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| 14/09/2017 12:15 |
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Carta de Conjuntura aponta melhora no setor formal do mercado de trabalho Análise também destaca a desaceleração da desocupação e a expansão dos rendimentos reais no segundo trimestre A análise da Carta de Conjuntura do Ipea lançada nesta quinta-feira (14) aponta que o segundo trimestre do ano marcou o começo de um processo de recuperação mais nítido no mercado de trabalho brasileiro. A desaceleração da desocupação e a expansão dos rendimentos reais permitiu que 31,7% dos trabalhadores que estavam desocupados obtivessem emprego no período. E o percentual de pessoas ocupadas que perderam o posto de trabalho e passaram a desempregados recuou de 3,6% no segundo trimestre do ano passado para 3,4% no mesmo período deste ano. A queda para 12,8% na taxa de desemprego, registrada no trimestre encerrado em julho, ocorreu graças ao aumento da população ocupada, que teve a primeira variação interanual positiva desde agosto de 2015. A seção de Mercado de Trabalho da Carta de Conjuntura também mostra que a redução da taxa de desemprego, pelo quarto período consecutivo, só não foi maior porque entrou mais gente na População Economicamente Ativa (PEA): alta de 1,6% no trimestre encerrado em julho. A parcela dos inativos desalentados que achavam que não conseguiriam emprego foi de 44,7% no segundo trimestre. Esse número é 2,5% menor que o registrado no trimestre anterior, o que indica aumento da confiança em alcançar uma vaga. O setor formal reduziu as demissões. No segundo trimestre do ano, de todos os trabalhadores que transitaram da ocupação para a desocupação, 32% estavam no mercado formal, 10 pontos percentuais menor que há dois anos. Já o setor informal recebeu o maior número de desempregados. Dos trabalhadores que estavam desempregados e conseguiram uma nova ocupação, 43% foram incorporados pelo mercado informal, 28% obtiveram uma vaga formal, 28% se tornaram conta própria e 1% viraram empregadores. A alta interanual de 3,6% dos salários pagos pelo setor privado com carteira representa um desempenho melhor que o do salário dos informais (queda de 2,9%) e dos trabalhadores por conta própria (queda de 1,2%). Desemprego atinge os mais jovens No segundo trimestre de 2017, enquanto os empregados com mais de 60 anos receberam, em média, R$ 2.881,00 (14% a mais que no mesmo período de 2016), o grupo de empregados com idade entre 18 e 24 anos obteve remuneração média de R$ 1.122,00, valor 0,5% abaixo do observado no mesmo período do ano anterior. Diferença de rendimentos segundo o grau de instrução No último trimestre, os empregados mais qualificados receberam, em média, R$ 4.889,00, quase três vezes mais que o trabalhador com ensino médio e 4,2 vezes mais que o empregado sem o ensino fundamental completo. O rendimento médio real registrou, pela oitava vez consecutiva, crescimento na variação interanual, ao apontar alta de 3%. A acentuada queda da inflação nos últimos meses vem contribuindo positivamente para essa expansão dos salários reais. Desempenho de setores e Unidades da Federação Em julho, houve aumento do número de empregados em quase todos os setores, com destaque para a indústria, o comércio e os serviços, que geraram, respectivamente, 12,3 mil, 10,2 mil e 7,7 mil novos postos com carteira assinada. Houve expansão da população ocupada em diversos segmentos, com destaque para “alojamento e alimentação” (15,2%), “outros serviços” (7,3%), “transportes e correios” (3,1%) e “indústria” (2,3%). As maiores altas dos rendimentos em termos setoriais ocorreram na agricultura e nos setores de serviços, em especial os relacionados a “transportes, comunicação e correios” e “intermediação financeira”. Para os próximos meses, a tendência é que a taxa de desemprego continue diminuindo lentamente, mesmo com melhora da economia. Em compensação, os rendimentos devem continuar a alta, o que contribuirá para a retomada do consumo das famílias. A versão completa da seção de Mercado de Trabalho está disponível no blog da Carta de Conjuntura do Ipea. |
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