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26/05/2017 17:40

Desaceleração da alta de preços dos alimentos alivia a inflação

Seção da Carta de Conjuntura do Ipea lançada nesta sexta-feira, 26, aponta que os alimentos devem manter comportamento favorável até o fim do ano

Nos últimos 12 meses encerrados em maio, a alta dos preços dos alimentos no domicílio medida pelo IPCA-15 foi de 1,8%, desacelerando fortemente quando comparada ao desempenho nesse mesmo período de 2016 (15,5%). Segundo a seção de inflação da Carta de Conjuntura nº 35, lançada hoje pelo Ipea, ainda que a partir do terceiro trimestre deste ano haja alguma elevação de preços administrados por conta de reajustes de tarifas públicas e uma leve aceleração dos preços de alimentos, esses dois movimentos não serão fortes o suficiente para pressionar o IPCA. Até o fim do ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo não deve sofrer alterações significativas em relação à última previsão feita em 30 de março pela Carta, que era de 3,8%.

Este quadro de alívio inflacionário é possibilitado pela combinação de uma série de fatores que incluem desde o fim dos efeitos da recomposição de preços administrados e do choque de preços dos alimentos, até a manutenção do câmbio em patamar favorável. Outras razões são o baixo dinamismo da demanda interna e o aumento da credibilidade do Banco Central, que parece ter ampliado a capacidade de ancoragem das expectativas de inflação.

Embora esperada, a trajetória de queda dos preços dos alimentos ao longo de 2017 vem surpreendendo positivamente, dada sua intensidade. Para o restante do ano, de acordo com a análise assinada pela técnica de planejamento e pesquisa do Ipea Maria Andreia Parente, a expectativa é de que os alimentos mantenham esse comportamento mais favorável. Isso porque as projeções de safra em 2017 indicam uma expansão de 26% em relação à de 2016, com destaque para o aumento da produção de itens importantes, como feijão e milho.

O texto também afirma que o desempenho da inflação até o fim do ano estará condicionado ao comportamento da taxa de câmbio, que pode sofrer impactos do ambiente de incerteza política. Já o mercado de trabalho, por conta de seu baixo dinamismo, deve contribuir para impedir uma aceleração mais forte dos preços livres, em especial dos serviços e dos bens de consumo.

Acesse a íntegra da seção no blog da Carta de Conjuntura

 
 

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