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TD 0439 - Renda e Pobreza: Os Impactos do Plano Real

Sonia Rocha / Rio de Janeiro, dezembro de 1996

Os resultados bem-sucedidos do Plano Real no controle da inflação suscitam o interesse em relação aos seus efeitos sobre a pobreza absoluta, isto é, sobre a subpopulação cujo rendimento familiar per capita se situa aquém do mínimo indispensável para atendimento das necessidades básicas no âmbito do consumo privado. Dadas as restrições quanto à disponibilidade de informações estatísticas adequadas para análise dessa questão no período após julho de 1994, optou-se por recorrer à Pesquisa Mensal de Emprego (PME/IBGE) como fonte de microdados. Por esta razão, a primeira seção discute a questão metodológica, tendo por base indicadores de pobreza obtidos a partir da PME e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) para uma mesma data de referência em 1990. Para o período pós-Real e utilizando apenas a PME, foi examinada a evolução dos indicadores de pobreza para quatro datas nas seis regiões metropolitanas. Apesar de situações locais diferenciadas em termos de incidência de pobreza absoluta e de progressos realizados no período, observa-se a consistente redução da proporção de pobres, tendo como contrapartida o agravamento da intensidade de pobreza medida pelo hiato da renda. No entanto, o indicador sintético, considerando simultaneamente os três aspectos da pobreza, revela que houve melhora inequívoca no período.


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