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20/04/2017 16:32

Painel discutiu a energia como medida de redução da pobreza
Seminário realizado em Brasília também teve como tema de debate a viabilidade econômica da energia solar


O terceiro painel do seminário Potencial Solar no Semiárido Brasileiro e seu Papel Frente à Mudança do Clima, realizado pelo Ipea, em Brasília, nesta quarta-feira (19), teve como tema central a geração de energia como alternativa de redução da pobreza. Representando o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica, Marcio Giannini lembrou que há cerca de 1,2 bilhão de pessoas no mundo sem acesso à eletricidade em suas casas, e apontou: “A energia solar é um vetor de desenvolvimento e inclusão social”. O pesquisador citou ainda a importância de inserir a temática de gênero nos debates, pois as desigualdades de oportunidades entre homens e mulheres na engenharia acabam limitando o desenvolvimento dos estudos.

Meiry Sakamoto, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), falou das vulnerabilidades da região, como a falta de chuva, mas também da alternativa de aproveitamento de energia eólica e solar. Em seguida, Paulo Cesar Marques de Carvalho, da Universidade Federal do Ceará, apresentou casos de intervenções realizadas no semiárido nacional que ajudaram no entendimento de alguns dados.

Um dos projetos citados foi o curso sobre o funcionamento da captação de energia solar, criado pelo professor da UFC para pessoas de baixa renda. O currículo inclui conteúdos que vão desde cidadania até o bombeamento de água, possibilitando aos alunos várias experiências pessoais e profissionais. Alguns estudantes foram convocados para vagas de emprego e o projeto resultou em uma parceria com o curso de agronomia, para irrigar uma área utilizando equipamentos movidos a energia solar.

Renato Balbim, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, encerrou a terceira etapa dos debates tratando do ponto de vista social das políticas de geração de energia. Para ele, “um dos pontos mais importantes do tema é assegurar que essa riqueza de incidência solar seja distribuída, não concentrada”.

O quarto e último painel focou em um dos maiores questionamentos sobre a energia solar: sua viabilidade econômica. O vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Marcio Trannin, ressaltou o crescimento do mercado solar fotovoltaico no mundo e a queda de preço de investimento. “Essa queda continuará, não se sabe até quando, mas ela não está no seu nível mais baixo ainda.”
Marcos Freitas, da Rede Clima, comentou as mudanças climáticas no globo, e a Caixa e o Banco do Nordeste, representados respectivamente por Maria Luisa Alvim e Mario Fraga, expuseram casos em que os bancos investiram nesse potencial de uso da energia solar e obtiveram resultados animadores, seja no campo social ou financeiro.

Ipea discutiu possibilidades da energia solar no semiárido

  

 
 

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