Aumenta número de mulheres chefes de família
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11/11/2010 16:39
Aumenta número de mulheres chefes de família
 
Comunicado n° 65 investiga causas do crescimento da proporção de famílias brasileiras com responsáveis do sexo feminino 
 
 Foto: Sidney Murrieta
 
A apresentação foi feita pela coordenadora de Igualdade
de Gênero do Ipea, Natália Fontoura
Entre 2001 e 2009, o percentual de famílias brasileiras chefiadas por mulheres subiu de aproximadamente 27% para 35%. Em termos absolutos, são quase 22 milhões de famílias que identificam como principal responsável alguém do sexo feminino. A investigação das causas desse fenômeno está no Comunicado do Ipea n° 65: PNAD 2009 – Primeiras Análises: Investigando a chefia feminina de família.
 
O estudo foi apresentado nesta quinta-feira, 11 de novembro, em Brasília, e traz três hipóteses para a escolha de uma mulher como pessoa de referência no domicílio: a mulher ganha mais que o homem, possui mais escolaridade ou tem uma situação de trabalho mais estável. Segundo a coordenadora de igualdade de gênero do Ipea, Natália Fontoura, nenhum dos três fatores pode ser apontado como determinante para a chefia feminina.
 
“A renda não é determinante porque as mulheres chefes de família, em geral, não ganham mais que seus maridos. Por outro lado, há uma relação, porque a renda das chefes é superior à renda das cônjuges”, explicou. A escolaridade também não é determinante, segundo a autora, porque tanto as mulheres chefes quanto as cônjuges são mais escolarizadas que os homens.
 
Quanto à qualidade do emprego, Natália diz que os números refletem as desigualdades existentes no mercado e que o fato de ter melhor ocupação não determina a chefia da família. “O sexo ainda parece ser mais determinante que qualquer outra situação para que uma mulher seja considerada responsável pela família”.
 
Uso do tempo
Outro fator analisado pela pesquisa é o tempo dedicado por homens e mulheres ao trabalho no mercado e aos afazeres domésticos. O estudo mostra que as mulheres de arranjos familiares com cônjuge e filhos gastam mais tempo com trabalho doméstico que aquelas que vivem apenas com os filhos. “Nesse campo dos afazeres domésticos, as transformações ocorrem muito lentamente. Apesar dos avanços no mercado de trabalho, há um núcleo duro de convenções de gênero de difícil transformação”. afirmou.
 
 
 
 
 
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