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08/07/2016 16:05

Ensino superior apresenta maior desigualdade educacional do país
Seminário no Rio analisou a acessibilidade na educação de acordo com as origens sociais dos indivíduos

A estratificação e desigualdade educacional foram os temas do seminário Novas Tendências ou Velhas Persistências? Modernização e Expansão Educacional no Brasil, realizado na quarta-feira (06), na representação do Ipea, no Rio de Janeiro. Foram avaliadas as características históricas e atuais educacionais por diferentes níveis de ensino (fundamental, médio e superior), faixas etárias, classe social e dimensão racial da população brasileira.

De acordo com o autor do estudo, o professor do Departamento de Educação da PUC-Rio e doutor em Sociologia pela USP, Murillo Marschner, o foco é observar a relação entre origens sociais e destinos educacionais e mostrar a necessidade de expansão para modernizar a educação e diminuir as desigualdades, o que propiciaria mudanças nos padrões de estruturação de classes e de possibilidades de mobilidade social.

O estudo ainda trouxe um modelo de transições educacionais, a fim de analisar em quais níveis educacionais, faixas etárias e classes sociais a desigualdade se torna mais presente. Foram escolhidas três transições para exemplificar o cenário: conclusão do ensino fundamental, conclusão do ensino médio e a entrada na faculdade, por faixas etárias diferentes (de 16 a 19 anos, 20 a 21 anos e 21 a 25 anos).

O período de transição que mais apresenta uma desigualdade educacional em acesso é o da entrada no ensino superior. Nele, apenas 40% da população elegível, concluinte do ensino médio, entre 21 e 25 anos, que já tenha passado pelas outras transições, ingressa em uma faculdade. “Observa-se que as maiores classes representam mais de 80% das chances de entrada no ensino superior, o que mostra o aumento na desigualdade (educacional)”, apontou Marschner.

A pesquisa afirma que, “historicamente, a estabilidade nos níveis de acessibilidade sugere que este é um ponto crítico nas trajetórias educacionais, em que os indivíduos tendem mais frequentemente a abandonar o sistema educacional”.

Outro fator observado foi a concentração das vagas e chances de acesso da ingressão no ensino superior nas classes mais elevadas. Apesar de uma melhora da acessibilidade das classes mais baixas, as chances e probabilidade de ingressão em uma universidade ainda se mantêm concentradas e elevadas nos estratos mais altos da sociedade atual.

 

 
 

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