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| 08/12/2011 11:28 |
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Boletim analisa o cenário político brasileiro A Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou oficialmente nesta sexta-feira, 9, a primeira edição do Boletim de Análise Político-Institucional. O novo periódico tem o objetivo de divulgar os trabalhos da Diest para os públicos interno e externo, além de fomentar o debate sobre a política institucional do desenvolvimento, afirmou o diretor Alexandre Gomide, que abriu o evento. A técnica de Planejamento e Pesquisa Luseni de Aquino, que integra o Comitê Editorial da Diest, fez a apresentação da publicação ao lado do diretor-adjunto, Antonio Lassance. Ela ressaltou que o boletim é resultado do trabalho de quase um ano, período em que foram discutidas várias possibilidades para o produto, que é destinado para a mídia, gestores públicos, acadêmicos e qualquer pessoa interessada. Objetivos e formato O boletim conta com um comentário sobre o panorama da conjuntura próxima - a Agenda Político-Institucional; um espaço reservado para a opinião, que apresenta texto com visões mais particulares sobre temas do debate político; outro para reflexões sobre o desenvolvimento, com caráter mais ensaístico; além de notas sobre pesquisas em andamento. Segundo Lassance, a proposta consensual é de que a publicação seja semestral. "Gastamos pelo menos um semestre para termos resultados parciais das nossas pesquisas", justificou. Ele ainda frisou que os períodos de recessos do Poder Legislativo são grandes oportunidades para fazer o balanço dos temas em tramitação, o que proporciona “maturação dos assuntos em voga”. Na opinião do diretor-adjunto, “todo mundo faz análise política, é um exercício trivial”, mas ele adverte para a complexidade da tarefa. Nesse sentido, o Boletim constitui um panorama para aprofundar o debate de curto prazo, feito principalmente pela imprensa e grupos sem acesso a informações mais conjunturais. “O exercício é olhar menos os partidos e mais lançar um olhar adiante”, afirmou. Previsões A questão a divisão dos royalties do petróleo da camada pré-sal deve ser, na análise do diretor-adjunto, muito mais debatida. Mas ele adianta que entende que prefeituras e governos estaduais dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo – os estados produtores - não têm estrutura institucional para gerir a quantidade imensa de recursos advindos da extração desse petróleo, o que facilita “o jogo predatório nesses espaços de gestão pública”. Cenário governamental É também no segundo ano de governo que ficam claros, segundo Lassance, os programas sociais e de infraestrutura que tiveram destaque, e aqueles que serão abandonados, incentivado, ou resgatado. Brasil Sem Miséria e Minha Casa Minha Vida terão, na prospecção dele, performances mais expressivas no decorrer do próximo ano. |
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