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07/11/2017 17:26

Ipea lança livro sobre políticas de apoio à inovação tecnológica no Brasil

Durante evento, pesquisadores afirmam que cenário de crise não é impedimento para o país avançar em CT&I

"Sim, estamos em crise. E isso nos desafia a pensar como gerir melhor nossos recursos e como criar novas estratégias para promover educação, ciência, tecnologia e inovação", declarou a diretora de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea, Lenita Turchi, na cerimônia de lançamento do livro Políticas de apoio à inovação tecnológica no Brasil: avanços recentes, limitações e propostas de ações.

A publicação é resultado de uma pesquisa do Ipea em parceria com diversas instituições, como USP, UFRJ, UFSC, MCTIC e Cebrap. O estudo visa analisar os avanços e os limites do Sistema Nacional de Inovação (SNI), bem como propor aprimoramentos e apontar novas direções para o país se destacar nas áreas de ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

O lançamento do livro ocorreu nesta segunda-feira, dia 6, na sede do Ipea, em Brasília. A obra reúne 13 artigos sobre a inovação tecnológica no Brasil e é organizada por Lenita Maria Turchi e José Mauro de Morais, coordenador de Estudos de Petróleo e Gás da Diset.

Panorama
Nas últimas duas décadas, o Brasil fortaleceu o sistema de inovações por meio de medidas semelhantes às adotadas em países considerados inovadores. Entretanto, as mudanças não foram capazes de propiciar segurança jurídica, incentivar interações e dar dinamismo aos componentes do sistema.

Para Lenita Turchi, a baixa escala e a dispersão de investimentos em CT&I, somado com a insegurança jurídica — ou seja, diferentes interpretações regulando a gestão de institutos de pesquisa públicos e a carreira dos pesquisadores — são elementos que impedem o avanço do SNI. "O sistema de inovação depende, fundamentalmente, da capacidade de interação entre as diferentes instituições e atores", sustentou a diretora.

De acordo com o relatório da Unesco, o Brasil é o 13º produtor mundial de ciência. Em contrapartida, o país está na 69ª posição em inovação, segundo o Índice Global de Inovação. "Isso é uma questão que precisamos, articuladamente, resolver. Para tanto, a internacionalização e a inovação são os dois pilares que o CNPq quer se dedicar fortemente", afirmou Mario Neto Borges, presidente do órgão.

Melhorias
Fernanda De Negri, técnica de planejamento e pesquisa da Diset, questionou: "O que o Brasil precisa para se tornar mais inovador?" Segundo a pesquisadora, em primeiro lugar, são necessários recursos para investir e produzir ciência de qualidade. Ademais, é preciso que o país crie mecanismos para que o conhecimento seja usado para a sociedade.

Da mesma forma, a abertura para internacionalização é essencial. "Nós temos que internacionalizar nossa ciência, e isso significa mandar gente para fora", defende Negri. De acordo com ela, a diversidade também se mostra um componente importante para o avanço do Brasil, uma vez que quanto mais diverso o ambiente, mais criativo ele é.

Ainda segundo Fernanda De Negri, é preciso, por fim, que o país invista em grandes laboratórios e centros de pesquisa, ouça mais a comunidade científica, bem como aumente a competitividade e, para isso, o Brasil deve abrir a economia a fim de que impulsione o desejo de empresas inovarem no país.

Acesse o livro Políticas de apoio à inovação tecnológica no Brasil: avanços recentes, limitações e propostas de ações

Vídeo: Confira os destaques do livro 

 
 

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