suas 19 Regiões Administrativas (RAs) além da informação sobre o tempo médio despendido nos deslocamentos realizados em automóveis dentro desses sistemas. Com análises de Regressão Linear Simples, se buscou avaliar o efeito que o grau de integração das diferentes configurações urbanas (mensurado por variáveis configuracionais tradicionais e variáveis topo-geométricas) teria sobre o tempo médio despendido nesses deslocamentos. Os resultados encontrados sugerem que existe um baixo potencial para a aplicação das medidas topológicas mais tradicionais em estudos acerca dos efeitos da configuração viária sobre o desempenho do transporte urbano; que este potencial pode ser largamente ampliado ao se utilizar medidas topogeométricas para caracterização da configuração urbana; e que sistemas viários mais integrados e mais compactos (em termos topológicos e geométricos) tendem a proporcionar uma configuração urbana mais eficiente para o desempenho do transporte urbano motorizado com menores tempos de deslocamento.

This paper explores the potentials of applying Space Syntax methodology to analyze the effects of urban configuration on cities’ transport performance. The empirical analysis takes as a case study the Federal District (Brazil) and its 19 administrative regions considering its urban road systems configurations. Based on Simple Linear Regressions, the paper analyzes the effects that urban configurations with different integration degrees tend to have on the average time spent in car trips within those road systems. The integration degrees are calculated using traditional configurational variables as well as topo-geometric variables. The results indicate that traditional

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