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TD 0159 - Alta Inflação e Fronteira de Estabilidade: Um Modelo para Análise de Trajetórias Explosivas da Inflação

Fabio Giambiagi / Rio de janeiro, dezembro de 1988

Desde meados dos anos 80 a economia brasileira parece ter ingressado na rota da hiperinflação, no sentido de que revela uma tendência sistemática ao aumento das taxas de inflação, apenas recorrente e temporariamente interrompida por sucessivos choques desindexatórios. Esse processo de aceleração gradual diferencia o período tanto da história anterior da inflação brasileira - caracterizada pela evolução em patamares relativamente estáveis - como dos casos clássicos de hiperinflação, marcado pelo caráter vertiginoso da elevação das taxas. Este artigo procura explicar as razões de tal especificidade, tentando mostrar os fatores que formaram uma situação compatível com a estabilidade das taxas de inflação, no passado, incompatível no presente. Argumenta-se que as causas desse fato residem na mudança da equação da demanda de moeda, no aumento das necessidades globais de financiamento do setor público e na redução da sua capacidade de endividamento interno. Dessa forma, taxas de inflação que no passado geravam um certo nível de imposto inflacionário tendem a gerar agora uma arrecadação menor desse imposto, justamente no momento em que este deveria aumentar para compensar a menor capacidade de endividamento público. Como consequência, o financiamento do déficit "exige" uma taxa de inflação maior, a qual, acentuando a fuga de moeda por parte dos agentes, tende a uma aceleração permanente. A conclusão é que a solução do problema implica reduzir a relação necessidades globais de financiamento do setor público/PIB e/ou recuperar a capacidade de endividamento adicional do governo

 

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