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03/07/2015 14:25

Segundo dia de seminário debateu a inovação nas empresas

Desenvolvimento econômico brasileiro é discutido em encontro organizado pelo Ipea

O seminário Fortalecendo a Inovação para o Crescimento da Produtividade no Brasil: em Direção a uma Agenda renovada de Políticas para Inovação, organizado pelo Ipea, em parceria com o Banco Mundial, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Secretaria de Assuntos Estratégicas da Presidência da República, chegou ao fim nesta quinta-feira, 2 de julho. Com a proposta de debater a inovação e a produtividade no Brasil, o seminário internacional reuniu especialistas e autoridades no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília.

Neste segundo dia de evento, foi discutido o papel da colaboração da indústria na inovação, de forma a garantir o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no Brasil. Glauco Arbix, professor da Universidade de São Paulo (USP), frisou que a produtividade no Brasil está estagnada: “A produtividade da economia brasileira e das empresas brasileiras é uma questão essencial para o crescimento do país. Se a gente não tiver foco na produtividade, não iremos crescer e não teremos desenvolvimento. O ambiente tem de ser mais amigável e a economia brasileira não é amigável à inovação, ela é muito hostil”.

Demanda profissional
O atual diretor de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Guilherme Sales de Melo, destacou: “A verdade é que, de certa forma, inibimos inovadores no Brasil. Um dos problemas é o foco nos concursos públicos. Como incentivaremos jovens a fazer cursos como a engenharia quando ele pode ganhar mais em um concurso público?”.

O diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Carlos Américo Pacheco, lembrou que, atualmente, a economia brasileira é muito focada no mercado interno. “O mercado interno, bem utilizado, pode ser um incentivo grande à inovação. Mas não tem um link com o mercado externo, que é muito importante também”, disse.

Para Sérgio Queiroz, professor associado da Universidade de Campinas, não estamos muito distantes de países de primeiro mundo: “Estamos no padrão universal de interação entre a universidade e a empresa”. À tarde, o evento contou com um debate sobre a relação entre monitoramento das políticas públicas e o aperfeiçoamento da sua execução.

 
 

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