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11/04/2019 10:00

Indicador Ipea aponta recuo de 0,9% na demanda por bens industriais em fevereiro

No acumulado de 12 meses, porém, houve crescimento de 1,8%, enquanto a produção industrial avançou 0,5%

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais, que mede a demanda interna por bens do setor industrial, registrou um recuo de 0,9% em fevereiro, frente ao mês anterior. A análise foi divulgada nesta quinta-feira, 11, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Na comparação com fevereiro de 2018, o indicador permaneceu estável – ou seja, teve um desempenho pior que a alta de 1,9% da produção industrial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tomando por base a variação acumulada em 12 meses, a demanda desacelerou em relação a janeiro, mas segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (1,8%) que o apresentado pela produção industrial (0,5%).

O indicador é definido como a produção industrial interna líquida das exportações, acrescida das importações. Entre esses dois componentes, as importações de bens industriais tiveram queda de 14,2% em fevereiro, frente a janeiro, e a produção interna líquida das exportações cresceu 1% no período.

O resultado obtido em fevereiro refletiu a fraca evolução do segmento extrativo mineral (queda de 19,4%), negativamente influenciado pelo desastre ocorrido na barragem de Brumadinho (MG). A demanda por bens da indústria de transformação, no entanto, avançou 0,6% sobre o mês de janeiro. Dos 22 segmentos desta indústria, nove tiveram desempenho positivo em fevereiro – entre os mais relevantes, estão a metalurgia (crescimento de 9,7%) e o consumo aparente de veículos (alta de 5,3%).

Em relação a fevereiro de 2018, 14 segmentos avançaram, com destaque para veículos (17,6%) e máquinas e equipamentos (10,4%). A maior oscilação negativa veio do segmento outros equipamentos de transporte, que caiu 38,6%. Entre as grandes categorias econômicas, o único recuo ante janeiro foi registrado nos bens intermediários – queda de 1,8%. Por sua vez, o consumo aparente de bens de consumo duráveis cresceu 5,7%.

Acesse a íntegra do indicador no Blog da Carta de Conjuntura

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