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18/08/2017 15:59

Seminário no Ipea abordou a dinâmica territorial brasileira

Evento reuniu pesquisadores do instituto e professores da Unicamp na quinta-feira, dia 17, em Brasília

Professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e técnicos de planejamento e pesquisa do Ipea reuniram-se na quinta-feira, 17, na sede do instituto, em Brasília, para participar do seminário Dinâmica Territorial Brasileira: novas realidades econômicas e demográficas. O coordenador de Estudos Regionais do Ipea, Aristides Monteiro Neto, ressaltou a importância do evento para abrir fronteiras em novos estudos na academia e olhar o território brasileiro para além da Política Nacional de Desenvolvimento Regional. 

"Temos avançado na dinâmica e tipologia das pesquisas, agora devemos pensar mais efetivamente nas políticas públicas", acrescentou Alexandre Ywata, diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea. Um dos pontos importantes de discussão sobre demografia é a mudança da estrutura etária brasileira. O professor Roberto do Carmo, da Unicamp, lembrou que a redução nos níveis de fecundidade entre 2000 e 2015 foi mais intensa no Sudeste (75,7%) e Centro-Oeste (75,1%), regiões seguidas pelo Sul (71,0%), Nordeste (67,7%) e Norte (66,6%).

Segundo Carmo, essa diminuição do número de filhos implica uma parcela da população em idade ativa (PIA) mais representativa: "Haverá uma proporção muito maior de gente para trabalhar e sustentar aqueles que estariam fora do mercado de trabalho". No entanto, o professor alertou sobre o risco de forte pressão social caso o país não consiga gerar mais empregos. "Conseguiremos, nas próximas décadas, aproveitar esse bônus demográfico e transformar esse potencial em um ganho efetivamente econômico?", indagou.

Mercado de trabalho
O impacto regional das mudanças no mercado de trabalho do Brasil no século XXI foi analisado pelo também professor da Unicamp Fernando Macedo. O estudo de Macedo verifica em que medida as principais alterações macroeconômicas repercutiram nas macro e microrregiões brasileiras em diferentes escalas. "O que observamos é que, seguindo um movimento mais geral da economia brasileira, há um processo de desconcentração na evolução do emprego no sentido das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste", destacou o professor.

Outra pesquisa apresentada por Macedo é a atualização da tipologia da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) motivada pelo fato de que "os dados são antigos e não refletem as mudanças urbano-regionais no século XXI". O resultado mostra uma mudança na classificação das microrregiões: "Algumas que eram consideradas dinâmicas se tornaram estagnadas e outras que eram estagnadas se tornaram dinâmicas. Além disso, em algumas, há alteração no que se refere ao nível de renda". Essa reclassificação é importante porque a partir dessas tipologias definem-se as prioridades de políticas públicas específicas para as regiões brasileiras.

 
 

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