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19/11/2009 08:29

SAE promoveu no Ipea seminário sobre banda larga


A universalização do acesso a essa tecnologia foi debatida por especialistas internacionais e autoridades do governo brasileiro

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Foto: Sidney Murrieta

A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República promoveu na segunda-feira, 16, o seminário Alternativas para o desenvolvimento da infraestrutura e do acesso em banda larga. O evento, no auditório do Ipea, contou com a participação de especialistas de vários países, que apresentaram estratégias para universalização do acesso, alternativas de tecnologias e radiofrequência para banda larga, além de modelos de negócios inovadores e de baixo custo.

Para o ministro-chefe da SAE, Samuel Pinheiro Guimarães, a informação e sua transmissão são essenciais para a maior eficiência e para a maior qualidade das atividades econômicas e sociais, das empresas e do Estado. "Um dos objetivos da política nacional de banda larga é levar essa tecnologia a todo território nacional, procurar compensar essas assimetrias. E há a questão das regiões mais distantes, onde o investimento teria de ser muito maior e muitas vezes para atender grupos pequenos de pessoas. Então, o uso de outras tecnologias é certamente indicado", afirmou.

Hoje, o Brasil dispõe de 18 milhões de acessos em banda larga, mas a previsão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é de o País ampliar, até 2018, para 165 milhões o número de acessos. O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, afirmou na abertura do evento que a previsão de investimentos para o setor é de R$ 250 bilhões até 2018 e que, para atingir a marca, será fundamental incentivar a concorrência entre as empresas fornecedoras do serviço.

"As telecomunicações correspondem a mais de 6% do PIB brasileiro. A universalização do serviço é essencial. Temos de ter uma abordagem democrática nessa questão. Não podemos nos conformar que haja um hiato digital dentro do País", ressaltou Sardenberg. Cezar Alvarez, chefe de Gabinete-Adjunto de Agenda do Presidente da República e coordenador dos Programas de Inclusão Digital do Governo Federal, explicou que se deve trabalhar para que a inclusão digital seja um direito e, consequentemente, uma política pública e permanente. "É preciso um processo social de construção, que a própria sociedade entenda que aquela política exige uma ação pública, estatal, financiada, garantida e regulada por leis", argumentou.

Radhika Lal, coordenadora do programa sobre Política Industrial, Institucional e de Inovação Tecnológica, do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo, apresentou o painel sobre as políticas de inclusão social direcionadas ao acesso em banda larga. Lal sugeriu as escolas digitais como o foco de uma segunda fase do programa Bolsa Família. "Agora que as crianças estão nas escolas, a questão é como tornar a educação uma experiência valorosa, importante", explicou.

O diretor de Estudos e Políticas Setoriais, Inovação, Produção e Infraestrutura (Diset) do Ipea, Marcio Wohlers, foi um dos palestrantes do painel sobre os impactos do desenvolvimento da banda larga e as instituições regulatórias. Wohlers defendeu que a banda larga é fator decisivo para o desenvolvimento do País, mas precisa estar articulada com um Plano Nacional de Política Industrial e Competitividade, de Ciência e Tecnologia, Educacional e Social, incluindo a redução das heterogeneidades estruturais. "A produtividade advinda do uso da banda larga não é imediata: para indivíduos, empresas e governo. Cada um deve integrá-la de forma sistêmica em seus processos", afirmou.

Mais informações sobre o evento no site www.sae.gov.br/bandalarga

 
 

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