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08/02/2017 09:00

Investimentos reagem em dezembro

Melhoria foi puxada pelo bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos. Ainda assim, 4º trimestre fechou em queda

A reação dos investimentos em dezembro foi constatada pelo Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), divulgado nesta quarta-feira, dia 08/02, que aponta crescimento de 3,9% em dezembro na comparação com novembro de 2016, na série com ajuste sazonal. “A trajetória irregular dos investimentos segue indicando que a recuperação da economia será gradual”, afirma o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Leonardo Mello de Carvalho, do Grupo de Conjuntura do Ipea. Entrevistas podem ser agendadas pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . É possível acessar o trabalho no Blog da Carta de Conjuntura do Instituto, em http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/

Apesar do resultado positivo no mês, que sucedeu cinco recuos consecutivos, o indicador de investimentos encerra o quarto trimestre com queda de 3,7% sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com dezembro de 2015, o indicador atingiu patamar 1,7% superior. Já na comparação do quarto trimestre de 2016 com o mesmo período de 2015, o investimento registrou uma redução de 8,3%. Com isso, o resultado acumulado no ano de 2016 ficou em -10,8%.

O avanço entre os meses de novembro e dezembro foi consequência do bom desempenho do consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – que é uma estimativa dos investimentos em máquinas e equipamentos e corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações. Após forte queda no período anterior, este indicador apresentou alta de 8,8%. Já o indicador de construção civil retraiu-se 0,6% frente ao mês de novembro, ainda na comparação com ajuste sazonal. Na comparação entre o 4º trimestre e o mesmo período do ano anterior, ambos os componentes apresentaram retração, com quedas de 7,5% e 10,1%, respectivamente.

Entre os componentes do Came, a produção doméstica de bens de capital avançou 2,8% em dezembro, na comparação dessazonalizada. Outro importante fator que ajuda a explicar o bom resultado na comparação mensal, também na série com ajuste sazonal, foi o comportamento do volume de exportações de bens de capital. Após a forte alta registrada entre outubro e novembro, influenciada pela contabilização de uma plataforma de petróleo, o volume de bens de capital exportado sofreu redução proporcional em dezembro, afetando positivamente o resultado do Came no mês.

Confira o comentário do diretor de macroeconomia, José Ronaldo de Castro, sobre os resultados do Indicador de FBCF

 
 

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