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11/11/2016 14:28

Especialistas discutiram os desafios do setor elétrico

Estabilização regulatória e atração de investimentos foram alguns dos pontos levantados no evento desta quinta, 10, em Brasília

O setor elétrico é um mercado em permanente funcionamento. Mas como aumentar a atratividade de investimentos para a área, ao mesmo tempo criando uma segurança regulatória e jurídica para investidores estrangeiros? Para debater sobre esses desafios, o Ipea, em parceria com a Universidade de Brasília, realizou o primeiro de uma série de encontros. O evento, ocorrido na sede do Instituto, em Brasília, recebeu representantes do Poder Executivo, de agências reguladoras, do meio acadêmico e do setor privado.

Todos os especialistas concordaram que o setor energético brasileiro tem uma capacidade muito grande de atrair investimentos, mas é indispensável avançar em alguns pontos. O presidente do Ipea, Ernesto Lozardo, apontou a necessidade de primar por alguns elementos fundamentais, como o papel setor público e o do setor privado. Ele defendeu deixar o risco do investimento, as tarifas e margem de lucro, para o setor privado. Dessa forma, o setor público atuaria para assegurar a estratégia da demanda energética no país e estabilizar as normas regulatórias. "Precisamos ter regras muito claras para esse investimento. O investidor não pode ter o sentimento de que em algum momento ele vai ser surpreendido", enfatizou.

A recuperação dessa lógica econômica também foi defendida por Paulo Pedrosa, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia. Para ele, falar sobre subsídios e criar um ambiente de confiança com o investidor em que ele não tenha de competir com o valor dos encargos é essencial: "Precisamos dar os incentivos regulatórios corretos para gerar uma competição saudável para o setor".

O diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, Alexandre Ywata, complementou que essas ações são importantes para se obter, também, uma redução de tarifas. Ele ressaltou que, ao se detectar os entraves no setor, consegue-se identificar as oportunidades para melhorar a legislação e atrair mais investimentos. Também participaram do debate o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Gustavo Luedemann, e Eduardo Ellery, sócio-diretor da AEA Consultoria Empresarial em Energia e Regulação LTDA.

3% do PIB

"Alguns especialistas apontam investimentos necessários na ordem de 3% do PIB, aporte ideal para crescermos o suficiente na próxima década, com segurança política, estabilidade nas regras e eficiência desses investimentos", defendeu Paulo Coutinho, diretor do Centro de Estudos em Regulação de Mercados (Cerme/UnB). Ele destacou que o setor exige investimentos vultosos de longo prazo de maturação.

Para o reitor da Universidade de Brasília e especialista na área, Ivan Camargo, a postura do regulador é muito importante nas áreas que precisam de algum tipo de incentivo. Ele defendeu que a segurança regulatória é o primeiro passo para dar os incentivos corretos.

Vídeo: Confira as entrevistas com os especialistas no tema

 
 

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