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TD 1258 - A Queda Recente da Desigualdade de Renda no Brasil

Ricardo Paes de Barros, Mirela de Carvalho, Samuel Franco e Rosane Mendonça / Rio de Janeiro, janeiro de 2007

Neste trabalho documentamos a evolução recente da desigualdade de renda no Brasil, que, a partir de 2001, começou a declinar de forma acentuada e contínua. O coeficiente de Gini, uma das medidas de desigualdade mais utilizadas, declinou 4,6%, passando de 0,594, em 2001, para 0,566 em 2005. Mas, a despeito dessa queda importante na desigualdade, o país ainda permanece ocupando posição negativa de destaque no cenário internacional, como um dos países com maior grau de desigualdade de renda no mundo. Mesmo no ritmo acelerado com que vem reduzindo a desigualdade, o país ultrapassou apenas 5% dos países no ranking de desigualdade. Além disso, ainda seriam necessários mais de 20 anos para que o Brasil atingisse um nível similar ao da média dos países com maior grau de desenvolvimento. Portanto, é preciso persistir. A má notícia é que existem evidências, com base na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de que a queda da desigualdade pode ter se atenuado significativamente em 2006. Mostramos que as estimativas obtidas sobre a queda recente da desigualdade de renda independem da medida de desigualdade, da existência de economias de escala ou de necessidades diferenciadas de crianças, de adultos e de idosos, e são estatisticamente significativas.

In this study we document the recent evolution of the income inequality in Brazil, which since 2001 has been declining sharply and continuously. The Gini coefficient, one of the most used inequality measure, declined 4,6%, from 0,594 in 2001 to 0,566 in 2005. But, in spite of this important decline in inequality, the country still clearly occupies a negative position on the international scenario as one of the countries with the highest income inequality in the world. Even in the fast rhythm that the inequality is being reduced, the country passed only 5% of the countries in the inequality ranking. Besides, it would still be necessary more then 20 years so that Brazil would achieve a similar level of the countries with the same development. Therefore, we need to persist. The bad news is that evidences, based on the Pesquisa Mensal de Emprego (PME)/Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), prove that the inequality?s decline may has been significantly attenuated in 2006. We show that the estimates on the recent inequality decline are independent on the inequality measure, on the scale economies? existence or even on the different necessities of children, adults or elders, and they are statistically significant.
 


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