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29/03/2017 15:33

Como financiar o ensino superior público?

Boletim Radar discute as alternativas e aponta formas de financiamento que podem se mostrar mais eficientes

 

A primeira edição do Boletim Radar de 2017 traz uma discussão sobre a gratuidade no ensino superior. Em seis artigos, os autores da publicação discutem as principais questões levantadas quando se fala na cobrança pela educação de nível superior como, por exemplo, pessoas com rendas elevadas estudando em instituições públicas, enquanto os mais pobres pagam pela educação.

Para além do discurso da gratuidade, o pesquisador do Ipea Paulo Meyer Nascimento sugere como alternativa ao financiamento estudantil o empréstimo com amortizações contingentes à renda (ECR), em que o próprio estudante arcaria com os custos do ensino. É um modelo diferente do que existe hoje com o Financiamento Estudantil (FIES), pois com o ECR a cobrança é feita após o profissional adquirir uma renda suficiente para tal.

Segundo Meyer, o modelo de ECR seria mais justo, pois cobra do profissional formado e não do estudante. A cobrança seria feita por meio do imposto de renda ou das contribuições previdenciárias. “Com isso, as pessoas que fizeram um curso superior, mas não tem um padrão de vida elevado acabam pagando pouco, ou não pagando nada, enquanto as pessoas com um padrão de renda mais elevado acabam pagando tudo e, dependendo do desenho do programa, pagam até um pouco mais para ajudar a subsidiar aqueles que não tiveram retorno econômico tão grande a partir do seu diploma”, finalizou.

O documento na íntegra pode ser acessado aqui.

 
 

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