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22/09/2016 09:19

Para Bresser-Pereira, Brasil deve ter uma meta de câmbio

O economista lançou, no Ipea, seu novo livro Macroeconomia Desenvolvimentista - Teoria e politica econômica do novo desenvolvimentismo

Uma teoria baseada em cinco preços macroeconômicos (taxa de lucro, de juros, de câmbio, de salários e de inflação) é o tema central do mais recente livro do economista e professor emérito da Fundação Getúlio Vargas Luiz Carlos Bresser-Pereira. O lançamento do livro Macroeconomia Desenvolvimentista - Teoria e politica econômica do novo desenvolvimentismo ocorreu na sede do Ipea, em Brasília, nesta quarta-feira, 21, com a presença do presidente do Ipea, Ernesto Lozardo, do diretor de Estado, Instituições e Democracia, João Alberto De Negri, demais diretores e convidados.

Para Bresser, além da inflação, é fundamental estabelecer uma meta cambial. “A meta que o Brasil precisa ter é um superavit em conta corrente de 1% do PIB, ou seja, ter responsabilidade fiscal e responsabilidade cambial”, defendeu. Ele fez uma apresentação sobre o novo desenvolvimentismo, a partir de uma macroeconomia situada historicamente e aplicada a países de renda média como o Brasil e, em menor grau, a países mais pobres. “O essencial dessa nova teoria é dar condições igualitárias para a competição, tanto do mercado interno, quanto do externo”, destacou.

A tese central da publicação, assinada também pelo professor de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) José Luis Oreiro e o professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da FGV Nelson Marconi, é que os cinco preços macroeconômicos precisam estar equilibrados, mas o mercado capitalista em países em desenvolvimento não consegue dar essa garantia. Isso, segundo Bresser, explica as crises cíclicas que ocorrem no Brasil. São necessários, dessa forma, uma taxa de lucro satisfatória para fazer os empresários investirem; um nível de taxa de juros baixo; a taxa de câmbio deve ser compatível com um lucro satisfatório das empresas – quando essa taxa está muito apreciada, as empresas acabam perdendo competitividade no exterior; uma taxa de inflação baixa, de até um ponto percentual; e uma taxa de salários que cresça com a competitividade, não conflitando com a taxa de lucros dos empresários.

“Essa palestra do ministro Bresser é a primeira de um ciclo de conversas, em que queremos trazer vários economistas para debater o desenvolvimento do país”, explicou o presidente do Ipea, Ernesto Lozardo. Ele enfatizou ainda que é essencial se pensar como estruturar o desenvolvimento econômico brasileiro a longo prazo, para que o país alcance um patamar de maior crescimento econômico e menor desigualdade de renda.

Assista à entrevista com Bresser-Pereira

 
 

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