Missão: “Aprimorar as políticas públicas essenciais ao desenvolvimento brasileiro por meio da produção e disseminação de conhecimentos e da assessoria ao Estado nas suas decisões estratégicas”.
IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Twitter
Youtube
facebook
Google +

 

tips and trick
12/11/2012 09:20

Entidades associativas do setor produtivo revelam suas perspectivas da economia


Focos do Sensor EconômicoO Sensor Econômico  expressa perspectivas dos principais indicadores macroeconômicos para o ano, conforme previsões ou projeções feitas por um grupo seleto de entidades associativas do setor produtivo. Em sua maioria, o grupo é composto de associações, câmaras, sindicatos, federações e confederações que se caracterizam como de indústria, de comércio e serviços, ou de agropecuária. Os membros ou filiados a uma entidade podem ser empresas, mas a própria entidade não tem finalidade empresarial. Muitas vezes os filiados são entidades associativas em outro nível de organização, formando hierarquia de entidades onde empresas aparecem como membros somente na entidade da base. O grupo de participantes da pesquisa inclui também entidades representativas de trabalhadores e uns poucos institutos ou centros de estudos de caráter setorial.

O levantamento de dados não abrange o universo de entidades associativas, pois tanto seu elevado número (entre quase 11 mil e 13 mil, a depender de como se defina o interesse da pesquisa) quanto sua localização fortemente espalhada pelos mais diversos municípios do país, inclusive na zona rural, impediriam a recepção rápida de respostas. Também dificultariam contato urgente entre Ipea e respondentes, frequentemente necessário no andamento da pesquisa. A coleta tampouco abarca uma amostra aleatória, não só por dificuldades de amostragem e de dispersão de localização geográfica, mas também porque o propósito do Sensor não é medir a tendência central da visão ou opinião das entidades. O foco reside nas questões e respostas em si: seu objetivo consiste simplesmente em obter um número razoável de previsões de boa qualidade. As entidades participantes são aquelas convidadas pela Presidência do Ipea, entre as que mais se adequam ao perfil da pesquisa, prevendo-se certa rotatividade entre as possíveis candidatas. Elas generosamente se dispõem a dedicar parte do escasso tempo de seus funcionários mais graduados a esta iniciativa de interesse público.

Cada respondente informa suas previsões, em caráter confidencial, por solicitação do Ipea, respondendo on-line a um questionário idêntico distribuído a todas as entidades do grupo. A pesquisa aborda previsões de oito indicadores relativos ao ano em curso ou ao ano por iniciar: taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB) real; taxa de crescimento do investimento em termos reais (formação bruta de capital fixo); número de empregos formais gerados segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (CAGED/MTE); taxa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IPCA/IBGE); taxa de juros Selic no fim do ano; taxa de câmbio à vista do dólar comercial de venda no fim do ano; exportações medidas em bilhões de dólares; e importações medidas em bilhões de dólares. Eventualmente, inclui-se uma questão adicional sobre previsão do crescimento do PIB ao longo de vários anos. O folheto de divulgação separa as respostas em três grupos, apresentando primeiro os indicadores-chave: PIB, inflação, taxa de juros e taxa de câmbio; depois vêm indicadores reais adicionais (investimento e emprego), e indicadores de comércio externo (exportações e importações).

Em bimestres seguidos, a pesquisa quase sempre repete solicitação de previsões relativas ao mesmo ano. Nestes casos, o respondente pode manter previsões feitas anteriormente, ou preferir modificá-las - levando em consideração informações de que tomou conhecimento entre um bimestre e outro, caso as considere suficientemente relevantes.

Na divulgação dos resultados, a medida de tendência central escolhida é a mediana. Em primeiro lugar, porque tem interpretação simples: para uma questão com respostas numéricas, a mediana das respostas é o número do meio, quando eles são colocados em ordem. Desse modo, aproximadamente metade das respostas são superiores à mediana, e metade são inferiores. Por exemplo, a previsão mediana de 5,2% para o crescimento do PIB é a intermediária: em número igual de respostas, certas previsões estão acima dessa taxa, e outras abaixo. Segundo, porque é uma medida robusta, isto é, erros em um pequeno grupo de dados afetam pouco a mediana, enquanto afetam muito a média propriamente dita. Assim, a mediana sofre pouca ou nenhuma influência de respostas idiossincráticas ou de propensões a respostas extremadas, ao contrário da média propriamente dita. Trata-se de uma medida independente da natureza da distribuição de frequências. Portanto, mostra-se particularmente atraente no nosso caso, pois não só não se conhece a distribuição característica das respostas a uma pesquisa nova - se é que terão distribuição estável ao longo do tempo - como há boa chance de que ela seja de tipo assimétrico (desviada).

Para medir a dispersão, isto é, a variação das respostas em torno da mediana, adotou-se a amplitude interquartílica (a diferença entre o terceiro quartil e o primeiro quartil), aqui às vezes chamada simplesmente de "desvio (em torno) da mediana" ou "dispersão central". Sua interpretação também é simples. Por exemplo, a dispersão central de 0,5 ponto percentual para a previsão mediana de 5,2% relativa ao crescimento do PIB significa que, das cerca de metade das previsões que se situam em torno da mediana, a diferença entre a mais baixa e a mais alta delas é de 0,5 ponto percentual. Ou seja, metade das previsões estão entre 5,0% e 5,5%.

Para melhor percepção da assimetria das respostas, dá-se precedência a duas outras medidas de dispersão: as "dispersões laterais". O aqui denominado "desvio inframediano" mede o quarto (25%) das respostas formado pelas que se situam imediatamente abaixo da mediana - tecnicamente, é a diferença entre a mediana e o segundo quartil. Por exemplo, o "desvio inframediano" de 0,2 ponto percentual para a previsão mediana de 5,2% do crescimento do PIB significa que um quarto das previsões se situam entre 5,0% e 5,2%. O "desvio supramediano" mede o quarto (25%) das respostas composto pelas que se situam imediatamente acima da mediana - tecnicamente, a diferença entre o terceiro quartil e a mediana. Por exemplo, o "desvio supramediano" de 0,3 ponto percentual para a previsão mediana de 5,2% do crescimento do PIB significa que um quarto das previsões se situam entre 5,2% e 5,5%.

O gráfico de cada variável apresenta parte das respostas individuais, sem que seja possível identificar os respondentes. As colunas representam as respostas que ficam mais próximas da mediana e que formam metade das observações situadas em torno dela. Não são apresentadas as respostas extremas, isto é, os 25% de respostas muito abaixo da mediana e os 25% de respostas muito acima. A linha vertical vermelha com seta mostra onde se situa a resposta mediana em meio às previsões colocadas em ordem crescente; colunas à esquerda dessa linha representam previsões inferiores à mediana, e colunas à direita, previsões superiores. A linha horizontal cinza com seta indica o valor da mediana, mostrando em que extensão são inferiores à mediana os valores de certas previsões (aquelas nas colunas de topo abaixo dessa linha) e o quanto são superiores à mediana os valores de outras previsões (aquelas nas colunas que ultrapassam essa linha).

Sensor Econômico de 2012

Sensor Econômico de 2011

Sensor Econômico de 2009 a 2010  

 

 
 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil.
Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Expediente Portal Ipea