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10/03/2017 15:51

Ipea prevê alívio inflacionário para os próximos meses

Queda dos preços livres e boas projeções para a safra contribuirão para o recuo neste ano

O Grupo de Conjuntura do Ipea (Gecon) lançou hoje sua avaliação do comportamento da inflação. A alta de 0,33% no IPCA em fevereiro, beneficiada pela deflação de 0,75% dos alimentos no domicílio, reforça ainda mais trajetória de desaceleração iniciada no último trimestre de 2016. Para o restante de 2017, a expectativa é de queda contínua da inflação, especialmente dos preços livres. No caso dos alimentos, as boas projeções de safra e a baixa probabilidade da ocorrência de fenômenos climáticos devem garantir a manutenção deste comportamento mais favorável.

Já os serviços se beneficiarão não apenas do baixo dinamismo do mercado de trabalho, como também da alta menor do salário mínimo em 2017 e da própria desaceleração da inflação em curso, reduzindo o componente inercial na composição dos seus reajustes. A lenta retomada da economia brasileira, a provável estabilidade do câmbio, a manutenção dos preços das commodities em níveis próximos aos atuais, o maior rigor da política fiscal, o comprometimento do governo em aprovar reformas importantes e a maior credibilidade do Banco Central também contribuem para o ambiente de maior alívio inflacionário.

“Dentro deste contexto, com a incorporação dos próximos resultados do IPCA, cujas variações se manterão bem abaixo das registradas no ano anterior, a curva de inflação em 12 meses recuará ainda mais. A partir do último trimestre, com o fim deste efeito estatístico, o IPCA apresentará uma leve aceleração, sem ultrapassar, entretanto, o centro da meta de inflação”, afirma a técnica de planejamento e pesquisa do Ipea Maria Andréia Parente.

O IPCA divulgado hoje pelo IBGE é o menor para fevereiro desde 2000 e a inflação em 12 meses (4,76%) segue caindo rapidamente. O artigo do Ipea elenca os fatores que contribuíram para esses números da inflação, não só pelo forte recuo de preços dos alimentos, como também pelos efeitos da apreciação cambial e do baixo dinamismo da demanda interna.

O trabalho está disponível no Blog da Carta de Conjuntura

 

 
 

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