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04/08/2009 00:00

Repassando conhecimento 

Reativação de cursos de mestrado é o resgate de uma das tradicionais funções do Ipea, que já preparou quadros para diversos órgãos públicos

O Ipea está retomando a tradição de formação de quadros para o serviço público: montou um curso de mestrado em políticas públicas para a qualificação de funcionários da União, estados e municípios, e também oferece cursos de curta duração nessa área. O diretor de Cooperação e Desenvolvimento do Ipea, Mário Theodoro, explica que tudo começou com um minicurso de planejamento, com duração de seis semanas, realizado nos meses de outubro e novembro do ano passado. Foram convidados técnicos de vários ministérios para discutir o papel do Estado no planejamento e no desenvolvimento.

"As pessoas gostaram muito. Então nós partimos para um projeto mais ambicioso de montar um mestrado em políticas públicas", explica. Na verdade, o Ipea já desempenhou antes a função de formar quadros profissionais para a burocracia estatal nas três esferas de poder. "A formação de quadros era uma atividade ordinária do Ipea", conta Mário Theodoro. Até a década de 1990, a instituição formou pessoal para estados, municípios e diversos órgãos públicos. Mantinha cursos de planejamento e de pós graduação lato senso em várias áreas. "No planejamento estratégico, feito em 2007 e 2008, foi levantada como importante a idéia de compartilhar conhecimentos com outros órgãos e instituições. E esse compartilhamento seria feito resgatando a idéia de curso", conta.

O curso de pós-graduação é feito em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que já dispõe de curso semelhante, só que voltado para a área de saúde pública, e tem o apoio da Universidade Federal de Uberlândia (MG), que participou na organização do minicurso. Os técnicos do Ipea ajudaram no desenho das políticas públicas que são estudadas durante o curso.

O mestrado funciona nas instalações da Fiocruz, em Brasília, mas o Ipea já está negociando com alguns parceiros, especialmente a Universidade de Brasília (UnB), um espaço maior para instalação do curso. A primeira turma conta com 33 alunos de vários órgãos do governo federal. "A idéia de longo prazo é que na nova sede do Ipea tenha um espaço grande para formação e capacitação, mas nesse primeiro momento nós estamos conversando com a pró-reitora da UnB para ver a possibilidade de termos um espaço no campus", explica Theodoro. O mestrado oferecido pelo Ipea está em processo de reconhecimento pelo Ministério da Educação.

O diretor aponta como diferencial do mestrado oferecido pelo Ipea a possibilidade de aliar a teoria à prática, pois o órgão dialoga com a área acadêmica e com a burocracia estatal. "O grande ganho do nosso mestrado é que falamos de planejamento, de gestão de políticas públicas com conhecimento de causa. Os técnicos têm mais do que domínio teórico, eles têm participado da discussão, do desenho, da formatação, da gestão pública do País", comenta.

Nesse primeiro momento, até por uma questão de logística, o curso é limitado a servidores públicos, mas a ideia é que nos próximos anos ele seja aberto a pessoas ligadas a instituições não governamentais que se interessem por políticas públicas, desde que paguem pelo curso.

O Ipea também está negociando com alguns países a exportação de seus cursos, principalmente os de língua portuguesa, como Angola e Moçambique. Theodoro conta que estão sendo feitos contatos com as universidades desses países para que professores de lá ministrem a parte de história econômica. "Além disso, nós temos também a possibilidade de avançarmos e darmos cursos nos países do Mercosul", diz. Técnicos do Paraguai e de outros países da América Latina devem vir ao Brasil para o próximo curso.

 
 

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