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24/01/2019 08:40

Disparidade salarial na agricultura é mais influenciada pelo vínculo formal que pela educação


Diversas pesquisas têm buscado identificar determinantes da desigualdade de renda no Brasil, principalmente no mercado de trabalho. Um estudo publicado pelo Ipea utilizou abordagem inédita no país e concluiu que o vínculo formal de trabalho é mais relevante que a educação para explicar os níveis de desigualdade salarial no setor agrícola nacional. O peso da formalização foi de 11,37%, enquanto o da educação ficou em 9,82%, de acordo com a análise de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013.

A pesquisa, que compõe a mais recente edição da revista Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE), do Ipea, avaliou a proporção da desigualdade salarial no Brasil de forma geral e, especificamente, nas regiões Nordeste e Sudeste para três subgrupos de atividade econômica: agricultura, indústria e serviços. Segundo o artigo, na indústria a educação teve maior peso para explicar a desigualdade de salários: 15,02%, o dobro da contribuição da formalização, 7,69%.

Entre os serviços, a educação também teve impacto maior, 19,97%, ante apenas 4,28% da formalização. Na região Nordeste, a educação teve pouca contribuição para a desigualdade salarial tanto na agricultura quanto na indústria, com uma média de 2,90% e 10,14%, respectivamente, ressaltando a importância da carteira assinada para a melhoria salarial desses trabalhadores. Nessa região, apenas o setor de serviços mostrou uma porcentagem mais alta do fator educacional, com um peso de 18,87%.

O contrário ocorreu no Sudeste, onde a educação foi o maior fator explicativo de desigualdade salarial, chegando a representar 16,51% no setor da indústria e 20,58% no setor de serviços. Mesmo estando em um nível mais baixo, 9,67%, a formalização na agricultura se manteve em patamar próximo ao registrado pela educação (10,66%).

O volume 48, número 3 da revista PPE também aborda temas como a contribuição dos mais ricos para a desigualdade de renda, a competição no mercado de empréstimo bancário brasileiro e o impacto da desoneração da folha de pagamentos sobre a economia em longo prazo.

Confira a nova edição da revista PPE

 

 
 

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