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tips and trick
13/02/2017 13:58

“O Brasil precisa investir em políticas de prevenção à criminalidade”
Pesquisadores do Ipea analisam a situação da segurança pública brasileira

A violência tende a aumentar no mesmo ritmo que aumentam as desigualdades e as dificuldades de as pessoas inserirem-se no mercado de trabalho e na vida comunitária. É o que analisa o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Fábio de Sá e Silva. Outro fator de relevância neste cenário é a própria forma de organização das cidades. “A criação de zonas de exclusão estimula o surgimento de focos de violência”, alerta.

O especialista explica que, no caso do Brasil, a falta de políticas públicas capazes de evitar efetivamente a criminalidade nas cidades é um ponto de preocupação e um fator que contribui para o crescente número da população carcerária, que hoje já é a quarta maior do mundo. A oferta de saúde, educação, lazer e cultura, em especial para os jovens que vivem em localizações mais deterioradas, é uma urgência para o enfrentamento à violência.

Alternativas penais
A forma como a punição aos crimes é aplicada também é determinante para o aumento da população carcerária. A principal pena no Brasil ainda é a prisão. “Se você verifica no Código Penal, cada crime já vem com a tipificação da quantidade de anos que precisa ser cumprido”, lembrou Helder Ferreira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea. Ele acrescentou que a utilização de penas alternativas – que já é permitida – precisa avançar e ser mais frequente.

“O sistema de justiça criminal só consegue dar conta de poucos crimes - em termos de investigação, julgamento e punição, então a sociedade deve escolher concentrar-se em crimes realmente relevantes”, argumentou o pesquisador, que acredita na necessidade de utilizar penas alternativas ao encarceramento. “O Brasil possui uma população carcerária enorme. Precisamos repensar as políticas de repreensão de crimes”, defendeu.

 
 

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