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05/03/2015 12:46
topo tempo_mundo

Tempo do Mundo, Volume 1, Número 1 - Janeiro 2015

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(Para leitura em sistema operacional Android, recomenda-se o Universal Book Reader)
    

O “ELO PEDIDO” ENTRE A OMC E O FMI
Vera Thorstensen, Daniel Ramos e Carolina Muller

Um dos principais objetivos das negociações de Bretton Woods era o de garantir o controle estrito sobre medidas de desvalorização cambial competitiva, que haviam potencializado os danos da crise econômica da década de 1930. O sistema de paridades cambiais fixas foi criado, representando um elo entre o sistema financeiro internacional e o sistema de comércio internacional garantindo, a este, a neutralidade da questão cambial. Este artigo analisa como as revoluções sofridas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) acabaram por representar a perda deste elo e discute as consequências para o atual funcionamento da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Palavras-chave: Fundo Monetário Internacional; Organização Mundial do Comércio; taxa de câmbio; padrão dólar-ouro; Bretton Woods.

O BRASIL EMERGENTE E OS DESAFIOS DA GOVERNANÇA GLOBAL: A PAZ LIBERAL EM QUESTÃO
Mônica Hirst

O Brasil constitui um poder emergente que tem procurado atuar como força de propulsão conducente a um mundo multipolar ancorado em um multilateralismo reconfigurado. O país atua como nova fonte de pressões, opiniões e recursos, que busca promover iniciativas políticas de mediação, especialmente por meio de coalizões com outros poderes emergentes do acrônimo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) e do Índia, Brasil e África do Sul (Ibas) para ampliar capacidade de influência em âmbitos de governança global. Este empenho corresponde a um substrato de poder brando da política externa brasileira. Este artigo analisa a presença do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e aborda os posicionamentos brasileiros no tratamento de situações de crise e/ou conflito, o que envolve opções tais como: a negociação diplomática, a criação de comissões especiais, a aplicação de sanções, a criação de missões de paz, a intervenção militar. O ano de 2011 é destacado por constituir a primeira vez que o Brasil e seus parceiros do BRICS sentaram-se ao mesmo tempo no Conselho de Segurança da ONU. As posições brasileiras somaram-se às de seus parceiros emergentes para reforçar posturas que se contrapunham ao uso da “caixa de ferramentas” do internacionalismo liberal.

Palavras-chave: política externa; potências emergentes; Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas; governança global; cooperação Sul-Sul; Ibas; direitos humanos

A ASCENSÃO DO DÓLAR E A RESISTÊNCIA DA LIBRA:UMA DISPUTA POLÍTICO-DIPLOMÁTICA
Maurício Metri

Ao final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos conduziram as negociações para a construção de uma nova ordem mundial e, ao longo desta, lograram definir sua moeda nacional como o padrão de referência internacional. Desde então, o dólar norte-americano permanece como a principal unidade de conta, veículo de liquidação e reserva de valor em âmbito global. O objetivo deste artigo é analisar, de um lado, o papel dos instrumentos político-diplomáticos dos Estados Unidos para determinação das bases que asseguraram a primazia do dólar no sistema internacional e, por outro, a estratégia de resistência britânica em defesa da libra esterlina. Há uma contraposição à visão convencional que acentua o peso das escolhas dos agentes de mercado e dos demais estados nacionais. Parte-se de uma releitura ampliada para o âmbito das relações internacionais da perspectiva teórica da moeda cartal, na qual o poder aparece ao centro das questões monetárias enquanto dimensão teórica relevante. Pretende-se mostrar que, conforme os Estados Unidos conseguiram, por meio da diplomacia e da própria guerra, expandir seu poder, ampliar suas áreas de dominação e moldar a arquitetura do sistema, consolidaram simultaneamente um território monetário internacional baseado em sua moeda.

Palavras-chave: dólar norte-americano; libra esterlina; Segunda Guerra Mundial; moeda de referência internacional; cartalismo.

NORWAY’S OIL AND GAS SECTOR: HOW DID THE COUNTRY AVOID THE RESOURCE CURSE? 
(Gás e Petróleo na Noruega: como o país driblou a maldição dos recursos?)
César Said Rosales Torres

This essay is an effort to understand the dynamics behind a successful model of wealth distribution in one of the top oil producers in the world: Norway. The first part explains the concept of “resource curse” to describe the challenges that resource rich nations face in their economies. The next section describes the conditions in Norway since the late 1950s to make the point that efficient wealth management, savings, and distribution systems of a given country are usually based on three major initial aspects: comparatively low oil and gas production prospects in its initial phase of exploration, high level of economic and political development, and a political system that does not pressure the government to directly use the revenues obtained from natural resources to alleviate social, political, and economic problems. The third section explains the “Norwegian model,” as well as the future challenges to keep its good performance. Finally, after a few conclusions on the particularities of the Norwegian model, the essay provides a brief comparison with Mexico’s oil and gas sector to assess which general policies could be replicated in the North American country in the context of the energy reform approved in December 2013.

Keywords: Norway; oil; hydrocarbons; resource curse; natural resources; lessons; developing countries; economic development; energy sector; EITI; Mexico’s energy reform.

LA COOPERACIÓN SUR-SUR AGRÍCOLA ARGENTINA CON ÁFRICA SUBSAHARIANA: UNA HISTORIA QUE COMIENZA
(A Cooperação Sul-Sul Agrícola Argentina com a África Subsaariana: uma história que se inicia)
Carla Morasso

En la última década Argentina ha sido un actor dinámico de la cooperación Sur-Sur. Sus acciones se han dirigido principalmente hacia América Latina, pero también se han promovido los vínculos con Asia y África. El artículo analiza particularmente la cooperación Sur-Sur entre Argentina y países de África Subsahariana en materia de desarrollo agrícola en el período 2003- 2013, donde se destacan los roles del Fondo Argentino de Cooperación Sur-Sur y Triangular (FO. AR) y el Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (Inta). Dicha cooperación tuvo lugar en un marco de acercamiento político-diplomático hacia la región y en un contexto global donde el régimen de cooperación internacional está siendo debatido tanto como las estrategias para el crecimiento de la producción y productividad agrícola.

Palabras-clave: Cooperación Sur-Sur; agricultura; Argentina; África Subsahariana.

 

 
 

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