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30/04/2019 19:09

Especialistas discutem os desafios da previdência social


Seminário no Ipea reuniu pesquisadores e representantes do governo, do Banco Mundial e do BID

O Regime Geral da Previdência Social, os regimes próprios e os desafios para proteção social no país foram alguns dos temas discutidos durante o Seminário realizado nesta terça-feira (30) na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília. O encontro reuniu pesquisadores, economistas, representantes do Governo Federal, do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento no Brasil (BID). Em três mesas de debates, os participantes tiveram a oportunidade de expor seus pontos de vista sobre o atual sistema previdenciário brasileiro.

Na abertura do evento, o presidente do Ipea, Carlos von Doellinger, destacou as contribuições do Instituto, ao longo dos anos, nos debates sobre a questão previdenciária. "Essa discussão hoje é oportuna e é uma tentativa de ajudar com que essa medida provisória seja aprovada", acrescentou.

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, participou da abertura do evento. Na ocasião, ele destacou a importância da aprovação da PEC para que o governo possa desenvolver políticas públicas que beneficiem a sociedade. "Do jeito em que o nosso país se encontra, as principais reivindicações da sociedade, que dizem respeito a saúde, educação, programas de investimentos sociais estão procrastinados", destacou.

Para Marinho, é essencial reequilibrar as contas públicas. "É um primeiro passo para que o governo, tanto federal como estadual e municipal, possa fazer os investimentos necessários para minimamente atender reivindicações vindas da sociedade no que que tange, inclusive, à questão social", afirmou.

Durante debate sobre os Desafios do Regime Geral de Previdência o pesquisador Paulo Tafner, da Universidade Cândido Mendes, avaliou o sistema previdenciário brasileiro como injusto. "No atual sistema, as regras para os mais pobres são mais duras que para as pessoas de renda média e alta", disse. "O fato é que a empregada doméstica se aposenta dez anos depois que a patroa, assim como pedreiro se aposenta dez anos depois do empreiteiro", exemplificou.

Segundo o pesquisador, a população brasileira vem envelhecendo mais rapidamente que a de outros países e, hoje, 50% do orçamento da União é dedicado à Previdência Social. Tafner alertou que, caso a reforma não seja aprovada, a situação pode ficar ainda mais crítica.

 
 

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