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TD 2255 - A Dinâmica Inovativa das Empresas de Pequeno Porte no Brasil

Graziela Ferrero Zucoloto e Mauro Oddo Nogueira , Rio de Janeiro, novembro de 2016


Este trabalho analisa o perfil inovativo das empresas industriais brasileiras segundo seu porte. Os dados utilizados foram obtidos a partir da Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec) de 2011, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As empresas foram agregadas, de acordo com seu porte, em três grupos: micro e pequenas (entre 10 e 99 funcionários), médias (de 100 a 499 empregados) e grandes (500 ou mais empregados). Foram analisadas não somente as taxas de inovação desses grupos mas também o grau de inovatividade, as diferenças nas atividades inovativas empregadas, o grau de cooperação e o uso de incentivos públicos, entre outros. Adicionalmente, o trabalho realiza uma análise setorial das empresas, segundo os portes estabelecidos. Entre os principais resultados, concluiu-se que, apesar de apresentarem taxas de inovação superiores às das pequenas, os esforços inovativos das grandes firmas são, proporcionalmente, mais elevados, com ênfase na aquisição de máquinas e equipamentos (M&E), atividade associada à modernização do processo produtivo. Ainda, as empresas de pequeno porte são as principais responsáveis pela introdução de novos produtos no mercado nacional e mundial, representando cerca de três quartos do total. Em relação ao esforço em pesquisa e desenvolvimento (P&D), nos setores de baixa tecnologia, a distância das micro e pequenas empresas (MPEs) para as grandes é expressiva, enquanto nas indústrias de maior intensidade tecnológica, como a de farmoquímica e farmacêutica e a de informática e eletrônicos, as empresas de menor porte apresentam esforço tecnológico superior ao das grandes empresas.


Palavras-chave: porte das firmas; micro e pequenas empresas; atividades inovativas; indústria brasileira; políticas públicas.
 

This paper analyzes the innovative performance of Brazilian industrial companies according to their size. We obtained the data from the Innovation Survey 2011, published by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). We grouped the companies according to their size: micro and small (between 10 and 99 employees), medium (100-499 employees) and large (500 or more employees). The paper not only analyzed the innovation rates of such groups, but the degree of innovativeness, differences in innovative activities, the degree of cooperation, use of public incentives, among others. In addition, the work carries out a sectoral analysis of the companies, according to the established sizes. Among the main results, it concluded that despite the large firms present innovative rates higher than small ones, innovative efforts of these are proportionally higher, with emphasis on the acquisition of machine, which is associated with the modernization of the production process. Still, small businesses are the main responsible for the introduction of new products in the domestic and world market, accounting for about ¾ full. Regarding the R&D efforts in low-tech sectors, the distance of SMEs to large firms is significant, while in the more technology-intensive industries, such as pharmaceutical, information technology and electronics, the smaller companies have technological effort higher than that of large companies.

Keywords: firms size; micro and small business; innovative activities; brazilian industry; innovation; public policy.

 

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