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TD 1619 - Erradicar a Pobreza Extrema: Um Objetivo ao Alcance do Brasil

Rafael Guerreiro Osório, Sergei Suarez Dillon Soares e Pedro Herculano Guimarães Ferreira de Souza / Brasília, maio de 2011

 
Neste texto, analisamos questões relativas à medida, ao monitoramento e ao custo da erradicação da pobreza extrema. Argumentamos que, para fins de erradicação da pobreza extrema, a renda monetária é a única variável aceitável e que uma linha de pobreza político-administrativa é a melhor opção. Para fins de cálculo, usamos uma linha de R$ 67,00. Esta linha de pobreza extrema deve ser ajustada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC-alimentos) e a pesquisa para julgar o progresso da estratégia deve ser a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) contínua, a ser iniciada em 2011.Finalmente, existem limitações ao uso da renda: as famílias respondem sua renda de modo estratégico, estas mesmas rendas são medidas com erro e as dos mais pobres são sujeitas a grande volatilidade. Dadas estas limitações, o único modo de erradicar a pobreza extrema é conceder um benefício próximo da própria linha de pobreza extrema. Argumentamos a favor de uma estratégia incremental, cujo custo não deve ultrapassar 0,5% do produto interno bruto (PIB) para uma linha de R$ 67,00.

In this text we address measurement, monitoring and cost issues relating to the eradication of extreme poverty in Brazil. We argue that, for the purpose of ending extreme poverty, income poverty is the relevant concept, and that an administrative extreme poverty line, decided upon politically, is the best criterion. For computational purposes, we use a R$ 67 extreme poverty line.The extreme poverty line should be updated using food inflation (INPC-alimentos) and progress should be assessed using the upcoming quarterly continuous household survey. We finally argue that families report incomes strategically, that even if correctly reported, all incomes are measured with error, and that those of poor people are also highly volatile. Given these limitations, the only way to ensure the end of extreme poverty is to give to extremely poor families a benefit close to the poverty line itself. We finally propose an incremental strategy that will cost less that 0,5% of
GDP, using a R$ 67 line.

 
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