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18/08/2017 16:11

Resultados do livro sobre burocracia de infraestrutura econômica são apresentados

Com foco nas áreas de transporte e energia, a publicação apresenta um panorama sobre a área de infraestrutura no país

O Ipea sediou, nesta sexta-feira (18), um seminário com a apresentação dos resultados do livro Burocracia federal de infraestrutura econômica: reflexões sobre capacidades institucionais, organizado pelos pesquisadores do Ipea Jean Marlo e Pedro Cavalcante, e os especialistas da Enap Pedro Alves e Pedro Palotti. A previsão é que a obra esteja disponível no Portal Ipea em setembro deste ano.

A publicação é focada, sobretudo, nas áreas de transporte e energia, e também evidencia a necessidade de aprofundamento do conhecimento das capacidades estatais, mais especificamente sobre as competências de o setor público brasileiro planejar, implementar, gerir e regular a infraestrutura econômica.

Dividido em quatro partes, no início, o livro traz uma revisão histórica com o desenrolar do setor da infraestrutura; apresenta as diferenças e semelhanças setoriais na segunda parte; identifica o perfil e a rotatividade dos cargos de confiança na terceira; e, por fim, discute a capacitação e aprendizado, mostrando as necessidades de qualificação de servidores da área de estudo.

A metodologia utilizada para apuração da pesquisa é a quantitativa por meio do survey, que visa obter dados de um determinado grupo de pessoas por meio de instrumentos de pesquisa. Desse modo, foram aplicados questionários durante o período de outubro e novembro de 2015 dirigidos às carreiras de infraestrutura no governo federal brasileiro.

Pedro Cavalcante afirma que os capítulos apresentam visões bem distintas sobre a temática, proporcionando ao leitor uma visão ampla sobre o assunto. Além disso, "trata-se do primeiro estudo focado em um único segmento da burocracia", frisa.

Dentre os assuntos abordados, o livro apresenta um panorama de 1930 até os dias atuais sobre a questão da burocracia de infraestrutura. Em relação à dimensão de profissionalização, a ocupação de cargos comissionados, principalmente na área de engenharia, é predominante para pessoas do sexo masculino. Além disso, a maior experiência no setor público e o nível de escolaridade aumentam a propensão de ocupação de cargos DAS (direção e assessoramento superiores) equivalentes.

O estudo faz ainda uma comparação nas áreas de energia e transporte. Partindo de um pressuposto de que as obras no setor energético tendem a serem melhores sucedidas, chegou-se à conclusão, segundo a visão burocrática, de que há menos intensidade de problemas nesse serviço.

 
 

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