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07/03/2017 10:53
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TD 2276 - Cidades Cicláveis: avanços e desafios das políticas cicloviárias no Brasil

Osmar Coelho Filho e Nilo Luiz Saccaro Junior, Rio de Janeiro, março de 2017

A demanda por uma mobilidade sustentável é impulsionada no Brasil pelo progressivo crescimento das cidades, causando aumento do tempo de deslocamento nos diferentes modais de transporte, crescimento do número de mortes de motociclistas que migram dos modos ativos de transporte movidos pelo crescimento da renda familiar, maior incidência de acidentes em geral e mais danos à saúde, provocados pela poluição do ar vinculada aos motores de combustão. O Brasil tem mais bicicletas que carros, respectivamente 50 milhões contra 41 milhões. Em torno de 7% do total de viagens é feita por bicicletas, com potencial de atingir 40%. Esta é uma pesquisa qualitativa que buscou entender quais os cenários de futuro e os fatores de sustentabilidade para as redes cicloviárias que são capazes de guiar as políticas cicloviárias e de mobilidade sustentável no Brasil. Utilizou-se a metodologia de pressão-estado-resposta (PER), associada à metodologia do pensamento de ciclo de vida (PCV) para compreender as percepções dos stakeholders (atores-chaves) sobre as redes cicloviárias. Os entrevistados pertencem a academia, governo, associações de cicloativistas e associações empresariais. Os cenários de curto prazo indicaram a necessidade de uma base de dados que apoie a formação de indicadores sociais, econômicos e ambientais, além do fortalecimento da participação dos atores sociais no processo de institucionalização da política cicloviária. Os cenários de médio prazo indicaram a construção de uma política de alianças estratégicas e o fortalecimento da bicicultura ou onda bike por meio de eventos e geração de informação que atenda aos atores em diferentes escalas territoriais (local, nacional e internacional). Os fatores de sustentabilidade para o fortalecimento das políticas cicloviárias foram: o tempo de implementação da política; o tipo de abordagem de mobilidade utilizada para orientar a política cicloviária; os níveis de incentivos econômicos e fiscais; a utilização de metodologias de participação; a formação de banco de dados sobre o número e a localização dos conflitos entre ciclistas, motoristas e pedestres; o grau de integração das políticas cicloviárias com outras políticas públicas; e a área de espaço urbano disponível para a expansão das redes cicloviárias. Além disso, a metodologia do PCV indicou a necessidade de uma avaliação de ciclo de vida (ACV) que modele os impactos da presença de cada modal (pedestre, bicicleta, metrô, trem e ônibus) no território urbano. Esta ACV pode produzir indicadores para apoiar um sistema integrado de mobilidade sustentável em que a bicicleta pode ter um papel múltiplo: modal de transporte, veículo de integração entre modais e símbolo de sustentabilidade.

Palavras-chave: mobilidade; sustentável; urbana; bicicleta; ciclovia.

The demand for sustainable mobility in Brazil is driven by the Brazilian cities growing urban density, the increased travel time in different transportation modes, the increasing number of motorcyclists deaths who migrated from active modes driven by household income growth as well as drivers, pedestrians and cyclists deaths, and the worsening air pollution level linked to combustion engines which has serious consequences for health. Brazil has more bikes than cars, respectively 50 million to 41 million. Around 7% of all trips are made by bicycle with a potential to reach 40%. This qualitative research tried to understand what are the cycling networks future scenarios and sustainability factors that can guide the empowering of cycling policies and the sustainable mobility in Brazil. It used the pressure-state-response methodology associated with life cycle thinking methodology (PCV) to understand the cycling networks stakeholder perceptions from academia, government, cycling associations and business associations. Short-term scenarios indicated a database construction to support the development of social, economic and environmental indicators, and the empowering of the social actors’ participation in the cycling policy institutionalization. Medium-term scenarios indicated the construction of strategic alliances among stakeholders and the strengthening of bicycle culture or “bike wave” through events and production of information to social actors in different territory scales (local, national and international). The sustainability factors to empower cycling policies were: the policy implementation timing; the mobility approach strand used to guide the cycling policy; the levels of economic and tax incentives; the participatory methodologies use; the database on number and location conflicts among drivers, pedestrians and cyclists; the level of cycling policy integration with other public policies; and the urban space available area for the expansion of cycling networks. Moreover, the Life Cycle Thinking methodology indicated the development of a life cycle assessment (LCA) that models the impacts on each transportation mode and its available urban space (pedestrian, bicycle, subway, train, and bus). This LCA can produce indicators that support an integrated sustainable mobility where the bicycle may have multiple roles: transportation mode, integration vehicle among modes and sustainability symbol.

Keywords: mobility; sustainable; urban; bike; bicycle path.
 

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