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05/06/2017 11:40

Expansão do acesso à internet beneficiaria 6 milhões de pessoas

Número corresponde àqueles que possuem características para consumir, mas não têm acesso à rede

Se a oferta de internet banda larga fosse universal a todos os municípios brasileiros, haveria mais 6 milhões de pessoas com acesso à internet. Essa foi uma das conclusões de um estudo, ainda em andamento, que o Ipea apresentou em evento na sede da Anatel, em Brasília, nesta terça-feira, 06. Esse número corresponde à quantidade de pessoas que possuem características para consumir, mas não têm acesso à rede. Segundo dados da última Pnad, de 2015, em torno de 28,1 milhões de domicílios acessam internet com banda larga. Já o acesso pelo celular corresponde a 39,1 milhões de domicílios.

O seminário Subsídios à Formulação da Estratégia de Universalização do Acesso à Internet teve como objetivo avaliar os impactos da ampliação do acesso à banda larga, para fins de priorização de municípios para novos investimentos. O estudo é fruto de um Acordo de Cooperação entre o Ipea e a Anatel. Participaram da mesa de abertura do evento os presidentes das duas instituições, Ernesto Lozardo e Juarez Quadros, o secretário de Telecomunicações do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), André Borges, o deputado federal Vitor Lippi, e o conselheiro da Anatel Igor de Freitas. 

“O potencial domiciliar estimado com expansão do acesso (banda larga ou 3G e 4G no celular) é de 45 milhões, com um novo mercado potencial total de 50,7 milhões de domicílios”, destacou Alexandre Ywata, diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, que apresentou o estudo. O projeto foi dividido em três etapas: estimativa dos impactos do aumento do acesso à banda larga sobre o crescimento dos municípios; identificação do mercado potencial por serviços de banda larga nos municípios, com base nas características socioeconômicas; avaliação de diferentes propostas de priorização de municípios para novos investimentos.

Durante o estudo, os pesquisadores realizaram diversas simulações de forma a verificar qual grupo deveria ser priorizado para se chegar ao maior número de pessoas possível numa ampliação de banda larga no país (gráfico ao lado). Em todos os cenários, utilizou-se como base a construção de 20 mil km de fibras óticas – infraestrutura necessária para o oferecimento do acesso à banda larga. “Os critérios de priorização a partir do mercado potencial ou da população total podem ser mais vantajosos em termos de população jovem atingida, população pobre e extremamente pobre, e maior População Economicamente Ativa”, revelou Ywata. Ele também destacou que os resultados sugerem que a priorização pelo IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) pode não ser necessariamente a melhor opção porque há outras formas de se garantir o acesso à população de mais baixa renda. “Essas famílias são contempladas através de critérios como população ou mercado potencial”, afirmou.

170608 grafico_expansao_do_acesso_a_internet

Prioridades

Para o secretário do MCTI André Borges, o planejamento da disposição da rede tem de levar em consideração a demanda. “O estudo do Ipea é importante para definir essas prioridades, de forma a sabermos onde os recursos e investimentos serão alocados”. Ele também informou que uma proposta de política para universalização do acesso à internet será apresentada em consulta pública, em que todos os interessados poderão realizar contribuições.

Confira as apresentações:

Subsídios à formulação da estratégia de universalização do acesso à internet

Expansão da infraestrutura da banda larga no Brasil

 
 

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