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TD 1601 - O Labirinto das Cidades Brasileiras: Heranças Urbanísticas e Configuração Espacial

Valério Augusto Soares de Medeiros, Frederico Borges Rosa de Holanda e Ana Paula Borba Gonçalves Barros / Brasília, março de 2011

Este artigo explora a leitura da cidade por meio de sua configuração (o grau de relacionamento entre as partes componentes), analisando a relevância da estratégia para a interpretação do espaço urbano. A pesquisa contempla discussão delimitada em quatro eixos: i) a investigação da intencionalidade da forma-espaço dos assentamentos brasileiros enquanto resultado de processos socioculturais de ocupação do território; ii) a formulação de duas questões de pesquisa: a) como a forma-espaço resultante nas cidades brasileiras pode ser interpretada a partir das leis espaciais; e b) como as cidades brasileiras são entendidas a partir do ponto de vista configuracional; iii) uma amostra é composta por 44 cidades brasileiras, selecionadas a partir dos critérios demográfico e patrimonial; e iv) a exploração de aspectos topológicos e geométricos das cidades selecionadas, conforme quatro categorias de análise: a) forma e distribuição; b) densidade e compacidade; c) topologia; e d) zoneamento e centralidades. A leitura é guiada pelo aparato teórico, metodológico e técnico da Teoria da Lógica Social do Espaço ou Sintaxe Espacial (HILLIER; HANSON, 1984; HILLIER, 1996; HOLANDA, 2002), corrente fundeada em princípios do estruturalismo a partir de filiação ao pensamento sistêmico e holístico. O olhar é aquele sujeito à representação denominada mapa axial, obtido traçando-se, sobre a malha viária, o menor número possível de retas que representam acessos diretos por meio da trama urbana. Do processamento das conexões entre as retas pode-se gerar uma matriz matemática de interseções, a partir da qual são calculados por aplicativos especialmente programados para este fim  - Axwoman , Depthmap e Mindwalk são exemplos  - valores representativos de suas inter-relações axiais. Dos achados, três expressões repetidamente emergiram: espaço de fragmentação, colcha de retalhos e oásis no labirinto. O que significariam? Este texto é o primeiro de uma série de artigos que o Ipea publicará incorporando os instrumentos da Teoria da Lógica Social do Espaço ou Sintaxe Espacial a estudos urbanos.

This paper explores analytical tools designed to describe urban space-form structure at a global level, eventually in quantitative mode, by a configurational approach based on the Space Syntax Theory. The sample consists of 44 Brazilian cities, selected by demographic and cultural heritage criteria. Analyzing topological and geometrical aspects, aims at revealing attributes emerging from relations among parts in a system. Urbanistic features are investigated in an endeavour to understand how different layouts can be classified into specific spatial types. The city is evaluated according to its hierarchical structure, measured mainly in terms of its topological accessibility. The approach is underpinned by the theoretical, methodological and technical apparatus of Space Syntax Theory, employing axial map representation and its attributes. GIS tools are used to organise the database. The paper seeks to answer a question that is limited in scope by the exploratory nature and the specific approach of the research: is there a typical Brazilian city, contrasting with a world panorama? Four types of variables are considered, related to: 1) form and distribution; 2) density and compactness; 3) topology; 4) zoning/centralities. Three expressions summarise the findings and convey the idea of a typical Brazilian city: fragmentary space, patchwork and oasis in the labyrinth. This article is the first of a series of papers which the IPEA will publish aiming at incorporating features of the Theory of the Social Logic of Space or Space Syntax in urban studies.

 

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