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02/07/2019 16:20

Presidente do Ipea defende agenda estrutural e conjuntural para alavancar crescimento


Durante debate sobre os 25 anos do Plano Real, Carlos von Doellinger sugere medidas que completariam a obra iniciada pelo Real em 1994

Há 25 anos, o governo federal lançava o Plano Real, com o objetivo de estabilizar a economia e pôr fim à hiperinflação que atacava diretamente o poder de compra da população. Passadas mais de duas décadas, o país continua buscando soluções para alavancar o crescimento. Para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos von Doellinger, o Plano Real precisa ter continuidade, com um conjunto amplo de reformas macro e microeconômicas. "É preciso completar a obra do Plano Real", avaliou durante o debate 25 anos Depois do Real, os Desafios para o Brasil, promovido nesta segunda-feira ,1º, pelo jornal Correio Braziliense.

Doellinger afirmou ser necessário um ajuste das contas públicas, aliado a ajustes sólidos, convincentes e permanentes no serviço público. A Reforma da Previdência é prioridade. A Reforma Tributária também foi apontada como um dos requisitos para o crescimento sustentável do país. "É possível racionalizar, simplificar e, principalmente, reduzir o custo de transação da economia", ressaltou.

Outra proposta defendida por Doellinger é o chamado pacto federativo - que inclui medidas como a desvinculação ampla de recursos destinados a fundos e despesas obrigatórias -, que permitirá uma gestão mais eficaz das contas do setor público e uma descentralização maior de recursos para os entes federativos. Para ele, a abertura comercial também é imprescindível. "Um caminho natural e uma necessidade urgente", destacou. Os primeiros passos são o acordo firmado recentemente entre o Mercosul e a União Europeia e a aproximação com a China, maior parceiro comercial do Brasil.

O presidente do Ipea defendeu, ainda, estímulos para a recuperação do setor privado, em paralelo à agenda de grandes reformas. Como exemplo, mencionou a utilização de instrumentos monetários focados em alguns setores, como agrobusiness e energia. "O que está se propondo é uma agenda estrutural que pode ser reforçada com uma agenda conjuntural", disse. "Atendidas várias dessas condições e numa agenda microeconômica bem focada, o PIB potencial do Brasil é de 4%", concluiu.

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