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30/06/2017 13:53

Estudo traça perfil do professor de educação básica no Brasil

Texto para Discussão lançado pelo Ipea revela as condições de vida, inserção no mercado de trabalho e a remuneração desses profissionais

Igualar a média dos salários dos professores à dos profissionais com nível superior completo é uma das formas de mudar a realidade dos profissionais da educação no Brasil. Essa igualdade de rendimentos se reverteria em benefícios para os alunos como, por exemplo, a melhoria do aprendizado, seguindo as diretrizes da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que acabou de completar três anos. Essa é uma das conclusões do Texto para Discussão do Ipea Professores da Educação Básica no Brasil: condições de vida, inserção no mercado de trabalho e remuneração, de autoria do técnico de planejamento e pesquisa Milko Matijascic.

De acordo com o estudo, trata-se, no Brasil, de "uma profissão muito feminina”. O texto afirma que os brancos são maioria entre os professores e que a categoria socioprofissional é muito grande e heterogênea. Os professores brancos são 8,7% da categoria, e os negros 8,1%. As professoras brancas são 47,2%, e as negras 35,9%.

É possível perceber também que há uma diferença quando os professores são comparados ao restante da população ocupada em outras profissões: os homens brancos correspondem a 26,2% e os negros, a 32,5%, enquanto as mulheres brancas são 19,8% e as negras, 21,5%.

Onde estão os professores
Quando se analisa a distribuição de professores por situação de domicílio, o Sul tem a maior proporção de homens brancos que trabalham em regiões metropolitanas (13,4% do total de docentes nessas regiões), enquanto o Norte possui uma proporção maior de homens negros (16,5%). Na região Sul, 72,9% das professoras são brancas, e na região Nordeste elas correspondem a 59,5%.

Nas regiões não metropolitanas, a grande concentração de homens brancos também está na região Sul (eles são 9,9% do total de docentes nessas áreas) e os negros estão concentrados na região Norte (18%). As mulheres brancas que vivem em áreas não metropolitanas estão mais presentes no Sul (78,6% do total de professores da região nessa situação de domicílio) e as professoras negras estão principalmente na região Norte (55,1%).

No meio rural, os homens brancos são mais representativos entre os professores do Sul (17,2%), e os negros (23,7%) no Norte. Na região Sul, 68% dos professores que atuam no meio rural são mulheres brancas. Já no Nordeste, 62,3% são negras.

Remuneração
É importante destacar que 95% dos professores são assalariados e contribuem para a previdência, o que está longe de ser a situação da maioria dos trabalhadores no país. Além disso, trata-se de uma categoria socioprofissional com um bom nível de sindicalização no cenário nacional.

No Brasil, o melhor rendimento entre os profissionais da educação básica é dos professores que estão em regiões metropolitanas do Nordeste, integrantes da rede de ensino federal: R$ 6.121, em média. As piores remunerações são de professores da rede privada que trabalham no Centro-Oeste: média de R$ 320. Ou seja, as regiões metropolitanas e as instituições federais tendem a pagar mais.

O pesquisador explica que a situação social dos professores é melhor que a do restante da população: "Nós vamos encontrar um número muito pequeno de professores em situação de pobreza e indigência, mas a maior parte deles está em boa situação quando comparada ao restante da população ocupada". Porém, segundo Matijascic, "a renda média brasileira é muito baixa e isso significa que o professor está melhor, mas não está em uma situação necessariamente boa".

Acesse o Texto para Discussão nº 2304

 
 

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