Twitter
Youtube
facebook
Google +
Google +

 

tips and trick
18/05/2016 11:01

Para Banco Mundial, aumento da produtividade ainda é um desafio 
Relatório apresentado nesta segunda, 16, avalia a situação do Brasil e seus principais gargalos

Os principais avanços conquistados pelo Brasil na última década foram crescimento sólido com redução da pobreza e desigualdade aliados à criação de empregos com a diminuição das desigualdades salariais. Contudo, o país não tem conseguido um alto crescimento da produtividade – o que gera diversos impactos, como a redução da capacidade industrial brasileira e a baixa taxa de crescimento agregado do Produto Interno Bruto (PIB). Essas são algumas das principais reflexões apresentadas pelo Banco Mundial no relatório Retomando o caminho para a inclusão, o crescimento e a sustentabilidade.

O documento foi apresentado na segunda-feira, 16, na sede do Ipea, em Brasília, pelo coordenador de Operações Setoriais do Banco Mundial, Roland Clarke. “Nosso foco é na perspectiva dos 40% mais pobres da população brasileira”. O relatório é parte de um processo realizado pelo banco a cada quatro anos e inclui a elaboração de uma estratégia para o país.

A avaliação do Brasil resulta em três afirmações principais: a redução da pobreza e do desemprego vai necessitar da criação de novos trabalhos produtivos; a restrição fiscal vai exigir melhorias no serviço e investimentos públicos; e o Brasil tem grande potencial para se tornar um líder entre os países emergentes no chamado crescimento verde.

Participaram do debate o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, o diretor-substituto de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais do Ipea, Cláudio Hamilton, o técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto André Calixtre, e o diretor da Cepal para o Brasil, Carlos Mussi.

Commodities
Para os especialistas do Bird, o Brasil passou por um boom de commodities, possibilitando que os salários ficassem muito acima da produtividade. Se, por um lado, isso impulsionou um modelo de crescimento baseado no consumo, em que grandes transformações sociais foram alcançadas, por outro fez o país um dependente das commodities. “Com o fim desse superciclo, as políticas contracíclicas tiveram impactos limitados e um custo fiscal elevado. No cenário fiscal, isso levou a uma queda na confiança e aumento do risco fiscal”, explicou Roland Clarke, coordenador de Operações Setoriais e autor do relatório.

 
 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil.
Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Expediente Portal Ipea