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06/11/2009 17:17

Ipea discutiu em Sergipe o futuro do Nordeste

Em continuidade às comemorações dos 45 anos do Instituto, Dirur reuniu empresários e pesquisadores em Aracaju

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por meio de sua Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur), promoveu a quarta edição da série Encontros Brasil Ipea 45 anos: Um Novo Ciclo do Pensamento Nacional. A discussão do tema O Futuro do Nordeste: Estratégia de Desenvolvimento para as Próximas Décadas ocorreu nos dias 5 e 6 de novembro, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (Fies) - Av. Carlos Rodrigues da Cruz, s/n, Centro Administrativo Governador Augusto Franco, Ed. Albano Franco, Bairro Capucho, Aracaju (SE).

A diretora da Dirur, Liana Carleial, inaugurou o evento, que reuniu grandes empresários, técnicos e representantes do Ipea, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Banco do Estado de Sergipe (Banese), além de renomados professores de universidades nordestinas. Bruno Cruz, diretor-adjunto da Dirur, abriu o debate abordando que é fundamental enxergar a questão regional no quadro do desenvolvimento nacional. Ele mostrou que a desigualdade no Nordeste se manteve ao longo do tempo e a participação da região no PIB permaneceu estável a despeito de todas as políticas regionais realizadas a partir de 1950.

“Não há uma coordenação nacional nas políticas de desenvolvimento regional. O pacto federativo está em crise, dificultando a necessária cooperação de todos os entes federados e a visão de que o desenvolvimento regional está assentado no trinômio vocação, potencialidades e redistribuição precisa ser superada”, defendeu.

Em seguida, Guilherme Rebouças, diretor de Planejamento da Sudene, explicou o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste elaborado pela Sudene e ressaltou o papel do empresariado. “Os estados do Nordeste e os empresários têm de ser o motor de transformação da Sudene e também assumirem seu papel no desenvolvimento regional. É preciso pensar de forma integrada, com elementos de governança local únicos, fazer uma junção do local e do macrorregional”, argumentou.

À tarde, foi a vez do técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Waldery Rodrigues comentar sobre a lucratividade das empresas do Nordeste. Antes o pesquisador revelou que a região foi responsável pela maior fatia do pequeno crescimento da economia brasileira no período recente, com a crise internacional. A estimativa do setor privado aponta que o crescimento do PIB nordestino será acima do crescimento do Brasil. Participante da mesma mesa de debates sobre mercado consumidor e crescimento econômico, Marcos Lessa, diretor da Braskem, apresentou a empresa de química e petroquímica. Expôs também que o maior faturamento da firma está concentrado no Nordeste.

Em sua palestra, Alexandre Barros, professor da Universidade Federal de Pernambuco e consultor da Datamétrica, buscou responder o que impulsionará o crescimento do Nordeste. Listou a maior disponibilidade de recursos naturais com potencial de utilização, menores custos regionais, o crescimento da agricultura regional, mudanças estruturais na indústria, entre outros. Na última mesa de discussões, o empresário Luiz Eduardo Magalhães da Cerâmica Escurial e o professor Carlos Eduardo Gasparini, da Universidade Federal da Paraíba, apresentaram os papéis dos setores público e privado no desenvolvimento da região.

Veja a apresentação sobre desafios e oportunidades do Nordeste

Veja a apresentação sobre estratégias de desenvolvimento do Nordeste

 
 

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