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TD 2459 - As Restrições de Crédito Sobre as Firmas e a Porcentagem de Empresários no Brasil no Período 2004-2008 
Napoleão Silva e Juliano Assunção, Rio de Janeiro, Março de 2019 

No período 2001-2011, tivemos um forte aumento do crédito privado no Brasil, que passou de 27,2% para 51,6% do produto interno bruto (PIB). Além disso, o crédito privado com recursos livres (com taxas de juros livremente negociadas no mercado, sem subsídios e sem direcionamento) passou de 15% para 30% do PIB. O crédito para as firmas com recursos livres cresceu fortemente entre 2004 e 2008, passando de cerca de 10% em 2004 para cerca de 15% do PIB em 2008. Neste texto, buscamos analisar os efeitos desse aumento para as firmas sobre a porcentagem de empresários na economia brasileira no período 2004-2008. Para tanto, utilizamos uma versão do modelo de crescimento neoclássico com agentes heterogêneos, restrições de crédito e escolha ocupacional, fazendo uso de uma abordagem mista de estimação e calibração para a economia brasileira em 2004 na sua implementação. Simulamos, também, no modelo, o aumento do crédito para as firmas, com recursos livres, ocorrido no período. Os resultados mostram impactos significativos do aumento do crédito para as firmas sobre a porcentagem de empresários na economia. No exercício realizado, o aumento no crédito com recursos livres para as firmas gerou um crescimento de cerca de 5% na porcentagem de empresários na população total entre 2004 e 2006. Além disso, esse aumento no acesso elevou o PIB per capita em 2% entre 2004 e 2008, no modelo. Neste caso, a elevação do crédito explica cerca de 13,5% da elevação do PIB per capita no período.

Palavras-chave: restrições de crédito; expansão do crédito; porcentagem de empresários; produtividade total dos fatores; PIB per capita; agentes heterogêneos; escolha ocupacional.

In the period 2001-2011, we had a strong increase in private credit in Brazil, which increased from 27.2% to 51.6% of gross domestic product (GDP). In addition, private credit with free resources (with interest rates freely negotiated in the market, without subsidies and without direction) went from 15% to 30% of GDP. Private credit with free resources for firms grew strongly between 2004 and 2008, from around 10% in 2004 to around 15% of GDP in 2008. In this text, we sought to analyze the effects of this increase on private credit with free resources for firms in the percentage of entrepreneurs in the Brazilian economy in the 2004-2008. To do so, we used a version of the neoclassical growth model with heterogeneous agents, credit restrictions and occupational choice, making use of a mixed estimation and calibration approach for the Brazilian economy in 2004 in its implementation. We also simulated the increase in credit for firms with free resources in the period. The results show significant impacts of the credit increase for the firms on the percentage of entrepreneurs in the economy. In the exercise performed, the increase in credit with free resources for firms generated a growth of around 5% in the percentage of entrepreneurs in the total population between 2004 and 2006. Moreover, this increase in access, raised per capita GDP by 2% between 2004 and 2008, in the model. In this case, the rise in credit explains about 13.5% of the rise in GDP per capita in the period.

Keywords: credit restrictions; credit expansion; percentage of entrepreneurs; total factor productivity; GDP per capita; heterogeneous agents; occupational choice.

 

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