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02/12/2015 18:40

Oficina no Ipea debateu a inovação no setor público

Evento internacional ocorreu nesta terça-feira, dia 1º, em parceria com o Ministério do Planejamento e a Enap

O Ipea, em parceria com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) e a Escola Nacional da Administração Pública (Enap), promoveu a oficina internacional Inovação no Setor Público – contexto, teoria e prática. O objetivo do evento foi uma troca de experiências que incluem as iniciativas brasileiras e as ocorridas em outros países no campo da inovação no setor público. Para tanto, o evento contou com a participação de Wolfgang Drechsler, professor da Escola de Inovação e Governança Ragnar Nurkse e da Universidade de Tecnologia Tallinn University, na Estônia, Stéphane Vicent, diretor da La 27e Région Laboratory, da França, e Nicholas Gruen, do Centro para Inovação Social, da Austrália.

Wolfgang Drechsler discorreu sobre a necessidade da inovação. "É fundamental que a sociedade inove". Ele apresentou um panorama desde 1930 e quais foram as alterações das noções de inovação ao longo dos anos. "Nos anos 1960 tivemos, marcadamente, uma inovação organizacional que impacta até hoje na inovação que procuramos para o setor público", explicou. Para o professor, criou-se uma falsa impressão de que inovar no setor público não faz sentido. "Por que fazemos reforma no setor público? Teoricamente, para melhorá-lo. Mas existem muitos elementos nessa matriz da reforma, passando tanto pela inovação, quanto pela corrupção, resolução de problemas e ideologias."

Já Stephane Vincent apresentou alguns dos trabalhos implementados no laboratório que coordena na França e os desafios enfrentados para inovar. "Quando você precisa realmente inovar, é preciso reinterrogar o problema". O pesquisador destacou que na França há políticos com soluções fantásticas, mas que não respondem às questões corretas. "Ainda é um grande tabu na França o insucesso das políticas públicas". Vincent explicou que há também uma grande falha na experiência com o usuário – com políticas tão complexas que a população não as compreende. Por fim, o professor Nicholas Gruen fez uma apresentação sobre o tema "Destravando a conspiração". E abordou um conceito chamado "deformação profissional", que descreve a forma como uma profissão enxerga o mundo e o deforma para encaixá-lo nessa visão.

Centro de Altos Estudos

Dentre as iniciativas brasileiras no campo da inovação, Alexandre Gomide, chefe da Assessoria Técnica da Presidência do Ipea, destacou a criação do Centro de Altos Estudos e Formação em Governo, que terá como objetivo a troca de conhecimento entre pessoas com expertise na área conjuntamente com pesquisadores do tema. Gomide esclareceu que a troca de conhecimento e experiências sobre programas de capacitação "permite planejar uma agenda de pesquisa no campo da inovação em políticas públicas".

Para Bruno Queiroz, representante da Assessoria Especial para Modernização da Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a discussão sobre a inovação é crescente tanto no Brasil quanto no exterior. "O Estado pode ser um agente de inovação, sobretudo se compreende como se dará uma interface com suas organizações e seus diferentes propósitos", pontuou.

 
 

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