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16/08/2017 19:34

Ipea participa de evento sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O presidente Ernesto Lozardo destacou a ação cooperativa e de integração que os ODS promovem

O presidente do Ipea, Ernesto Lozardo, participou, na última terça-feira, 15, da Oficina Técnica sobre Indicadores ODS: pobreza e desigualdade, proteção social e gasto. O encontro, realizado na Casa da Organização das Nações Unidas (ONU), reuniu pesquisadores do Ipea, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e da Secretaria de Governo para discutir dados e indicadores para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS.

Durante a abertura da oficina, o presidente Lozardo ressaltou a importância do Ipea e do IBGE para a avaliação das metas dos ODS. Lozardo analisa a pobreza e a desigualdade como temas complexos que vão além da renda, pois englobam também a qualidade de vida das pessoas. Defende que é necessário que ninguém fique para trás, pois os ODS trazem essa ação de cooperação: “E para ninguém ficar para trás, precisamos voltar nosso olhar e analisar se não nos esquecemos de fazer algo. O governo deve monitorar os dados, saber como coordenar os trabalhos, como transmitir para a sociedade e ter o feedback do que tem sido realizado”.

Avaliação
Uma das principais vantagens em avaliar os ODS é a possibilidade de chamar a atenção e mobilizar a sociedade, as instituições e o governo para as políticas públicas e também para os problemas. Roberto Olinto, presidente do IBGE, defendeu que “precisamos pensar qual padrão de indicadores nós queremos”.

Aldo Ribeiro, da Secretaria Nacional de Articulação Social, corrobora com o presidente Lozardo e acrescenta que, se ninguém pode ser deixado para traz, é essencial pensar a desagregação dos dados a serem pesquisados. “A agenda 2030 é uma oportunidade para o Brasil retomar um planejamento de longo prazo e ter a garantia de um processo participativo, pois não existe em nenhum dos objetivos a individualidade, todos estão inter-relacionados”.

Os ODS funcionam como um idioma comum entre os países, governos e sociedade, disse o presidente da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), Francisco Gaetani. “O trabalho com os indicadores é importante para avaliarmos como estamos caminhando”, completou.

O pesquisador do Ipea Rafael Osório ressaltou que “todos os indicadores possuem vantagens e desvantagens, porém alguns possuem lobby maior e isso acaba diminuindo a multidimensionalidade deles”. Segundo Osório, é importante reconhecer o caráter político dos indicadores e “localizar onde a situação está melhor e onde está pior para saber o que podemos fazer, onde pode melhorar”, finalizou.

Confira a apresentação  sobre os indicadores ODS de renda e pobreza para o Brasil

 

 
 

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