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TD 1616 - O Estado Atual das Instituições Financeiras Públicas Para o Desenvolvimento na América Latina: Uma Análise Exploratória

Victor Leonardo de Araujo, Murilo José de Souza Pires, Márcio francisco da Silva e Diego Afonso de Castro / Rio de Janeiro, maio de 2011 

 
Este trabalho tem por objetivo refletir sobre as transformações recentes vivenciadas pelas instituições financeiras para o desenvolvimento (IFDs) no continente latino-americano.Para tanto, foram selecionadas IFDs que atuam nas principais economias da América Latina para compor o universo investigado. O foco analítico assentou-se nas IFDs de propriedade pública que tiveram atuação no setor produtivo, excluindo-se do estudo as instituições exclusivamente voltadas para o financiamento imobiliário. Em linhas gerais,constatou-se na investigação que as principais modificações sofridas por muitas IFDs no continente estão relacionadas com suas transformações em instituições de "segundo piso" que tiveram por propósito proporcionar ganhos de escala, reduzindo assim seus custos operacionais. Em relação à estrutura de funding constatou-se uma redução de recursos provenientes dos respectivos governos (tesouros e bancos centrais) e do aumento de recursos oriundos do setor privado (via captação de depósitos ou, em menor proporção, de emissões nos mercados de capitais domésticos) ou de recursos captados no exterior, via agências oficiais  - como Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Corporação Andina de Fomento (CAF), por exemplo. Apesar da insuficiência de dados estatísticos para as IFDs da região, foi possível constatar que as operações de crédito realizadas por muitas delas têm o prazo mais curto do que seria esperado por instituições deste tipo. Não obstante, a função histórica de financiar a indústria, o setor agropecuário e a infraestrutura econômica parece ter sido preservada por muitas instituições no continente. A prioridade para o financiamento de setores atuantes no comércio exterior e de empresas pequenas e médias vem aos poucos despontando como novidade e importante agenda para a região.
 
This article aims to reflect on recent transformations happened in development financial institutions (DFI) in Latin America. To this end, we selected DFI that act in the major economies in Latin America, except the Brazil. The work give preference to public institutions that had activities in the productive sector, excluding those that are solely focused on real estate financing. In general, it was found on investigation that. the major changes experienced by many DFIs on the continent are related to changes in "second floor" institutions. Regarding the funding structure, we verified a reduction of resources from their governments (central banks and treasures) and increase inprivate resources (deposits and capital markets) or foreign resources through official agencies (like World Bank and Andean Development Corporation). Despite the lack of statistical data for DFIs in the region, we verified that the credit operations for many of these have the shortest term of that that what would be expected for this kind of institution. Notwithstanding, the historical function of to finance industry, agriculture and infrastructure was been preserved. Foreign trade and small and medium enterprises are emerging as important agenda to the DFI in the region.

 

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Surplus Labor and Industrialization</strong


 
 

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