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TD 1487 - Os Determinantes Econômicos do Suicídio: Um Estudo Para o Brasil

Paulo R. A. Loureiro, Mario J. C. de Mendonça e Adolfo Sachsida / Rio de Janeiro, maio 2010

Este artigo estimou, por meio de dados de painel, o efeito de variáveis econômicas sobre a taxa de suicídios nos estados brasileiros. Foram usados dados de todos os estados brasileiros, exceto o estado de Tocantins, para o período 1981-2006. Os resultados econométricos sugerem que fatores econômicos são relevantes para explicar o suicídio no Brasil. Podemos destacar que a renda têm efeito negativo sobre a taxa de suicídio. Contudo, não existe indicação de que a incidência de suicídio seja positivamente correlacionada com a idade, isto é, não encontramos evidências estatísticas de que o suicídio tenha correlação positiva com a população mais velha. Ao contrário, a taxa de suicídio tende a aumentar entre os indivíduos mais jovens. Os resultados obtidos assinalam que a desigualdade tem impacto positivo sobre o suicídio, enquanto a pobreza mostra correlação negativa com o suicídio. Já em relação ao desemprego, temos que essa variável aumenta a taxa de suicídio. Devemos destacar também que fatores puramente econômicos, como o desemprego e a renda, causam maior impacto sobre a taxa de suicídio do grupo de pessoas mais jovens da sociedade.

This article verifies the effect of economic variables over the suicide rate between Brazilian states in the period 1981-2006. The econometric results points out the importance of economic variables to explain suicide rate: income, age and poverty have negative impact over suicide, while income inequality and unemployment have positive effects over it. Furthermore, the effect of both income and unemployment over suicide is stronger in the younger segment of the population.


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