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22/09/2016 09:11

Trabalhadores com melhores salários aumentaram a renda

Os dados estão na Carta de Conjuntura do Ipea, que traz ainda as ocupações, setores e estados com maior rendimento

Uma parcela da população brasileira tem aumentado a renda mesmo no período de recessão: são aqueles com melhores rendimentos e maior qualificação. A constatação está na Carta de Conjuntura n° 32 do Ipea, publicada em 20/09 no Portal do Instituto e no blog da Carta de Conjuntura.

A análise desagregada do mercado de trabalho realizada pelo Grupo de Conjuntura do Ipea (Gecon), por meio de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), mostra em detalhes a evolução da renda no Brasil, por setor, por tipo de ocupação e por estado.

“O rendimento real do decil superior da distribuição de renda subiu 2,4% nos últimos 12 meses”, informa o coordenador do Grupo de Conjuntura, José Ronaldo Souza Jr. Além desse grupo, que reúne 10% dos trabalhadores mais bem remunerados, apenas o trabalhador que ganha exatamente o salário mínimo não apresentou perda real de rendimento. A PNADC mostra que a redução nos salários reais foi pior em setores que exigem menor qualificação. Apesar disso, o índice de Gini dos rendimentos do trabalho manteve-se praticamente estável no período.

No trimestre que terminou em julho, o rendimento médio subiu ligeiramente, para R$ 1.985,00, uma melhora em relação ao segundo trimestre terminado em junho de 2016. Além disso, segundo a taxa de variação anual dos rendimentos reais por setor de atividade apurada nos últimos trimestres, apenas na construção houve uma manutenção da renda no período recente. Entre as ocupações que exigem ensino superior, os maiores rendimentos estão entre os médicos.

Já os estados com maior renda foram São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. Os que estão com nível de renda mais baixo são os do Nordeste, especialmente Maranhão, Ceará, Alagoas e Bahia, além do estado do Pará. Por sua vez, apenas seis estados mostraram crescimento na renda no último ano, com destaque para o Amapá, onde a renda cresceu 15% entre o segundo trimestre de 2015 e o mesmo período de 2016. Os demais estados foram Pará, Maranhão, Piauí, Sergipe e Rio de Janeiro. Por outro lado, as maiores quedas na renda (em torno de 7%, 8%) foram em Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Bahia e Pernambuco.

Acesse o blog da Carta de Conjuntura

Vídeo: Assista ao comentário do coordenador de Conjuntura

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